jatinho

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O relógio marcava seis da manhã, e eu estava acordada há mais de uma hora

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O relógio marcava seis da manhã, e eu estava acordada há mais de uma hora. Não que eu estivesse incomodada. Na verdade, sentia uma estranha calma enquanto dobrava as roupas e organizava as malas. Geralmente, eu teria pedido para um dos funcionários fazer isso, mas hoje era diferente. Era nosso primeiro Natal como uma família, e eu queria sentir o prazer de cuidar de tudo.

Dentro de menos de um ano, minha vida havia mudado completamente. Eu e Rebeca começamos a namorar, e, em um piscar de olhos, ela engravidou, minha ex maluca apareceu e acabou apanhando dela, e, agora, éramos casadas — não oficialmente, claro, mas isso não importava. Nós adotamos Axel, e ele já era filho de nós duas, de coração e de nome.

Enquanto terminava de colocar as últimas peças de roupa na mala de Axel, olhei para o pequeno moletom dele e senti uma mistura de ansiedade e nervosismo. Hoje, nós íamos conhecer a mãe de Rebeca, Dona Rosa, e os sete irmãos dela. Eu já sabia que o último encontro com minha sogra não foi exatamente uma troca de flores. Mas agora, com Axel no quadro, tudo parecia mais delicado.

— Vamos lá, Katrina. Você conseguiu lidar com sua família, você consegue lidar com a dela — murmurei para mim mesma, tentando me acalmar.

Depois de dobrar as últimas peças de roupa do Axel, olhei para o relógio novamente. Era hora de acordar Rebeca. Subi as escadas em silêncio, abri a porta do quarto e a encontrei ainda profundamente adormecida, com a mão pousada em sua barriga que já começava a mostrar os quatro meses de gravidez.

— Amor — chamei baixinho, tocando seu ombro. — Hora de acordar.

Ela resmungou alguma coisa incompreensível e virou para o outro lado.

— Rebeca, levanta. Você prometeu me ajudar com o Axel.

Ela abriu um olho preguiçoso e me encarou.

— Que horas são?

— Quase sete.

Ela bufou, mas começou a se sentar.

— Já arrumou tudo?

— Já. Inclusive as suas malas — falei, sorrindo.

Rebeca me lançou um olhar agradecido antes de me puxar para um beijo rápido.

— Você é perfeita, sabia?

Ri e a ajudei a levantar.

— Vamos tomar um banho?

Fomos juntas para o banheiro, e, enquanto a água quente caía sobre nós, aproveitei o momento para tentar aliviar um pouco a tensão que estava sentindo. Rebeca percebeu.

— Você está nervosa, não é?

— Eu? Nervosa? Não... — tentei disfarçar, mas ela ergueu uma sobrancelha, me desafiando. Suspirei. — Tá bom, talvez só um pouco.

Rebeca riu.

— Minha mãe não vai morder você, Katrina.

— Eu sei. Mas e os seus sete irmãos?

𝐋𝐔𝐙, 𝐅𝐀𝐌𝐀 𝐄 𝐀𝐌𝐎𝐑 | 𝑹𝑬𝑩𝑬𝑪𝑨 𝑨𝑵𝑫𝑹𝑨𝑫𝑬Onde histórias criam vida. Descubra agora