O grande momento

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 Abril de 2025

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Abril de 2025

2:48 da manhã. Eu estava finalmente dormindo depois de dias intensos no trabalho e em casa, quando fui acordada abruptamente por um grito.

— KATRINA! — Rebeca gritou, sua voz atravessando o silêncio da mansão como um trovão.

Abri os olhos em um pulo, confusa e tonta.

— A minha bolsa estourou! — Ela gritou de novo, segurando a barriga e respirando ofegante.

De repente, entrei em modo automático, como se meu corpo tivesse sido programado para lidar com emergências. Pulei da cama e corri para o closet. Peguei a primeira roupa que vi: uma calça de moletom cinza e uma camisa branca, sem nem perceber que ainda estava de meias.

— Calma, amor, estou indo! — Gritei enquanto puxava as bolsas que havíamos preparado semanas atrás.

Corri pelo quarto, mas a pressa me fez esquecer de um detalhe importante: o chão polido do closet. Meus pés escorregaram, e eu caí com um baque no chão, soltando as bolsas.

— MERDA! — Xinguei, levantando rapidamente.

— Você tá bem aí?! — Rebeca gritou do quarto, claramente irritada com minha demora.

— Tô indo! — Respondi, tentando ignorar a dor no joelho enquanto pegava tudo de novo e saía correndo.

Quando entrei no quarto, Rebeca estava sentada na beira da cama, respirando fundo, mas visivelmente em pânico e com dor.

— Katrina, tá doendo muito! — Ela disse, apertando minha mão com força.

— Eu sei, eu sei. Vamos dar um jeito nisso agora. — Disse enquanto me abaixava e, com dificuldade, a peguei no colo.

Ela não era pesada, mas minha falta de habilidade em momentos de pânico não ajudava. Comecei a descer as escadas devagar, com Rebeca reclamando a cada movimento.

— Ai, Katrina! Vai devagar, pelo amor de Deus! — Ela gritou, se contorcendo.

— Eu tô tentando, mas você tá se mexendo muito! — Respondi, ofegante.

Chegando na sala, a família de Rebeca já estava acordada. Dona Rosa, os irmãos e até Axel estavam em pé, olhando assustados.

— Dona Rosa, acorde o Axel e peça para o segurança levar vocês para o hospital! — Gritei, já indo em direção à garagem com Rebeca.

— Mamãe, o que tá acontecendo? — Axel perguntou, coçando os olhos.

— Seus irmãos estão chegando, amor! — Disse rapidamente, tentando soar calma, mas falhando miseravelmente.

Coloquei Rebeca cuidadosamente no banco do passageiro do primeiro carro que vi: uma Ferrari vermelha. Ativei o botão para fechar a capota, me sentando rapidamente no banco do motorista.

𝐋𝐔𝐙, 𝐅𝐀𝐌𝐀 𝐄 𝐀𝐌𝐎𝐑 | 𝑹𝑬𝑩𝑬𝑪𝑨 𝑨𝑵𝑫𝑹𝑨𝑫𝑬Onde histórias criam vida. Descubra agora