um intruso na cama

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A noite estava estranhamente quieta, mas minha mente não parava

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A noite estava estranhamente quieta, mas minha mente não parava. Era uma daquelas madrugadas em que o corpo pede descanso, mas a cabeça se recusa a cooperar. Rolei pela cama mais uma vez, tentando achar uma posição confortável com minha barriga de quatro meses, enquanto o movimento constante dos bebês não ajudava em nada.

Katrina, ao meu lado, respirava fundo, como se estivesse em um sono profundo. No entanto, a mudança do meu corpo pareceu despertá-la. Ela virou o rosto para mim, seus olhos sonolentos, mas cheios de cuidado.

— O que foi, amor? — perguntou com a voz rouca.

Suspirei, encarei o teto e depois olhei para ela.

— É o primeiro Natal que eu vou passar longe da minha mãe... — confessei.

Ela franziu o cenho, se virando de lado para me observar melhor.

— Por que você não chamou ela pra vir passar o Natal aqui com a gente?

— Eu chamei, mas ela disse que não vem... — respondi, dando um sorriso triste. — Mas, olha, ela tá mais tranquila com a ideia de eu estar com você. Ela até me manda mensagens pedindo fotos da barriga e dando dicas sobre a gravidez.

Katrina ficou em silêncio por alguns minutos, apenas me observando. Seu rosto era sereno, mas eu sabia que sua mente estava trabalhando em alguma ideia. De repente, ela sorriu, aquele sorriso travesso que sempre me derretia.

— Então a gente vai até ela.

A declaração me pegou completamente de surpresa.

— O quê? Tá falando sério? — perguntei, girando o corpo para encará-la.

Ela riu, adorando minha reação.

— Sim, tô falando sério. Vamos pra casa dela. É Natal, Becks, e eu sei o quanto isso é importante pra você.

— E a sua mãe? — retruquei, hesitante. — Acha que a mama Kris vai entender?

Katrina deu de ombros.

— Ela vai entender. Pode até reclamar um pouco, mas no fundo ela vai entender.

Meus olhos se encheram de lágrimas, e eu inclinei a cabeça para beijá-la.

— Então vamos no dia 24. Obrigada, Kat.

Ela sorriu de volta e apertou minha mão suavemente.

Nosso momento foi interrompido por uma batida suave na porta do quarto. Katrina suspirou e se levantou, vestindo seu short fino de futebol e um top esportivo, enquanto eu permaneci na cama, usando minhas calças de pijama da Skims e um top confortável.

Ao abrir a porta, lá estava Axel, com um pijama do Homem-Aranha e segurando um ursinho do mesmo tema. Seu rostinho ainda mostrava traços de sono, mas também havia uma expressão tímida e hesitante.

𝐋𝐔𝐙, 𝐅𝐀𝐌𝐀 𝐄 𝐀𝐌𝐎𝐑 | 𝑹𝑬𝑩𝑬𝑪𝑨 𝑨𝑵𝑫𝑹𝑨𝑫𝑬Onde histórias criam vida. Descubra agora