Capítulo 37

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— Finn. — Escutei alguém me chamando e coloquei o travesseiro na cabeça. — Filha, acorda rapidinho. — A pessoa é insistente mesmo. — Pequena.

— Quero dormir.

— Muito dorminhoca. — A outra pessoa disse e resconheci a voz, meu pai. — Filha, acorda.

— Acordei. — Sentei na cama sonolenta e vi o meu pai segurando um cupcake com uma vela em cima. Coloquei o meu aparelho auditivo para escutar eles melhor. — Já são duas da manhã?

— Sim. — Mamãe sentou do meu lado e me beijou na bochecha. — 17 anos.

— Há 17 anos a essa hora nós estávamos felizes e, ao mesmo tempo, preocupados para um caralho.

— William!

— O quê?! Como se ela não falasse palavrão. — Como os dois ainda não se mataram é um mistério. — Continuando, 17 anos de puro amor, carinho, companheirismo, preocupação que ainda é muita e principalmente de muita felicidade por ter você em nossas vidas. — Papai sentou do meu outro lado na cama e aproximou o cupcake. — Feliz aniversário, passarinha.

— Feliz aniversário, princesa. — Mamãe me beijou na bochecha. — Agora faça um pedido e assopre a velinha. — Fechei os olhos pensando no meu desejo e assoprei a vela. — Uhul!

— O que desejou?

— Se eu contar não vai se realizar, pai.

— Eu espero que todos os seus sonhos se realizem, passarinha. — Papai me beijou na bochecha e colocou o cupcake na mesinha ao lado. — Para você assim que acordar de vez amanhã.

— Obrigada.

— O jantar ainda está de pé. — Mamãe avisou e me beijou na bochecha. — Feliz aniversário.

— Obrigada, mãe.

Assim que eles saíram do quarto voltei a deitar e logo adormeci.

Acordei com o Seg pulando na minha cama como em todos os meus aniversários, essa era a parte favorita para ele do meu aniversário, o meu irmão amava me acordar assim e até que eu gostava também. Assim que parou de pular dividi meu cupcake de aniversário com ele, após comer o mandei sair do meu quarto e fui tomar um banho para não me atrasar, recebi ligações dos meus avós desejando parabéns e que iriam vir para o jantar essa noite. Quando entrei na cozinha vi a mesa toda arrumada com meu café da manhã preferido. Salada de frutas, panquecas com chantilly, ovos mexidos com bacon e vitamina de morango.

— Bom dia, querida. — Mamãe me beijou na bochecha. — Dormiu bem depois que saímos do seu quarto?

— Sim. E a senhora?

— Muito bem.

— Que bom, mãe. — Coloquei minha mochila no balcão e fui sentar no meu lugar. — Cadê o papai?

— Está resolvendo uma coisa.

— Ok.

— Toma. — Seg colocou um pacote no meu prato e sentou. — Eu espero que goste.

— Obrigada. — Rasguei o pacote e era uma camisa com a minha banda favorita. — Eu amei o presente, Seg. — O beijei na bochecha e sorri. — Muito obrigada!

— Eu sabia que iria gostar quando visse.

— Filho, já pegou tudo? Não está esquecendo nada? Dessa vez não vou poder levar se esquecer.

— Tudo na mochila, mãe.

— Ok. Finn. — Mamãe se afastou um pouco e veio com um pacote em mãos. — Seu presente.

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