Capítulo 50

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Ação de graças e esse ano vai ser na casa da tia Banks.

Acordei cedo para terminar de preparar a torta de morango, decorei toda como a minha avó tinha ensinado e deixei na geladeira assim que terminei. Preparei um café para tomar e fiquei na varanda curtindo um pouco o frio. Eu gostava muito dessa época do ano.

— Acordou cedo. — Seg se sentou do meu lado e ficou debaixo do cobertor junto comigo. — O que te tirou tão cedo da cama?

— Eu precisava terminar a torta de morango para o jantar de hoje.

— Aquela torta excelente de morango.

— E o mocinho? — Olhei para o meu irmão. Incrível como ele era uma misturinha perfeita dos nossos pais. — O que te fez sair tão cedo da cama?

— Acho que me acostumei a acordar cedo.

— Será que não é outra coisa? Ou melhor, uma pessoa que se chama Octavia.

— Ela é somente a minha amiga. — Disse, revirando os olhos. — Nada mais que isso.

— Sério? Seg, eu te conheço bem e sei que sente algo pela morena e não adianta falar que não.

— Somos só amigos.

— Seg.

— Ok! Eu posso gostar somente um pouco dela, mas não sei realmente o que sinto e nem o que a Octavia sente por mim.

— Vocês têm 16 anos e vão descobrir o que sentem um pelo outro. — Dei um beijo na bochecha do meu irmão. — E quando isso acontecer, seja um cavalheiro com a Octavia.

— Eu serei.

— Seg. — Precisava contar logo para o meu irmão. — Eu preciso contar uma coisa bem importante.

— O Ivar fez algo com você? — Por que os homens dessa família pensam nisso?

— Não. O Ivar é um cavalheiro comigo.

— E o que é?

— Me inscrevi para algumas faculdades sem ser Meridian e, se conseguir passar na NYU, eu irei para Nova York por um tempo.

— Longe de casa? Já conversou com os nossos pais?

— Sim.

— Nossa. — Seg ficou me encarando sério. — Você tem certeza de que quer isso? É longe e eu vou sentir muitas saudades.

— Sim. Mas sempre estarei voltando para casa nos feriados e nas férias, você também pode ir me visitar quando quiser.

— Eu não queria que fosse.

— Eu sei.

— Mas vai ser bom arrumar uma desculpa para ir até Nova York. — Disse e começou a rir. — Só tem que me prometer uma coisa.

— Que seria?

— Nunca me esquecer.

— Jamais! — Deixei minha caneca no chão e abracei meu irmão apertado. — Eu nunca poderia esquecer o meu irmãozinho que sempre guardava os biscoitos do lanche para dividir comigo.

— Eu te amo, Finn.

— Eu te amo, Seg.

— É tão lindo ver como são apegados. — Olhamos para a nossa mãe. — Sempre foram bem grudados. Acordaram cedo.

— Eu acordei para terminar a torta.

— Acostumado a acordar cedo diariamente.

— É melhor ter cuidado para o seu pai não roubar um pedaço da torta.

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