𝟐𝟎

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𝐌𝐀𝐘𝐀 𝐐𝐔𝐄𝐈𝐑𝐎𝐙

Acordei com o barulho irritante do meu celular vibrando na mesa de cabeceira

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Acordei com o barulho irritante do meu celular vibrando na mesa de cabeceira. Pisquei algumas vezes, tentando afastar a ressaca enquanto tateava o aparelho. Cinco ligações perdidas da Carol. Suspirei. Quando a minha advogada resolve me ligar desse jeito, coisa boa não é.

Antes que eu pudesse raciocinar direito, o celular vibrou de novo. Atendi, tentando disfarçar o cansaço na voz.

— Oi, Carol.

— Oi, nada! Você tem noção da confusão que causou? — A voz dela veio afiada, como uma faca.

— Confusão? — murmurei, me sentando na cama e esfregando o rosto.

— Maya, você tá em todas as páginas de fofoca. Todo mundo falando dos beijos na balada. E ainda mencionaram o Chico! Você tá numa fase em que não pode dar brecha pra polêmica.

Suspirei, sentindo a cabeça pesar ainda mais.

— Carol, eu só... precisava me distrair, sabe? Não tava muito bem.

— Distrair? Você é uma figura pública, Maya. Não dá pra esquecer disso, nem quando tá mal. Você sabe como isso reflete nos contratos. Tem marca me perguntando o que tá acontecendo.

Engoli seco. Não era como se eu não soubesse disso, mas ouvir era diferente.

— Eu não tava pensando em contratos ou em imagem, Carol. Eu só queria esquecer as coisas por um tempo, desligar a cabeça. — Minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia, carregada com um peso que eu não queria admitir.

Houve um silêncio do outro lado da linha. Quando Carol falou de novo, o tom dela estava mais suave.

— Eu entendo, Maya, de verdade. Mas você precisa encontrar outras formas de lidar com isso. Não tô dizendo pra você virar um robô, mas... se cuida, sabe? Você merece mais do que só fugir do que sente.

— Eu vou pensar nisso. — Minha resposta saiu automática, mas o nó na minha garganta indicava que talvez eu precisasse ouvir aquelas palavras.

— Tá bom. Descansa aí, mas me promete que vai pegar mais leve. Qualquer coisa, me chama. — E desligou.

Fiquei ali sentada na cama por alguns minutos, encarando o nada. As palavras da Carol ecoavam na minha cabeça. Talvez ela estivesse certa. Mas como é que eu ia lidar com tudo isso? Fingir que não sinto nada? Ou me jogar de cabeça em algo que só me machuca no final?

O celular vibrou de novo, me tirando dos pensamentos. Uma mensagem. Suspirei, já imaginando que era outra bronca de alguém.

Mas, quando abri, era do Chico:

"Ei, tá tudo bem com você?"

Fiquei encarando a tela por alguns segundos, sem saber o que responder.



𝐈𝐍𝐅𝐑𝐀𝐍𝐆𝐈𝐋𝐈𝐁𝐄- 𝐂𝐇𝐈𝐂𝐎 𝐌𝐎𝐄𝐃𝐀𝐒Onde histórias criam vida. Descubra agora