𝟐𝟖

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𝐂𝐇𝐈𝐂𝐎 𝐌𝐎𝐄𝐃𝐀𝐒

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Acordei cedo, mas Maya já estava pronta. Ela ajeitava os últimos detalhes do look na frente do espelho quando entrei na sala. Não consegui evitar o sorriso.

— Você tá parecendo uma daquelas modelos de capa de revista. Essa roupa... esse brilho... Tá difícil até me concentrar.

Ela revirou os olhos, mas dava pra ver o sorriso escondido no canto da boca.

— Ah, Chico, deixa de ser exagerado. Veste logo sua roupa que o Uber já tá a caminho.

No caminho para o Mercado Municipal, Maya me explicou por que tinha escolhido aquele lugar.

— O Mercadão é a cara de São Paulo. Tem comida, tem gente, tem história. E, claro, vou te ensinar o que é bom de verdade.

Quando descemos do Uber, a energia do lugar era contagiante. Barracas coloridas, cheiros irresistíveis e vozes se misturando no ar. Maya parecia estar em casa.

— Primeiro, você precisa experimentar o sanduíche de mortadela. É o mais famoso daqui. — Ela apontou para uma barraca com uma fila enorme.

— Mortadela? Sério?

— Não discute comigo, Chico. Confia que eu sei do que tô falando.

Pegamos dois sanduíches gigantes, e, para minha surpresa, era realmente incrível.

— Tá vendo? Eu avisei — disse ela, com um sorriso de vitória enquanto limpava o canto da boca com um guardanapo.

Depois, ela me levou por entre os corredores, mostrando frutas exóticas, doces caseiros e temperos que eu nem sabia que existiam.

— Esse aqui é maravilhoso. — Ela apontou para uma fruta que parecia brilhar. — Já provou pitaia?

— Nunca. Você vai me obrigar a experimentar?

— Claro. É saudável e linda, igual a mim.

Não resisti e ri alto. Maya tinha esse jeito de ser o centro das atenções sem nem perceber.

Entre uma parada e outra, ela ainda comprou algumas coisinhas: castanhas, geleias e até um cacto pequeno que ela disse que ia "ficar fofo na estante".

Enquanto ela pagava, aproveitei para observá-la mais uma vez. Mesmo em um lugar tão movimentado, ela parecia brilhar. Era algo nela — talvez o jeito decidido ou o sorriso que surgia do nada.

Quando ela se virou, percebeu meu olhar.

— Que foi? Tenho molho na cara?

— Não, Maya. Só tava pensando como você combina com esse lugar: cheia de vida, surpreendente e impossível de ignorar.

Ela piscou, surpresa, mas logo recuperou a compostura.

— Para, Chico. Você só fala isso porque quer que eu pague o próximo lanche.

— Tá vendo? Além de tudo, ainda é esperta.

Maya riu, e seguimos andando, deixando o Mercadão e a manhã para trás, mas carregando algo que nenhum de nós queria admitir: cada vez mais, parecia impossível resistir à companhia do outro.

𝐈𝐍𝐅𝐑𝐀𝐍𝐆𝐈𝐋𝐈𝐁𝐄- 𝐂𝐇𝐈𝐂𝐎 𝐌𝐎𝐄𝐃𝐀𝐒Onde histórias criam vida. Descubra agora