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𝐌𝐀𝐘𝐀 𝐐𝐔𝐄𝐈𝐑𝐎𝐙
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Quando entrei em casa, a adrenalina ainda percorria meu corpo. A sensação do mar ainda estava em mim, e eu sabia que precisava desabafar. Bia, como sempre, era minha primeira escolha. Peguei o celular e, sem pensar duas vezes, toquei o número dela. Ela atendeu na terceira chamada, e sua voz familiar logo me relaxou.
—Oi, lindona! Conta tudo! Como foi? —Ela já estava animada do outro lado da linha.
Soltei uma risada nervosa, apoiando-me na parede enquanto me deixava cair no sofá. O calor da noite ainda estava me consumindo, e não era só pelo clima quente, mas também pela tensão do que acontecera.
—Ah, Bia... Você não vai acreditar! comecei, tentando esconder o riso. —A gente foi pra praia, conversou sobre umas coisas, e depois... bem, depois. transamos.
Bia soltou uma exclamação empolgada.
—O quê? Você transou com o Chico Moedas na praia? Ai, meu Deus, Maya, que delícia! Me conta tudo, como foi? Ele é tudo isso mesmo?
Sorri, lembrando de cada detalhe. A forma como ele olhou pra mim, o jeito como ele se aproximou, aquela conversa leve que, de repente, virou algo mais. Não podia negar, o cara tinha uma energia magnética, algo que não consegui afastar de mim, mesmo que quisesse.
—Olha, ele... sabe como me fazer rir. E essa história toda de não se apegar, sabe? Acho que ele é mais complicadinho do que parece. Mas, de resto... não tenho do que reclamar, não —falei, descontraída, mas sem revelar demais
Bia quase gritou do outro lado, como sempre fazia quando eu dizia algo interessante.
—Maya, fala mais! Eu preciso de detalhes! Como foi no beijo? Você ficou com ele por mais tempo depois? E, pelo amor de Deus, me conta sobre a praia! Como foi aquele clima todo?
Eu respirei fundo. Já sabia que seria impossível esconder qualquer coisa dela. A curiosidade de Bia era incontrolável, mas não ia contar tudo. Afinal, queria manter uma parte do que aconteceu só para mim
—Eu vou te contar um segredo, Bia, mas você jura que não vai espalhar? —disse, querendo um pouco mais de privacidade.
Juro, amiga! Pode falar, estou só ouvindo!
Olhei pela janela, perdida em meus próprios pensamentos por um momento. A brisa da noite fazia meus cabelos se mexerem suavemente, e eu me senti estranhamente em pâz, como se a noite tivesse me dado algo mais do que apenas uma aventura.
—Eu não sei se ele tem intenções sérias, sabe? Mas tem algo nele que me faz pensar... talvez seja só o momento, ou talvez... talvez ele seja o que eu estava esperando sem saber. Mas não vou me entregar fácil. O Chico é um taurino muito esperto.
Bia suspirou, claramente aliviada por eu ter falado algo mais substancial.
—Ele é exatamente como eu imaginei! Você, Maya, você não tem controle! Mas falando sério, ele é perfeito pra você. E, por favor, não me diga que você vai se esconder desse boy depois de tudo isso hein? Quero saber mais, amiga, muito mais!
Eu ri, imaginando o que ela iria dizer depois que eu contasse sobre a nossa conversa naquela noite. Mas, por agora, sabia que precisava dar um tempo e pensar nas minhas próprias emoções antes de seguir em frente. Não queria que nada me pegasse de surpresa.
—Vamos ver o que acontece. Por enquanto, vou deixar as coisas rolarem e ver se ele vai realmente me surpreender, assim como fez hoje —disse, decidida.
Bia se acomodou do outro lado da linha, talvez com um copo de vinho nas mãos, como sempre fazia nas nossas conversas mais longas
—Não consigo esperar pra ver o que vem por af. Se você se apaixonar, amiga, vou ser a primeira a te apoiar. Mas me avisa antes, ok? Não quero me perder nos detalhes da história.
Sorri. Bia sempre foi assim. Ela adorava estar no centro de tudo, mas também sabia me dar espaço para minhas próprias descobertas.
Desliguei o telefone e olhei para o vazio na sala. Algo dizia que esse não seria o fim da história. Algo em Chico Moedas me fazia querer mais. E, enquanto a noite se estendia lá fora, eu só podia esperar que ele me mostrasse o que mais poderia vir.