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Maya estava sentada no chão do quarto, com as costas apoiadas na cama e o celular nas mãos

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Maya estava sentada no chão do quarto, com as costas apoiadas na cama e o celular nas mãos. As palavras de Chico ainda ecoavam em sua mente. "Eu quero você." Ele parecia sincero, mas algo dentro dela gritava para manter as barreiras intactas. Ela suspirou, frustrada consigo mesma.

Foi quando Bianca entrou, carregando duas taças de vinho. Ela sempre tinha o timing perfeito, como se sentisse quando Maya precisava de alguém.

— Eu trouxe isso porque, pelo seu olhar, café não vai resolver hoje. — Bianca disse, entregando uma das taças.

Maya aceitou sem discutir e deu um gole generoso.

— Tá tão óbvio assim?

— Maya, você é minha melhor amiga. Eu te conheço melhor do que você mesma às vezes.

Houve um momento de silêncio entre as duas. Maya encarou o vinho na taça, mexendo de leve o líquido, enquanto Bianca se sentava na cama de frente para ela.

— Bia, você acha que eu sou... complicada demais?

— Sim. — Bianca respondeu sem hesitar, mas sua expressão era suave. — Mas não de um jeito ruim.

— Como assim? — Maya franziu o cenho.

— Você é como um quebra-cabeça de mil peças, Maya. Não é fácil, mas quem conseguir montar vai ter algo incrível. Só que você tem que deixar as pessoas tentarem.

Maya sorriu de leve, mas seus olhos mostravam dúvida.

— É que... eu não sei se alguém vai ter paciência pra isso.

Bianca inclinou a cabeça, estudando a amiga por um momento antes de responder:

— O Chico parece que quer tentar.

Maya soltou um suspiro.

— Eu sei... mas é difícil, Bia. Minha cabeça fica dizendo que vai acabar igual aos meus pais. Eles se destruíram, e eu tive que crescer no meio disso. Toda vez que eu penso em deixar alguém entrar, eu lembro do quanto dói quando dá errado.

Bianca ficou em silêncio por um instante, deixando as palavras de Maya pairarem no ar antes de responder:

— Maya, eu sei que o passado te marcou. Mas, às vezes, você tem que dar uma chance ao presente. Se o Chico errar, você vai sobreviver, como sempre fez. Mas, se ele acertar... talvez você finalmente encontre algo que valha a pena.

Maya encarou a amiga, as palavras entrando fundo. Bianca tinha uma maneira de dizer coisas duras com a maior delicadeza, e, naquele momento, era exatamente do que ela precisava.

— Obrigada, Bia.

— Sempre, minha linda. E só pra constar: se ele vacilar, eu acabo com ele. — Bianca completou com um sorriso cúmplice, levantando a taça.

Maya riu, erguendo a taça também.

— Fechado.

Elas brindaram, e, por um momento, tudo parecia mais leve.

𝐈𝐍𝐅𝐑𝐀𝐍𝐆𝐈𝐋𝐈𝐁𝐄- 𝐂𝐇𝐈𝐂𝐎 𝐌𝐎𝐄𝐃𝐀𝐒Onde histórias criam vida. Descubra agora