Gente esse cap não é continuação, a besta aqui apagou sem querer e tive que refazer tudo, tinha duzentas curtidas eu quis morrer, mas enfim fazer aconselho ler os dois capítulos que vem antes desse para lembrar do que se trata.
Beijinhos
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Meu copinho todo doía, sentada nesse chão duro nem parecia que tinha um colchão debaixo de Chálotte de tão fininho e era frio. Os braços de Chálotte não eram o suficiente para esquentar.
Chálotte abraçava as pernas enquanto olhava fixamente para a porta trancada. O cômodo era pequeno, quase claustrofóbico, com paredes cinzentas e nenhuma janela. Chálotte balançava o corpo para frente e para trás, tentando ignorar a fome que fazia seu estômago roncar.
Estava aqui desde que cheguei noite passada sem poder sair.
No canto, um prato de comida intocado repousava no chão. Era uma papa cinzenta, sem cheiro nem sabor, mas Chálotte nem conseguia comer. Toda vez que tentava levar uma colher à boca tinha vontade de vomitar ou lembrava das palavras frias da polícial que me trouxe para cá, antes de me largar aqui:
"Você é tão insignificante que o delegado nem quis fazer questão de levá-la para colônia nem ao menos quis olhar para você, e sobra pra mim... Meu Deus você não para de chorar garota, é melhor você parar se não faço eles só te darem o lixo que sobrar pra comer".
- Ninguém gosta de mim... nem a moça estranha quer dizer a Billie. - murmurei para mim mesma, esfregando os olhinhos com as mãos. - É, ela não gosta... Ela me deixou aqui porque sou esquisita.
Os passos no corredor fizeram meu coração disparar. Chálotte se encolheu, escondendo o rosto entre os braços. A porta rangeu ao se abrir, revelando a enfermeira que veio ontem, uma mulher robusta e de olhar duro.
- De novo sem comer? - disse sem impaciência. - Isso não é um hotel, garota. Se não comer, vai aprender o que é passar fome de verdade.
- Diculpa não tô com fome... - respondeu Chálotte, a voz falhando.
A mulher bufou e se aproximou, pegou meu prato e despejou a papa no lixo.
- Ótimo. Agora você não tem mais escolha.
Logo Chálotte foi puxada pelo braço com brutalidade pela enfermeira, que não se importava em disfarçar sua impaciência.
- Vamos logo, você tem consulta. Não tenho o dia inteiro, pirralha. - puxou mais e Chálotte engoliu seco pelos machucados ainda feios em sua pele.
Tropeçava em meus próprios pés enquanto era arrastada pelo corredor. O lugar era deprimente à luz fraca que entrava pelas janelas sujas. Pessoas doentes estavam espalhadas pelo gramado externo.
Chálotte respirou fundo e apertou os braços contra o corpo, sentindo o pânico subir. "Não olha, não pensa, não sente", repetia tentando me proteger.
Quando chegamos à sala da consulta, ela bateu duas vezes na porta antes de me empurrar.
- Aqui está a sua paciente, doutor. Boa sorte.
Chálotte deu um passo hesitante para dentro da sala enquanto a outra saía e fechava a porta.
O homem sentado atrás da mesa parecia normal, até mesmo gentil à primeira vista. Ele usava um jaleco branco impecável e óculos redondos. Um sorriso falso se formou em seus lábios enquanto ele indicava a cadeira à frente da mesa.
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My Princess - B.E [G!P]
RandomCharlotte sofre muito morando com sua mãe e com o decorrer de sua vida acabou sofrendo de infantilismo o que piorou sua situação. Um dia Charlotte estava "brincando" e as coisas começaram a ultrapassar muito dos limites como sempre, mas dessa vez el...
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