Laya é uma garota que nunca teve a sorte de conhecer a mãe biológica e nem o pai. Ela foi abandonada no orfanato de londres "Lar dos Sonhos" com apenas alguns dias de vida .
Teve algumas experiências estranhas para ela, e era chamada de "aberração"...
— Onde ela está? – reconheci que era o Theo por causa do sotaque italiano
— Eu tô aqui..– Respondi com a voz fraca. Odiava hospitais desde a morte do meu bebê, mas agora que teria outro..tenho que superar a morte do meu anjinho
— MANINHA– Meu olho foi coberto pela cabeleira castanha do Theo, nem consegui me mexer por causa do abraço firme dele – como você está?
— Tô melhor agora..– Dei um sorriso cansado e ele foi me soltando aos poucos
— Seu cabelo tá lindo – Dei um sorriso agradecido. Paul cortou meu cabelo torto e feio, mas Sirius veio aqui e ajeitou. – e cadê meu sobrinho lindo
— Tá aqui – Ele beijou minha barriga – Cadê a Pansy?
— Está lá fora conversando com Mattheo, ela e Astória..daqui a pouco elas vem.
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O sol se filtrava pela janela do quarto, iluminando a cena diante de mim com uma suavidade quase mágica. Laya estava de pé em frente ao espelho, as mãos delicadamente pousadas sobre sua barriga arredondada. Sete meses. Nosso filho estava crescendo dentro dela, e cada dia que passava, meu coração se enchia mais de um amor que eu nunca imaginei ser capaz de sentir.
Me encostei na porta, cruzando os braços enquanto a observava. Seus cabelos caíam em ondas suaves sobre os ombros, e seus olhos brilhavam com uma ternura que me desarmava completamente. Ela murmurava algo baixinho para o bebê, traçando círculos leves sobre a barriga, e eu soube, naquele instante, que jamais desejaria nada além disso: ela, nosso filho, nossa família.
— Você sabe que eu estou te olhando, não é? — minha voz saiu rouca, mas cheia de um carinho que eu não precisava esconder.
Ela riu baixinho e virou-se para mim, os olhos cheios de felicidade.
— Você sempre está — respondeu, colocando as mãos na cintura em uma falsa expressão de repreensão. — E o que foi agora?
Eu me aproximei, deslizando os braços ao redor dela e apoiando a testa contra a sua.
— Só estou tentando entender como fui tão sortudo — murmurei, sentindo o perfume suave dela preencher todos os meus sentidos.
Laya revirou os olhos, mas sua risada doce entregava que ela gostava daquilo.
— Foi porque me conquistou com sua pose de bad boy que, no fundo, tem um coração enorme.
Soltei uma gargalhada, sentindo meu peito vibrar de felicidade. Meu olhar desceu até sua barriga, e eu deslizei as mãos para tocá-la, sentindo um leve movimento vindo do nosso bebê.
— Ele chutou — sussurrei, os olhos brilhando.
— Ele reconhece sua voz — Laya disse, sorrindo.
Meu coração apertou no peito. A ideia de que esse pequeno ser já sabia quem eu era, que ele já sentia minha presença, era algo que eu jamais conseguiria descrever em palavras.
Ajoelhei-me diante dela, depositando um beijo suave em sua barriga.
— Oi, campeão ou princesa— sussurrei. — Mal posso esperar para te conhecer.
Laya passou os dedos pelos meus cabelos, e eu ergui o olhar para ela, sentindo um amor tão profundo que quase me sufocava.
— Eu te amo — falei.
Ela sorriu, os olhos brilhando tanto quanto os meus.
— Eu te amo mais, Mattheo.
E ali, naquele instante, soube que não precisava de mais nada no mundo. Porque minha felicidade já estava aqui, bem diante de mim.
— É sério que não quer saber do sexo do bebê?
— Não, apenas no nascimento
Eu já estava morrendo de curiosidade para saber se era menino ou menina, e ela ainda não queria..
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Nunca pensei que ver Mattheo tão animado com alguma coisa pudesse ser tão adorável. Desde que descobrimos que eu estava grávida, ele se transformou em uma versão ainda mais dedicada e cuidadosa de si mesmo—e olha que ele já era protetor antes. Agora, ele não me deixa fazer absolutamente nada sozinha.
— Amor, eu posso pegar um copo d’água sozinha — digo, rindo, quando ele corre para a cozinha antes mesmo de eu terminar a frase.
— Pode, mas não vai. — Ele volta em segundos, segurando o copo como se fosse algo sagrado. — Não quero que você se canse, meu amor. Agora são dois corações batendo dentro de você, não posso arriscar.
Reviro os olhos, mas meu sorriso entrega que eu amo cada segundo disso. Ele se senta ao meu lado no sofá e passa a mão na minha barriga.
Minha mão desliza pelos seus cabelos bagunçados, e ele fecha os olhos, suspirando satisfeito.
— Você já decidiu como vai querer decorar o quarto do bebê? — pergunto, divertida, porque sei que ele tem pesquisado sobre isso como um louco.
Seus olhos brilham, e ele se senta rapidamente, animado.
— Sim! Mas quero sua opinião também. Pensei em algo aconchegante, nada muito exagerado, só... perfeito. Porque nosso filho ou filha merece tudo de melhor.
Meu coração derrete. Mattheo, que sempre foi impulsivo e temperamental, agora estava ali, sonhando com o futuro como se fosse a coisa mais preciosa do mundo.
— Eu te amo — sussurro, e ele segura meu rosto com as duas mãos, olhando nos meus olhos.
— E eu amo vocês dois. Mais do que qualquer coisa.
Ele sela nossos lábios em um beijo cheio de carinho, e naquele momento, tenho certeza absoluta: Mattheo será o melhor pai do mundo.