Romance Dark +18
- Irei pedir a anulação dessa palhaçada e então regressarei ao meu país-
Meus cabelos foram puxados com força pra trás, seu rosto furioso está a centímetros do meu.
- Já foi consumado esposinha. Não brinque comigo, minha paciência...
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Aksel parecia feliz, radiante e realizado dormindo nos braços do papai do século e eu? Bem não sei como agir, me sinto roubada, dilacerada e rasgada.
Durante dois anos foi apenas meu filho e eu, agora vejo o quão feliz ele está nos braços aquele que me dediquei a manter distante de nós, sua atenção dívida, seus abraços e beijos agora direcionados a esse monstro?
Como Engjell seria um bom pai? Como? É questão de tempo até ele nos machucar novamente... Meu filho que sempre quis ter um pai, como irei explicar que os monstros das historinhas de dormir são nada comparado ao maldito do Engjell? Meu filho é só um bebé...
Limpei minhas lágrimas silenciosas e funguei antes de levantar meu rosto, aí, na poltrona de frente a mim está Engjell acariciando os caracóis dourados do Aksel em seu peito, seu olhar carregado, frio e gélido está em mim agora.
— Pare de chorar! Irá acordar meu filho!— Advertiu novamente.
— Da meu filho por favor — Imploro mesmo sabendo que ele nunca foi misericordioso ou benevolente.
— Eu também tenho direito de ficar com ele! Principalmente após você me privar de dois anos da vida dele— Sua voz rude me atinge novamente, chega dessa palhaçada não vou ser essa mulher tola que chora e se rebaixa ao Engjell.
— Acontece que eu sou a mãe dele, você é uma ameaça constante e eu precisava o proteger de si!— Limpo meu rosto com raiva, Engjell deve ter se esquecido que eu nunca abaixei a cabeça pra ele.
— Bela forma de o proteger, fodendo como uma vagabunda com qualquer um— Então esse era o ponto. — Eu deveria te colocar em um hospício e livrar meu filho de tamanha vergonha que é ter uma mãe promíscua como você— Eu não consegui me conter, explodi em gargalhadas que minha barriga chegou a protestar.
— Coloque uma coisa na sua cabeça, sou uma mulher solteira e desempedida pra sair e conhecer quem eu quiser! Isso não faz de mim promíscua e se tem uma coisa que você pode ter certeza é que meu filho jamais terá vergonha da mãe que ele tem! — Engjell acha mesmo que nessa altura da minha vida irá me fazer duvidar da minha maternidade?
Fui eu quem passou por dificuldades financeiras e meio a sua perseguição, fui eu quem não tive o que comer e nem o que alimentar meu filho quando ele decidiu bloquear todo meu dinheiro, fui eu quem precisei pedir ajuda a ONGs pra alimentar meu filho...
Enquanto ele, é só o monstro que não conseguimos manter no armário por mais tempo.
— Você não é uma mulher solteira e jamais será uma mulher solteira! Passasse o tempo que fosse, eu te encontraria e a faria pagar amargamente pela afronta! Você pensou em mim em algum momento enquanto ateava fogo em nosso lar? Sabe o quanto eu sofri por você Kaya? Sabe o quão difícil foi pra mim não saber o paradeiro do meu filho? Se vocês estavam bem?— Sua voz carregada e seus olhos agora em tons de vermelho me mostram agora a dimensão da amargura que ele carrega.
— Você não sofreu nada comparada ao que eu senti por sua culpa! Você não se preocupou com nosso bem estar quando bloqueio minhas contas, eu tinha um bebé recém nascido, seu filho que você fez com que passasse fome pois eu não tinha como o alimentar...— Falo amargurada, doi tanto em mim lembrar essa época de nossa vida.
— Eu fiz pra que voltasse pra mim! Pra que voltasse a casa e enfim sermos a família que sempre deveríamos ser! — Então como um flash de luz eu vi uma lágrima bem singela em seu olho esquerdo que ele tratou de limpar o mais rápido possível e logo sorrir amargurado...
— Preferiu entrar em navio cargueiro do que voltar pra casa, eu pensei muito, confesso que quando os vi pela primeira vez eu cogitei regressar a Albânia e viver pra sempre em meu luto, você estava sorrindo como jamais sorriu pra mim, nosso filho a olhava como um ser divino mas eu sou egoísta e a amo demais pra a deixar ir— Nego ainda absorvendo o absurdo de suas falas.
— Você não me ama, amor não dói Engjell— Então ele sorriu em escárnio, seu sorriso sequer faz seus lábios curvarem.
— Amor dói, dói tanto te amar que a procurei incansavelmente durante anos, dói tanto que eu sequer conseguia dormir ou me alimentar, dói tanto te amar e dói mais ainda saber que jamais serei correspondido... Dói como um soco lembrar dos dias maravilhosos onde eu verdadeiramente fui feliz e realizado quando você estava apenas me enganado. Então esposa, o amor dói bem mais do que pode imaginar—
Não iria ficar aqui ouvindo as bobagens que saem da boca do Engjell, tirei meu filho de seus braços e segui até o cómodo privativo da aeronave onde um berço está acoplado a cama.
Não sou a única a fazer planos, Engjell não apareceu de surpresa, fica claro vendo que providenciou roupas, fraldas e tudo mais que Aksel fosse precisar, tem até mesmo uma pediatra viajando conosco.
A quanto tempo vê meu filho? A quanto tempo soube onde estava, meu Deus Juan deve estar desesperado atrás de mim. Maldito sejas Engjell.
Me deito beijando a testa do meu filho apenas aproveitando a cama confortável afinal não irei conseguir dormir tão fácil.
Preciso dar um jeito de sumir, meu filho não merece um lar como o que o Engjell pode oferecer a ele.
Serei uma leoa se for preciso, mas não permitirei em vida que machuque meu filho, nem que eu precise o matar...
Havíamos aterrizado na Albânia a cerca de meia hora, não trocamos mais nenhuma palavra e eu agradeço aos céus por isso.
Aksel dorme em meu colo após eu recusar que Engjell o tirasse dos meus braços, vá decida roubar meu filho. O trajeto de carro foi bem rápido, agora estou em pé olhando a fachada de uma mansão onde onde novamente serei subjugada, agredida e humilhada, mascarada como a casa perfeita para ser o lar da jovem família do Magnata Engjell Jakov.
Sinto sua mão quente em minha cintura me incentivando a subir o primeiro degrau da escadaria.
— Não toque em mim— Digo entre dentes olhando no fundo dos seus olhos onde apenas mantenho contacto visual reforçando minha decisão.
— Você ainda é minha mulher!— Afirma também olhando em meus olhos.
— Uma vabagunda?— Debocho como um lembrente de tudo que fiz e que ele sabe bem.
— Uma vagabunda, porém minha vagabunda— Então contra minha vontade Engjell segurou em minha cintura e me dirigiu escada a cima na entrada imponente da mansão.
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Morena voltouuuuu 🩵
Curtam e comentem bastante suas ideias Não sei se os quero juntos mais pra frente ou se Engjell nunca se arrependa de nada e volta a ser o mesmo