Alá, a morena
cheia de sonhos
e roupas serenas
desajeitada e desatinada
se atira no amor como
um complô com ela mesma
lê e escuta
sempre muda e distante
quer desafiar o mundo
e juntar mais e mais mundos
na estante do seu quarto
sorriso enferrujado de tanto fingir
acaba por às vezes mentir
mesmo pecando contra si
ar de inocência
olhar de intolerância ao pessimismo
ama o natal
pela beleza brilhante
que fascina a estante
e ilumina os sonhos otimistas
que guarda com tanto carinho
que age por impulso, até
Veste preto e jeans
mas deixa as mágoas em casa
quer desenhar e cantar pro mundo
em línguas variadas com um só tom
quer ser independente
mas torna-se tão dependente dos próprios sonhos
que inspira os mais céticos
dos céticos
dos céticos...
