cenário curto K.H

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[nome]

Senhoras e senhores, eu morri. Eu sei, não é a melhor forma de iniciar uma narrativa... Mas vai por mim, que esse bagulho ainda consegue ficar mais cabuloso ainda.

Vamos do começo. Bem, como todos já sabem, eu morri, de uma forma que tornaria o fato irrelevante...

Se não fosse por um único detalhe.

Que diabos está acontecendo aqui? De quem são essas mãos tão pequenas? Por que não consigo falar? E o que são essas figuras enormes?

Ouço vozes vindo daqueles gigantes, eles estão me deixando tonta com toda aquela comoção ao meu redor. Estavam me examinando, foi o que constatei com o pouco de informação que consegui reunir, eram variados toques, até ousaram tentar me furar com uma agulha.

— Tem certeza disso, doutor ela é um recém-nascido. — Ouvi um dos gigantes dizendo temeroso.

Um recém nascido, é uma doideira acreditar numa coisa dessas e ... Espere, ele disse recém nascido? Eu não fui julgada como as irmãs da igreja disseram que quem morreria seria? Não não não, isso só pode ser castigo divino!

— Tenho. Ela precisa tomar sua primeira vacina. — O gigante, agora médico, disse com convicção, direcionando sua mão com aquele objeto de tortura em minha direção.

Epa, devagar aí doutor! É melhor tirar essa coisa horrenda de perto! — Indaguei mentalmente horrorizada com o tamanho daquela agulha.

Era oficial, ele realmente pretendia me furar com aquela seringa, se não tivesse agarrado seu punho, ele provavelmente teria espetado aquela coisa na minha pele sensível. Me assustei com seu grito e abri o berreiro.

— Doutor não se mova, eu vou chamar ajuda! — Ouvi o enfermeiro dizer desesperado.

Não me lembro bem do que aconteceu depois, tenho poucos flashs de memória. Mas de uma coisa tenho certeza, entre os meus berros pude ver de relance o punho torcido, em seguida ouvir alguém dizer: — Como esperado da filha do chefe do grupo Hanayama.

Grupo Hanayama, meus caros, eu simplesmente reencarnei no corpo de um filho de um personagem poderoso de um anime de luta. Ah, como o destino foi cruel. E quando imaginei que não tinha como piorar, ele, o meu pai apareceu em toda a sua glória e terror para o meu pobre coraçãozinho de recém nascido.

Era ele, simplesmente o maior dos meus crush, o dono dos meus sonhos mais pecaminosos e fantasiosos, Kaoru Hanayama. Ele me pegou dos braços de outra pessoa como se tivesse o peso de uma pena, me analisando dos pés a cabeça com seus olhos.

Em outra ocasião eu estaria saltitando de alegria, comemoraria feito uma louca alimentando ainda mais minhas fantasias. Porém, eu não era mais uma mulher que vivia uma vida patética, sonhando acordada com personagens de anime, não... EU ME TORNEI FILHA DE UM DELES!

— É realmente um feito e tanto para um recém nascido, Hanayama. — Ouvi uma voz masculina com um tom estranhamente familiar dizendo.

Nada, nem um pio saiu dos lábios dele. Aquela tensão estava me corroendo por dentro. Como eu poderia viver nesse mundo sabendo que na minha vida passada me masturbava sonhando acordada justamente com esse homem? Não meus caros, eu não quero e nem pretendo viver sob o mesmo teto que Kaoru Hanayama.

— Devo concordar, doutor Kureha. — Meu "pai" concordou. Senti meu coração errar as batidas quando ouvi sua voz, era quase como um sonho realizado que de repente se transformou em pesadelo.

Estou sendo elogiada pelos meus dois crushes desse anime, o que mais me resta? Não vai me dizer que os outros vão aparecer? Será que finalmente terei a honra de estar nos braços dos lutadores?

[...]

Eu sabia que não era pra me empolgar e mesmo assim acreditei nas fantasias que criei na minha cabeça outra vez, por algum motivo acreditei que ele fosse ficar ao meu lado, já que era sua filha recém-nascida, mas não havia ninguém, além de uma equipe com poucas mulheres que cuidavam das minhas necessidades básicas e elas nem se davam o trabalho de checar se realmente faziam um bom trabalho, era nítido o temor e o medo estampado em suas faces quando eu ousava me mover.

Talvez o rumor do meu medo por agulhas tenha ganhado mais força depois que mandei 4 enfermeiros para a emergência o hospital. O único que consegue lidar comigo é o doutor Kureha, ele é paciente e sabe como lidar com um bebê super forte... A quem estou tentando enganar? É lógico que ele tem lá suas vantagens, o doutor Kureha era o esteriótipo perfeito do que minha mãe tinha como sonho de consumo, e pelo que parece acabei herdando e trazendo seu legado para minha outra vida.

Baki ImaginesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora