Título: "É isso que você chama de relacionamento?"
Tags: dark romance, ciúmes, manipulação emocional, obsessão, controle, temas sensíveis
Aviso: Esta obra retrata dinâmicas de relacionamentos abusivos. Não se trata de uma romantização, mas de uma narrativa que explora o lado sombrio de relações intensas. Leitura indicada para maiores de 18 anos.
---
Baki Hanma
De todos os lutadores, Baki era, à primeira vista, o mais tranquilo quando se tratava de relacionamento. Ele ouvia você, respeitava sua opinião — até certo ponto. Sua confiança vinha com condições, limites silenciosos que nem sempre eram claros.
Baki dizia que confiava em você. E talvez confiasse. Mas não confiava no mundo ao seu redor. Ele observava demais, pensava demais. Você era, para ele, algo precioso e frágil — frágil demais para perceber olhares lascivos, elogios escondidos, intenções mal disfarçadas.
Suas amigas eram o maior incômodo dele. Não pelo que eram, mas pelo que representavam: liberdade. Influência. Independência. Ele odiava quando você voltava delas com risadas nos lábios e cheiros que não reconhecia. Era sempre a mesma cena.
Você entrava em casa tarde. Baki estava encostado na parede, braços cruzados, vestindo apenas uma calça de moletom. Os olhos dele analisavam cada passo seu como se procurassem pistas de uma traição imaginária.
— Tarde de novo — ele murmurava, a voz baixa, o olhar tenso. — Sabe o quanto é perigoso andar sozinha a essa hora?
Era preocupação, talvez. Mas por trás do cuidado havia algo mais: ciúme, insegurança, o desejo de controle.
— Fomos ao shopping depois do restaurante. Está tudo bem, Baki.
Você tentava beijá-lo, mas ele recuava. Como se estivesse contaminada por algo externo. Por alguém.
— Já te falei — você insistia. — Elas são só minhas amigas. Se quiser, pode perguntar ao Strydum.
Ele não respondia. Apenas puxava você para perto com força, os braços tensos ao seu redor. Te levava até o quarto, como se fosse a única maneira de silenciar os próprios pensamentos.
Ali, Baki não fazia perguntas. Ele tocava, possuía, tentava se acalmar da única forma que conhecia. Era intenso, brutal. O prazer dele parecia uma necessidade desesperada de provar para si mesmo que você ainda era dele.
Você se deixava levar. Parte de você sabia que aquela intensidade era o reflexo de uma mente atormentada. A outra parte… ainda queria acreditar que havia amor por trás da obsessão.
---
Jack Hanma
Jack não era gentil. Não fingia ser.
Com ele, sua opinião pouco importava. Ele decidia. Ele mandava. Você era o único laço emocional que ele tinha — e por isso mesmo, ele não dividia. Não cedia. Não permitia.
O amor dele era sufocante, incontrolável. Você não podia limpar a casa, estudar ou até dormir sem sentir a presença constante e possessiva dele. Ele precisava ter você por perto. Sempre.
1. Estava limpando a casa? Jack surgia às suas costas, a pegava no colo como uma boneca, e a jogava na cama, no balcão, onde estivesse. Para ele, desejo era motivo o suficiente.
2. Estava dormindo? Ele carregava você nos braços até o quarto, deitava ao seu lado e a prendia com os braços, como se o mundo fosse arrancá-la se ele afrouxasse o aperto.
3. Estava estudando? Jack interrompia sem pedir. Tocava sem perguntar. A excitação dele não precisava de justificativa.
— Jack? — você sussurrava, tentando entender.
— Só quero você — ele murmurava, com os olhos pesados de sono, mas os dedos despertos.
Por mais que amasse esse lado protetor e carente dele, uma parte de você também sabia: Jack não sabia amar de forma saudável. Ele era intensidade pura, sem espaço para o seu próprio ar.
---
Kaoru Hanayama
Hanayama raramente falava. Suas ações falavam por ele.
Ele amava você — disso, você não tinha dúvidas. Mas o amor dele era silencioso, controlador. O tipo de amor que observava de longe, que agia nos bastidores, que manipulava sem gritar.
Você era a mulher do chefe do grupo Hanayama. Havia luxo, status, respeito. Mas também havia vigilância. Regras. Kisaki, o braço direito dele, a seguia como uma sombra. Seu celular era rastreado, suas rotinas monitoradas. E mesmo assim, ele fingia não saber.
— Como foi seu dia? — perguntava com a voz calma, ao se reencontrarem.
Era quando você percebia: ele sabia. Ele sempre sabia.
Você tentou resistir. Tentou marcar território. Quando anunciou que iria ao casamento da sua melhor amiga, Hanayama apenas te olhou. Não gritou. Mas apareceu no quarto ensanguentado, coberto de feridas.
— Eu te amo tanto — disse, com um sorriso fraco.
Era calculado. Os machucados, os cortes. Nada grave. Só o suficiente para gerar piedade. Para despertar aquele seu lado cuidador. Ele sabia como dobrar você.
Mas dessa vez, você respirou fundo. Pegou o kit de primeiros socorros e deixou sobre a cama. Não disse uma palavra. Apenas virou as costas e foi em direção à porta.
Hanayama a observou em silêncio. Sabia que o truque havia falhado. Mas não tentou impedir. Ainda.
Você sabia que ele não deixaria barato. Mas também sabia que, se cedesse outra vez, perderia a si mesma.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Baki Imagines
FanfictionImagines e alguns headcanons sobre os personagens de baki. ° não recomendado para menores de idade. Respostando: 30/09
