cenários

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*aviso: este capítulo contém tópicos sensíveis.

Baki Hanma

— Um presente? — Baki se questionava intrigado com a atitude inesperada vinda de seu pai.

Uma mulher, havia uma mulher encolhida no canto do quarto de hotel onde Yujiro estava hospedado. Seu nome era [Nome] e ela estava ali contra sua vontade.

— Então, não era isso que você queria? — Yujiro soltou sorrindo de uma forma que desencadeou várias reações de medo em [nome].

Aquele ogro arrogante não tinha ideia do que havia feito, um homem como Yujiro Hanma que acreditava que poderia ter livre arbítrio sobre a vida de outros seres humanos como se fosse o próprio Deus, era inadmissível. [Nome] apesar de ter sido amarrada, não desviou sua atenção daquela conversa, nem por um segundo, ela se via indignada com toda aquela situação e incrédula que estivesse sendo "dada" como se fosse um objeto de desejo para um de seus amigos.

Aos olhos de Yujiro, ela não passava de um pequeno gatinho querendo mostrar suas garrinhas patéticas, ele não conseguia entender o porquê de seu filho querer justamente ela.

O que o jovem Hanma poderia fazer? Ele se via em uma saia justa e seu pai era o culpado por toda aquela situação. Não era segredo para os demais que havia alguma coisa que fez Baki misteriosamente se interessar pela escola. O campeão da arena subterrânea já não era mais tão presente nas reuniões, muito menos nas lutas, Baki simplesmente havia deixado o mundo das lutas para tentar viver uma vida entediante e "comum".

— O que pensa que está fazendo pai?

— Adiantando o serviço, já que você não teve coragem o suficiente para tomar uma atitude simples — Respondeu num tom de desgosto. — Agora você a tem. — Passou pelo jovem em direção a saída do local. — Não me faça ter a certeza de que perdi meu tempo atoa.

Com aquele ultimato Yujiro desapareceu, deixando para trás um Baki confuso e uma mulher amarrada até os dedos dos pés. No fundo, o ogro sabia que não iria se arrepender da decisão que havia tomado, aquela era boa mulher e com certeza tornaria o jovem Baki mais poderoso, estava certo disso. [Nome] por outro lado de encontrava em uma situação onde estava a mercê do que o ruivo decidisse, o outro homem já havia feito o seu trabalho quando invadiu sua casa sem qualquer preocupação ou receio, nem mesmo uma arma foi capaz de atingir aquele homem, se é que podemos chamá-lo assim.

Que tipo de monstro era ele? — Ela se questionava mentalmente, relembrando de todo o estrago que ele havia feito em sua vida numa fração de segundos. Seus esforços não foram o suficiente para impedir aquela besta em forma de homem, não, ela foi obrigada a assistir os seus pais serem agredidos por ele, era como se estivesse se livrando de pequenas pedras em seu caminho.

[Nome] divagava em seus próprios pensamentos, com uma certeza em sua mente: Se aquele demônio era pai do Baki, significa que ele também é um monstro!

— [Nome] — Baki disse quando ouviu um dos gemidos de dor sendo emitidos por ela, lutando contra os nos que Yujiro Hanma havia feito no lençol que usou para amarrar todo seu corpo, inclusive sua boca.

Ela se desesperou quando o viu vindo em sua direção, o medo estava estampado em seu rosto e Baki notou isso. O rapaz parou abruptamente a poucos centímetros de onde ela estava, analisando cada reação que seu corpo exibia. Medo, receio, pavor... Cada uma dessas emoções desencadeou uma reação diferente nela.

Ele deveria estar sendo consumido pelo sentimento de culpa, como qualquer ser humano comum seria se estivesse vendo seu interesse romântico amordaçado daquela forma. Mas, por algum motivo desconhecido ele não se sentia culpado, pelo contrário, algo dentro dele parecia estar sentindo prazer com aquela situação. Saber que finalmente poderia tê-la despertou um sentimento obscuro dentro de interior dele.

Baki ImaginesOnde histórias criam vida. Descubra agora