Notas da autora:
Eu, King, não me responsabilizo por esse capítulo. Vocês pediram, então aguentem minhas paranóias noturnas. (E só pra constar, eu sou uma mulher, tá? Posso até não parecer quando escrevo/digito feito um ogro sem paciência, mas é isso.)
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A noite havia transcorrido conforme o planejado para o recém-casado casal, Retsu e sua linda esposa, [nome]. Após um jantar elegante em comemoração à união, decidiram retornar para casa antes do previsto. [Nome] sentia-se desconfortável com a multidão, especialmente por estar cercada por mulheres deslumbrantes e corpos que pareciam esculpidos. A comparação foi inevitável, e a sensação de inferioridade a corroía. Disfarçou seu desconforto com a desculpa do cansaço — mencionou o trabalho, alegou precisar de descanso. Mas, como não queria ser o peso da noite, voltou sozinha, deixando o marido livre para aproveitar mais um pouco.
— Estavam todos se divertindo — comentou Retsu ao sair do banheiro, com uma toalha amarrada na cintura e outra secando os cabelos úmidos. — Acho que o Katsumi exagerou na bebida. A namorada dele vai ficar furiosa — riu ao se lembrar do sermão público que o jovem Orochi levara durante uma aula.
Ele era um verdadeiro pecado em forma de homem. Para [nome], Retsu era irresistível mesmo nos momentos mais simples. Só por ser ele. Desde a postura imponente até o modo como se vestia — tudo nele acendia suas fantasias mais intensas. Era o tipo de homem que qualquer mulher desejaria. E ela, com orgulho, era quem o tinha.
Mas naquela noite, ela não correu para ele como de costume. Permaneceu parada diante do espelho, encarando o próprio reflexo desde que chegaram. A expressão suave no rosto dela não enganava Retsu. Ele sabia muito bem o que aquilo significava.
Com um breve suspiro, caminhou até ela, colando seu peitoral úmido nas costas parcialmente nuas de [nome]. Ela havia começado a tirar o vestido, mas algo a impediu de terminar. Seus olhos estavam fixos no espelho — e o olhar, carregado de autocrítica, incomodava profundamente Retsu.
"Por que você não consegue se ver como eu te vejo?" — pensou ele.
Apesar do leve sobressalto que ela deu com o contato gelado de seu corpo, continuava imóvel, segurando o vestido na altura do busto. Estava perdida em pensamentos dolorosos, consumida por gatilhos que sua mente insistia em alimentar.
Ela se assustou ao sentir as mãos calejadas do marido sobre as suas. Seus olhos arregalaram quando notou a proximidade. Retsu estava ali, colado nela, bloqueando qualquer fuga. Em outro momento, ela se voltaria e o beijaria até perder o ar. Mas agora… tudo o que conseguia fazer era observar aquele reflexo — e evitar a verdade.
— O que está fazendo? — perguntou em um sussurro, sentindo-o puxar delicadamente o tecido de suas mãos.
— Só estou ajudando com o vestido — murmurou contra seu ouvido, provocando um arrepio imediato. — Se quiser tomar banho, precisa tirá-lo.
Ele falava com doçura, tentando desarmá-la com paciência e carinho. Mas a insegurança dela era profunda demais para ser desfeita com palavras leves. E isso o machucava. Ele era o marido dela, o homem que prometera estar ao lado dela em qualquer circunstância. E ali estava, sentindo-se impotente diante de sua dor silenciosa.
Retsu sempre fora melhor em ouvir do que em falar. Preferia apreciar sua esposa falando sem parar por horas, absorvendo cada detalhe como se fosse um presente. Mas ali, ele precisava agir.
— [Nome] — chamou novamente, desta vez com uma estratégia diferente. Com um dos braços, envolveu os seios dela, protegendo-os, enquanto com a outra mão afastava os cabelos do pescoço e acariciava-lhe o rosto.
— Retsu… — tentou protestar com a voz fraca, ofegante. Sentia os dedos dele acariciando sua mandíbula, e o nariz percorrendo seu pescoço exposto.
— Sim, querida? — respondeu num tom manso e inebriante, afundando o rosto em seu perfume.
Ele avançava a cada pequeno sinal que ela dava. E quando utilizou aquela voz suave, tão perigosa quanto sedutora, ela soube que seria impossível resistir.
— O que está fazendo?
— Estou apenas me deleitando com o cheiro da minha esposa… — disse, apertando o braço ao redor dela — …apreciando o seu corpo — completou, guiando sua mão até o queixo dela, obrigando-a a encarar o reflexo no espelho — …me deliciando com tudo o que tenho direito.
— Mas eu engordei, Retsu — foi tudo que ela conseguiu dizer.
Ele parou. Ergueu o olhar, e o tom em sua voz mudou.
— Então é isso que te corrói por dentro?
Ela apenas assentiu, envergonhada. Ele se afastou, e o calor do corpo dele se foi junto. O vazio que ficou a fez sentir-se ainda menor… até ouvir o som inconfundível de tecido sendo rasgado.
— Retsu?! — exclamou, surpresa. Suas mãos correram para cobrir o corpo, mas ele foi mais rápido, colando-se a ela novamente.
— Eu é que te pergunto, [nome]. O que você está fazendo?
— Eu só estava tentando me cobrir…
— Não. Quero saber o que você fazia antes disso.
Ela hesitou.
— Me olhando no espelho…
— Não, antes disso.
— Eu… eu não sei do que você tá falando.
— Você está acontecendo — murmurou com fervor, deixando a toalha cair. Seu membro rígido roçou contra as costas nuas dela. — Eu não consigo mais me segurar.
Antes que ela pudesse protestar, ele a virou e a envolveu em seus braços. Seus olhos imploravam para que ela entendesse — para que se visse como ele a via.
— Retsu… — gemeu quando o sentiu pressionar contra ela.
— Me diz, o que te aflige tanto?
Ela não respondeu. Como sempre, teimosa.
Sem aviso, ele a ergueu e a deitou com cuidado sobre a cama. Com precisão e desejo, posicionou-se entre suas pernas, apoiando-as em seus ombros. O olhar que ela lançou dizia: “Você não ousaria”. Ele sorriu, determinado.
Quando os lábios dele tocaram a parte interna de suas coxas, ela quase viu estrelas. Retsu a segurava firme, a impedindo de fugir, e trilhou um caminho de beijos em cada região que ela dizia que ele não devia tocar.
— Por favor, Retsu. Aí, não…
— Por que não?
— Porque não…
Ela tentou se afastar, mas ele a puxou de volta com firmeza. Um único gesto — autoritário, porém cuidadoso. Seus olhos a silenciaram. E então… ela sentiu a língua dele.
Era demais. Retsu a saboreava como se fosse um manjar exclusivo, uma iguaria rara. A cada movimento, ele se entregava mais, murmurando contra sua pele sempre que ela tentava escapar. Ele a queria por completo, e deixava isso claro a cada toque, a cada investida.
E naquele instante, ela começou a acreditar.
Que talvez… fosse mesmo tudo aquilo que ele via.
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Baki Imagines
FanfictionImagines e alguns headcanons sobre os personagens de baki. ° não recomendado para menores de idade. Respostando: 30/09
