K- Eu provavelmente estava no estopim do meu fogo no rabo quando decidi escrever três capítulos... Bem, eis aqui um dos resultados... Esse capítulo foi escrito enquanto eu escutava a música Beast da Mia Martina.
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"Forma e Fogo" — Sonsfic com Katsumi Orochi
O som dos saltos dela ecoava pelo piso de madeira encerada, compassado com a batida baixa que escapava discretamente do fone pendurado em um dos ouvidos. A música era sensual, como uma respiração presa na garganta — e o dojo estava vazio. Quase.
Katsumi Orochi estava ali. De pé no centro, sem camisa, com a calça de treino impecavelmente ajustada na cintura. Os cabelos negros penteados para trás, sem um fio fora do lugar. O corpo firme, mas longe de exageros. Elegante. Cirúrgico. Como uma escultura viva de disciplina.
Ele ouviu a aproximação antes de vê-la.
— Eu não costumo repetir convites — disse, sem virar o rosto. Sua voz era baixa, firme. A dicção perfeita. Um aviso e um convite, na mesma frase.
Ela parou na entrada do tatame, encostada no batente, com um sorrisinho no canto da boca.
— Não costumo aceitar convites fáceis.
Ele virou-se devagar. E foi só aí que ela sentiu.
O olhar dele não era faminto. Era contido, calculado. Mas intenso. Como uma faca perfeitamente afiada. Não precisava se agitar para ser perigoso.
— Você treinou hoje? — ele perguntou, seco.
— Vim treinar agora.
— Comigo?
— Com quem mais?
Houve um segundo de silêncio. A batida da música pulsava distante, e o corpo dela já começava a reagir — não à música, mas à presença dele. O ar parecia mais denso, mais quente, como se cada segundo esticado entre os dois fosse um elástico prestes a arrebentar.
Katsumi deu um passo à frente. Depois outro. O andar dele era o de quem mediu cada centímetro do ambiente. Controle absoluto.
— Você sabe que eu não luto para perder.
— Nem eu.
Ele parou diante dela, mantendo uma distância exata. Precisão até nisso.
— Então por que você está tremendo?
Ela riu, nervosa. Mas não respondeu. Ele sabia. E isso era o pior.
Katsumi ergueu a mão, devagar, e encostou no ombro dela. Não como um toque carinhoso, mas como um gesto técnico — uma avaliação. Como se quisesse descobrir quantos segundos seriam necessários para desmontá-la, se ele quisesse. E talvez... ele quisesse.
— Sua postura tá aberta demais — disse, a mão escorregando levemente pela curva do braço. — Alguém poderia te quebrar assim.
— Alguém como você?
— Alguém como eu, sim.
Ela não recuou. Ele notou. E sorriu — discreto, de canto.
Não era um sorriso de conquista. Era de reconhecimento.
E então, num gesto que não condizia com o autocontrole dele, ele a puxou. Com firmeza, mas sem brutalidade. Ela bateu contra o peito dele, sentindo o calor, o cheiro — limpo, sutil, mas marcante. Era como estar colada em uma estátua viva, tensa e perfeitamente moldada.
— Você não é só provocação — ele murmurou, olhos cravados nos dela. — Você quer isso.
Ela tentou responder. Mas a respiração dela traiu primeiro. E foi tudo o que ele precisou.
O beijo veio certeiro, técnico, mas não frio. Foi como tudo nele: intenso e preciso. Nada fora do lugar. As mãos em sua cintura não tremiam. Eram firmes, direcionadas. A boca dele se movia como uma sequência de golpes ensaiados — cada toque, cada mordida, cada pausa entre os lábios... parecia calculada pra desarmar.
Ela tentou assumir o controle. Ele deixou. Um pouco. Depois tomou de volta com um roçar de lábios no pescoço e um sussurro quase cruel:
— Você achou que dominaria esse jogo?
As costas dela encontraram a parede do dojo. Ele pressionou, mas não esmagou. O corpo inteiro se moveu com elegância, como se aquela dança já tivesse sido coreografada antes.
— Você tá me treinando ou me torturando? — ela sussurrou.
Ele olhou nos olhos dela, sério.
— As melhores lições... machucam um pouco.
O tempo se dissolveu ali. Entre os toques friamente calculados e os suspiros que escapavam no ritmo da música abafada. Entre as mãos dele desenhando limites e depois cruzando todos. Entre o corpo perfeito dele pressionado contra o dela e a mente tentando, em vão, manter o controle.
Katsumi não era o tipo que deixava a emoção assumir.
Mas naquela noite, por alguns segundos... ele se permitiu ser só homem.
E ela, só mulher.
Sem kata, sem regras. Só o som abafado da música pulsando no peito dos dois, como um lembrete de que há beleza na precisão...
Mas também há perigo naquilo que escapa por entre os dedos.
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Baki Imagines
FanfictionImagines e alguns headcanons sobre os personagens de baki. ° não recomendado para menores de idade. Respostando: 30/09
