cenários

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Tema: Suas palavras foram tiradas de contexto, o que quase te colocou em sérios apuros.

Estava nos rascunhos, o que significa que provavelmente esteja incompleto.

Baki Hanma:

— Baki Hanma, eu disse COM FORÇA! — a voz impaciente de [Nome] ecoou alto pelo ginásio da escola. — Eu não vou conseguir te ajudar se você não colaborar.

— Ah, [nome] — Baki resmungou baixinho enquanto deixava o corpo desabar para trás sobre uma pilha de colchonetes.

— Não me venha com essa de "Ah, [nome]", Baki Hanma. Vamos, mexa-se! — impaciente, [nome] bateu palmas sinalizando para que o ruivo saísse de cima do monte de colchonetes. Por ironia do destino, Baki havia sido escolhido pelo professor, dentre todos os alunos da sua classe, para ajudar a representante de turma a organizar o espaço para a próxima aula.

E lá estavam eles, embora [Nome] fosse a única empenhada em cumprir com suas obrigações, o jovem Baki parecia não querer nada além de tirar um cochilo deitado sobre aquele monte macio. Ver o ruivo fechar os olhos, quase pegando no sono despertou o sentimento de indignação em [nome]. Ela não faria todo o trabalho sozinha, convicta disso, [nome] caminhou em direção ao ruivo, preparada para tirá-lo de cima dos colchonetes. Quando estava a poucos passos de distância do rapaz, as portas da entrada principal do ginásio foram escancaradas por um professor visivelmente nervoso, acompanhado por uma multidão de alunos curiosos. O som alto emitido pela colisão das portas contra a parede assustou [nome], que por sua vez, tropeçou nos próprios pés e caiu perfeitamente sobre o rapaz.

— Olha lá, eu não disse que eles estavam namorando no ginásio! — O vise representante surgiu por trás do professor apontando para os dois que estavam sem reação em meio aos colchonetes.

— O que está acontecendo? — [Nome] perguntou nervosa, ela odiava ser o centro das atenções.

— Aparentemente estamos sendo acusados de transar nos colchonetes da aula de educação física — Baki sussurrou rente ao ouvido dela, despreocupado com toda a atenção direcionada a eles.

O rosto de [nome] ficou vermelho feito um tomate em resposta a atitude do Hanna. Desde quando Baki Hanma tem uma voz tão profunda? E por que diabos estão todos falando de mim assim? [Nome] se questionava enquanto se levantava rapidamente de cima do rapaz. Ela precisou de apenas alguns segundos para entender o que realmente estava acontecendo.

— Mais que sem vergonha — Alguém comentou dentre os sussurros.

— Né? — Outra pessoa concordou com o comentário.

— Espere, não é isso que está acontecendo! Eu posso explicar! — [nome] tentou elevar o seu tom de voz, mas foi em vão contra todo aquele furdunço.

[...]

— Eu te odeio, Baki Hanma! — Foi a única coisa que [nome] disse para Baki antes de se levantar da cadeira e sair da sala do diretor, deixando-o para trás sozinho com o diretor.

O estrago em sua vida já estava feito, por onde passava podia ouvir os sussurros sobre o seu suposto ato libidinoso com o filho do Ogro, e as escolhas das palavras usadas para descrever o ato em si, eram impiedosas. O nome de [Nome] se tornou o assunto do momento e infelizmente foi da pior maneira possível, algo que ela jamais poderia imaginar que pudesse acontecer.

— Qualé velhote, o que você está fazendo aqui? — Baki perguntou incrédulo ao se deparar com a presença ilustre do senhor Tokugawa sendo paparicado pelo diretor da sua escola.

— Oras, a resposta é simples. Quem é a garota? — Tokugawa questionou eufórico, esbanjando um sorriso de orelha a orelha.

— Outra vez essa história? — Baki resmungou impaciente.— Eu já expliquei o que aconteceu ao diretor velhote, foi só um acidente.

— Só um acidente? — Retrucou com um tom risonho de dúvida.

— Está pensando no Hanma errado, eu não sou do tipo de cara que faz essas coisas em público — argumentou com seu tom de voz sereno.

Jack Hanma

— Você, sua safadinha — [nome] ouviu a voz da sua tia dizer em um tom brincalhão assim que colocou na opção de atender a chamada de áudio na tela do seu celular. — Não perde tempo mesmo, não é?

— Oi tia, tudo bem com a senhora? Comigo está tudo bem também, obrigada por perguntar — [nome] disse usando seu tom irônico — Do que a senhora está falando?

— Não se faça de sonsa [nome] — Respondeu com um certo tom de indignação em sua voz.

— Sonsa? Olha coroa, eu vou ser direta. Já estou morando no Japão há 3 anos e você nunca mandou nada, nem uma corrente de whatsapp me amaldiçoando. Agora você me aparece do além, cobrando um explicação do que eu não faço a mínima ideia do que se trata! — disse indignada com a ação imprudente da senhora — Tem noção de que horas são aqui? — Questionou se virando para checar o relógio sobre o criado mudo ao lado da cama. — São 04:35 da manhã minha senhora. Quatro fodendo horas da manhã de um final de semana!

[Nome] argumentou sem receio algum, aquela pessoa do outro lado da linha não passava de uma parente distante, uma pessoa com pouca significância em sua vida, ou seja, não havia necessidade de ser educada.

— Amarga que nem o rabugento do seu pai — A tia resmungou esperando que [nome] reagisse e viesse em defesa de seu pai, mas ao invés disso, ela pode ouvir a jovem comemorar do outro lado da linha.

— Bem, se era só isso que tinha para me dizer.... — [Nome] começou a dizer bocejando, pronta para encerrar a ligação quando sua tia a interrompeu outra vez.

— Eu só estava curiosa sobre ele. Mas já que você está cansada, então boa noite, ou dia... Sei lá, eu não entendo esse negócio de fuso horário — Encerrou a ligação chateada com [nome].

A curiosidade venceu o sentimento de indiferença que [nome] nutria por sua tia distante.

Baki ImaginesOnde histórias criam vida. Descubra agora