Irmãos Hanma

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A minha namorada policial e seu trabalho perigoso.

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Baki Hanma

[nome] voltou para casa mais cedo do que o habitual, o que imediatamente despertou a curiosidade e a desconfiança de Baki. Ele estava tentando estudar — ou melhor, forçando a mente a absorver aquele emaranhado de palavras difíceis — quando ouviu o rangido suave da porta da frente. Reconheceu de imediato o ritmo das passadas dela.

— [nome]? — chamou, em um tom alto o suficiente para que ela o ouvisse do corredor. Ele queria sua ajuda com o livro, e sabia que ela seria perfeita para isso.

Mas não houve resposta.

Ouviu os passos atrás de si, depois o som da porta do quarto sendo aberta e fechada. A inquietação tomou conta. Largou o livro de lado e se levantou num salto. Caminhou até a porta, e antes mesmo de girar a maçaneta, um gemido baixo cortou o silêncio. Não era um som estranho para ele — já conhecia bem os suspiros e gemidos da namorada — mas aquele... aquele era de dor.

Tomado por um medo instintivo, Baki abriu a porta e se deparou com uma cena que partiu seu coração: [nome] estava se desfazendo de um curativo malfeito, manchado de sangue, e tentando estancar a ferida sozinha.

— Não precisava... — ela murmurou, ainda de olhos fechados, a voz embargada de cansaço. Parecia só querer deitar e esquecer o mundo por um tempo.

— Você estava sangrando. Esse curativo mal feito poderia ter causado uma infecção — respondeu com firmeza, repetindo as palavras que ouvira do médico minutos antes.

— Por que não me respondeu quando chamei? — perguntou, agora mais calmo, mas ainda intrigado.

[nome] hesitou antes de responder.

— Achei que você fosse ficar bravo comigo...

— E por quê? — ele questionou, os olhos fixos nela.

— Porque... eu vacilei. Não percebi que havia mais de um suspeito. Fui pega desprevenida.

Ela esperava um sermão, um ataque contra sua profissão, contra sua coragem. Esperava o tipo de discurso que costumava ouvir de seu ex, onde era sempre culpada por se colocar em risco.

Mas Baki a surpreendeu.

— [nome], eu jamais ficaria bravo com você por fazer o seu trabalho — disse, aproximando-se e sentando-se ao seu lado. — Mesmo achando perigoso demais, eu sei da sua força. E, acima de tudo, confio em você.

— Sério? — ela perguntou, surpresa.

— [nome]... eu não sou o seu ex. — Ele passou o braço ao redor dela, puxando-a para perto. — Eu tenho orgulho da mulher incrível que escolhi pra mim.

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Jack Hanma

— Uma facada... — a voz rouca de Jack ecoou pelo apartamento escuro, fazendo [nome] congelar onde estava.

Ela mal teve tempo de reagir à presença dele. Era comum Jack aparecer em sua casa nas madrugadas em que ela estava no turno noturno. Não batia na porta, não avisava — ele simplesmente surgia. Era como se a ansiedade o guiasse direto até ela.

[nome] suspirou, pressionando a região costurada do abdômen com a mão. Já esperava encontrá-lo ali, mas o susto a fez se mover bruscamente, e a dor veio como uma onda.

— Mas que droga, Jack — reclamou, tentando se manter em pé.

Jack se aproximou sem dizer nada. Seus olhos, carregados por um misto de raiva e preocupação, varriam o corpo dela como se procurassem mais ferimentos ocultos. Com um movimento firme, a tomou nos braços, sem dar chance para protestos.

— Você precisa ir ao hospital. Agora. — A voz dele era grave, baixa e ameaçadora. — E se eu descobrir quem foi o desgraçado que fez isso... eu arranco a cabeça dele com as minhas próprias mãos.

[nome] estremeceu. A intensidade com que Jack falava, a maneira como sua fúria explodia ao menor sinal de que algo acontecera com ela, era assustadora. Mas também... era estranhamente reconfortante.

O problema era que, para ela, Jack nunca havia demonstrado o tipo de envolvimento emocional que indicava que aquilo era sério. Sempre deixava claro que "não ligava para o amor", que "relacionamentos eram perda de tempo".

E mesmo assim... ali estava ele.

Cuidando dela como se fosse a coisa mais preciosa do mundo.

Baki ImaginesOnde histórias criam vida. Descubra agora