Meu patrocinador anônimo

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Meu patrocinador anônimo.

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[nome] encarou o celular por alguns minutos, confusa com o que acabou de ler. Ela sentiu uma onda de arrepios percorrer por todo a extensão do seu corpo enquanto ela lia e relia aquelas mensagens.

Alguém realmente estava stalkeando ela.

A ficha havia caído para [nome]. Não se tratava de uma brincadeira ou pegadinha como ela acreditava. Não, realmente se tratava de um perseguidor. Os batimentos cardíacos dela aumentaram, influenciados pelo sentimento de medo.

— Só pode ser castigo divino — [nome] soltou assim que viu outra notificação surgir na tela do seu telefone.

Receosa, [nome] virou o aparelho com tela voltada para a mesa, ela precisava de um tempo para se acalma ou poderia ter um ataque cardíaco a qualquer momento. Com seu corpo parcialmente imóvel, tentar se acalmar foi a única coisa que ela fazer.
Para sua infelicidade, [nome] ouviu a voz de Nate à chamando.

— [nome], meu amor — [Nome] viu Nate se sentar ao lado dela, sendo acompanhado pelos outros dois rapazes que copiaram a ação dele, sem ao menos perguntar se podiam se juntar a ela.

Parece que o destino não estava favorável para ela naquele dia.

— [nome] o Nate não para de se gabar com esse celular — Um dos rapazes comentou zombando do amigo — Olha eu sou o Nate, minha namorada me deu um celular caro e um BMW.

— Um BMW? — [Nome] repetiu o que havia acabado de ouvir, incrédula com o nível dos "presentes", entre muitas aspas que o seu admirador secreto havia enviado para ela.

— Não precisa ficar tímida amor — Nate sorriu para ela antes de puxar as chaves do carro dos bolsos de sua jaqueta — Eu amei o meu presente de aniversário.

— Aniversário? — [nome] novamente repetiu o que saiu da boca dele, incrédula com cada nova informação.

— Sim, é semana que vem. Lembra que combinamos de fazer passar os nossos aniversários juntos?

— Ah, sim.

Uma senhora avalanche de lembranças se da mente dela. Acontece que, por estar tão focada nos estudos, [nome] não percebeu que a data do seu aniversário estava se aproximando, coincidentemente o aniversário de Nate também.

Como poderia ter me esquecido disso? [nome] pensou. Então é por causa disso que eu estou recebendo mensagens?

O desconhecido que enviava presentes estava chateado por que aparentemente [nome] estava dando os seus presentes para Nate, foi o ela deduziu ao reunir todas as informações.

— Escuta [nome], você não tem uma melhor amiga podre de rica para me apresentar?

— Como?

— Por favor [nome], eu já não suporto mais ter que ouvir o Nate se gabando dos presentes que você deixa no armário dele.

Bingo, o armário. Eis aqui o causador de todo esse tumulto. [Nome] constatou.

Outra vez o celular dela vibrou, atraindo a atenção de Nate. Ele alcançou o celular durante um minuto de distração de [nome], mas por sorte ela percebeu a movimentação do rapaz a tempo de tirar o aparelho dê duas mãos. Porém, ao tomá-lo daquela forma das mãos dele, ela acabou gerando um clima de tensão com aquela atitude.

Nate ficou imóvel, sem acreditar no que havia acontecido. [nome] havia tomado o celular de sua mão, essa não era uma reação que ela costumava ter quando Nate pegava o seu celular. Não, para Nate, [nome] sempre seria a boba submissa que faria todas as vontades dele, se assim ele quisesse. Ter o aparelho tomado daquela forma fez com que o cérebro de Nate começasse a especular sobre uma possível traição.

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