Meu Patrocinador Anônimo

220 17 1
                                        

Próximos capítulos dedicados às safadas de plantão.

________

Retsu Kaioh em Meu Patrocinador anônimo.

Outra encomenda direcionada a [nome] chegou naquela tarde, contando com aquela já eram um total de 3 pacotes entregues na recepção do dormitório feminino da faculdade. Todos embalados e enviados por um tal de "K".

— A [nome] tá com tudo em cima — [nome] ouviu uma das mulheres com quem dividia o dormitório brincar enquanto fitava a caixa em cima da escrivaninha.

— Cara, você mal chegou na cidade e já conseguiu arrumar um pretendente podre de rico de Las Vegas. O mundo é tão injusto! — A outra indagou de sua cama.

Ao total haviam 2 beliches que eram compartilhadas por [nome], duas alunas estrangeiras Sara e Hany, e Maggie, a nativa responsável por "auxiliar" as novatas. Apesar das diferenças, não houveram grandes conflitos entre as moradoras do dormitório 033. A não ser que relembremo-nos da discussão sobre o sumiço de alguns lanchinhos que Maggie mantinha na gaveta de sua escrivaninha, onde todas foram parar nas mãos da coordenadora do dormitório e obrigadas a prestar serviços de limpeza pelo prédio inteiro.

— Hany — Sara chamou pela ruiva com um tom de reprovação. Dentre as três, ela era a mais sensata. — Não ligue para elas [nome], isso ainda pode ser coisa de um perseguidor... — E a mais paranoica também.

— Deixa de ser sem graça Sara! Que tipo de perseguidor enviaria tantos presentes dessa maneira? — Maggie questionou como se estivesse óbvio que as suposições de Sara sobre o possível admirador de [nome] eram infundadas.

— Ela tem razão, ele não seria tão desleixado se realmente quisesse estripar a nossa coelhinha — Hany concordou com os argumentos de Maggie, direcionando seu olhar para a outra cacheada no quarto.

Os olhares recaíram sobre [nome] que parecia estar meio receosa em abrir a caixa, na etiqueta costumada com o seu nome havia um pequeno adesivo de um coelho branco colado. Quem quer que fosse esse tal de "K", deveria ser uma pessoa muito próxima a ela.

— [nome] não precisa fazer isso se não quiser.
Eu posso abrir e devolver para a recepção como a gente sempre faz — Maggie sugeriu, saltando de sua cama e em um piscar de olhos ela já estava do lado de [nome].

— Obrigado Maggie, mas eu não sei se realmente quero abri-lo.

— E o que você tem a perder?

— Bem... É que o Nate...

— Espere, não me diga que está relutante em abrir esta caixa por causa do branquelo? — Hany reclamou suspirando brevemente, desacreditada com o que estava especulando em sua mente — Por favor, me diz que você não voltou com aquele projeto defeituoso de saruê. Voltou?

O silêncio que obteve dela foi o suficiente para responder as suas dúvidas. O trio começou a resmungar em desaprovação pela decisão de [nome], principalmente Sara, que tinha mais motivos do que qualquer uma dentro daquele quarto para reclamar. Sara não poupou argumentos, a ideia de que uma mulher incrível como [nome] havia voltado a se relacionar com um completo malandro, não lhe descia.

— O Nate é um aproveitador [nome], ele só está atrás do seu dinheiro.

— Maggie não é verdade.

— Ele só está te iludindo mulher! Usa esse cérebro que você tem e pensa direitinho.

[nome] estava prestes a defender a honra de seu namorado, mas ouviu a voz da coordenadora dos dormitórios avisando sobre o horário tardio.

Elas foram dormir, ou pelo menos tentaram. A curiosidade sobre conteúdo daquela caixa às incomodou pelo restante da noite.

[...]

Estudos e mais estudos, era só nisso que [nome] estava focada ultimamente. Ela havia descoberto que outra daquelas provas iria acontecer, seria sua chance de conseguir uma bolsa integral na sua faculdade, assim ela poderia eliminar a dívida estudantil que seu pai havia adquirido em seu nome por ela.

"É o seu futuro que está em jogo [nome], eu não me importo em fazer algumas horas extras"

[nome] suspirou debruçando-se sobre os livros, tentando descansar um pouco durante o intervalo cronometrado em seu celular. Números e mais números, era o que ela via em sua frente, como se o que estava escrito no livro estivesse flutuando para onde quer que ela olhasse. Ela coçou os olhos antes de endireitar sua postura sob a cadeira desconfortável de madeira, estudar na cafeteria tinha sido uma péssima ideia. [nome] voltou a trabalhar com os cálculos, em meio ao seu plano de raciocínio uma voz bastante familiar atraiu a atenção dela.

Era o Nate, acompanhado por mais 2 alunos da faculdade. [nome] os reconheceu como sendo os babacas os quais ela já havia enfrentado no passado. Ainda conseguia se recordar das surras que deu em cada um deles na época do ensino médio, quando ela era a mais alta da turma.

— Eu ainda não acredito que você está namorando com a [nome].

Ela ouviu um dos rapazes falar, eles estavam tão entretidos em sua conversa que não perceberam que o assunto principal estava sentado à duas mesas de distância.

— Nem eu. Ela é podre de rica, o que ela iria querer com um cara feito você? Sem ofensas.

— Inveja meus caros amigos é um sentimento que corrompe o ser humano — Soltou arrumando a armação dos óculos escuros em seu rosto. Ele esbanjava arrogância ao se dirigir aos outros dois rapazes, com um tom de superioridade a cada palavra que saia de sua boca. — Ela me ama, vejam o que eu ganhei no dia do nosso aniversário de namoro.

Uma grande interrogação se formou na cabeça de [nome] quando ela o viu exibindo um telefone de última geração do bolso, ele balançou o objetivo como se fosse grande coisa, algo que pudesse usar para fazer inveja em seus amigos fracassados.

— Impossível, a [nome] não iria dar um telefone top de linha para você.

[nome] viu quando o rapaz tentou pegar o telefone das mãos de Nate, mas não conseguiu porque Nate o puxou de volta para guarda-lo em seu bolso.

— Acredite, ela deixou dentro do meu armário em uma caixinha toda enfeitada, cheia daqueles frufrus dela de coelho — Nate comentou tirando sarro da forma carinhosa como havia sido embalado.

Os olhos dela se arregalaram ao ouvir aquela declaração. Nate havia recebido um de seus presentes do seu perseguidor e estava exibindo para todos a quem conhecia.

Agora as peças se encaixam. Ela pensou. Foi por causa dele que o envio dos presentes cessaram. Provavelmente o entregador deva ter se confundido quando foi colocar o presente no armário dela, já que o armário de Nate ficava praticamente do lado do dela e [nome] vivia sendo vista procurando suas coisas dentro dele.

Como se as coisas não pudessem ficar melhor para [nome], ela se assustou quando seu telefone vibrou sob a mesa. Uma notificação de um número desconhecido atraiu sua atenção.

"Desconhecido: estou magoado com você, minha coelhinha. Como pode dar o presente que eu escolhi com tanto carinho para outra pessoa?"

"Desconhecido: não gostou do modelo? Ou foi a cor que não te agradou?"

Baki ImaginesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora