Jack cenário|Part 2

192 10 0
                                        

Não sei o porquê de ainda ter continuado esse negócio, mesmo já tendo finalizado o capítulo.... Bom, de qualquer jeito vou compartilhar com vocês.

Narrador

[Nome] fechou os olhos por um segundo. "Não posso deixar ele ter esse poder sobre mim. Não de novo."

Mas ao abri-los, viu o reflexo dos dois no espelho da academia. E odiou o que enxergou: não era só raiva em seu rosto... era desejo. Confusão. Vulnerabilidade.

Jack percebeu também.

— Você ainda me quer, [nome] — disse com a voz rouca, os olhos cravados nos dela. — Só precisa admitir.

Ela arquejou, tentando disfarçar a respiração acelerada. A presença dele era sufocante. O calor, o cheiro, a força. Tudo em Jack Hanma a deixava em alerta — e, de alguma forma, viva.

— Vai sonhando, Hanma — respondeu com a voz firme, mas o olhar vacilante.

Só que a mão dela dizia outra coisa. Estava agarrando a camiseta dele, com os dedos cerrados no tecido justo como se fosse um ponto de apoio.

Jack não a soltou. Pelo contrário, a aproximação dele ficou ainda mais íntima. O tórax pressionando as costas dela, os músculos tensionados, os olhos semicerrados como se a analisasse por inteiro.

— Acha que consegue fingir por quanto tempo? — murmurou. — Achei que você gostasse da verdade, [nome].

Ela se virou com brusquidão, forçando o próprio corpo contra o dele, o rosto a poucos centímetros.

— A verdade é que você é um covarde! — cuspiu. — Se sente alguma coisa por mim, diga logo! Se quer que eu fique, então me peça. Mas você só sabe agir como um animal ferido, escondendo tudo atrás dessa pose de ogro!

A veia no pescoço de Jack pulsou. Por um instante, tudo ficou em silêncio — só os dois ali, respirando pesado, como se tivessem acabado de lutar.

— Então escuta, de uma vez... — ele disse, firme, segurando o rosto dela entre as mãos calejadas. — Eu quero você. E não vou dividir.

O mundo pareceu parar. Os olhos de [nome] se arregalaram, e ela ficou sem fala.

— Você é minha, mesmo quando diz que me odeia — ele sussurrou, com a testa encostada na dela. — E se tentar me esquecer... eu vou aparecer de novo. No seu jantar. No seu treino. No seu maldito sono. Até admitir que sente o mesmo.

Ela cerrou os olhos, empurrando o peito dele com as duas mãos — mas ele não cedeu.

— Maldito... — sussurrou, com a voz embargada.

Jack a olhou nos olhos com intensidade bruta.

— Pode me odiar. Pode gritar. Mas vai continuar vindo aqui — ele sorriu de canto. — E eu vou continuar te esperando.

O silêncio caiu novamente, denso. E, pela primeira vez, [nome] não respondeu. Só ficou ali, parada, com os olhos fixos nos dele... e o coração batendo alto demais pra fingir que não sentia.

O silêncio se arrastou por mais alguns segundos. [Nome] não conseguia desviar o olhar dos olhos dele. Aquela intensidade... era sufocante e viciante. Jack não disse mais nada, mas a forma como a encarava era quase um grito.

Ela recuou um passo, finalmente se soltando das mãos dele, mas seu corpo parecia mais pesado, como se algo tivesse sido arrancado à força.

— Isso não muda nada — disse, num sussurro defensivo. — Eu ainda acho você um idiota.

Jack ergueu uma sobrancelha, cruzando os braços com aquele porte ameaçador que fazia qualquer um recuar. Qualquer um… menos ela.

— Pode achar o que quiser. Mas você voltou — retrucou.

[Nome] apertou os lábios, virando o rosto, tentando esconder o rubor que subia pelas bochechas.

— Voltei porque você interferiu — rebateu, tentando recuperar o controle da conversa. — Você se meteu, fez cena, e agora tá aí, agindo como se tivesse vencido.

Ele deu dois passos lentos em sua direção.

— Eu venci. — Sua voz era um rosnado baixo, como se dissesse uma verdade que ela não queria ouvir.

Ela empurrou o peito dele de novo, dessa vez com mais força.

— Você não manda em mim, Jack! Não pode aparecer do nada e esperar que eu corra atrás de você!

Jack não recuou. Nem um milímetro. Ele inclinou o rosto, falando baixo, direto no ouvido dela.

— Então por que veio até aqui me perguntar o porquê de eu ter atrapalhado seu jantar?

[Nome] prendeu a respiração.

"Por que eu vim? Por que não consigo simplesmente ignorá-lo?"

Ela sentia raiva... mas também sentia saudade. Desejo. E uma sensação estranha que só Jack Hanma conseguia provocar: aquela de estar à beira de algo perigoso, como se pisasse em vidro prestes a estilhaçar.

Jack colocou uma das mãos sobre a dela, que ainda repousava sobre seu peito. A segurou com firmeza, mas sem agressividade.

— Você pode fugir — disse ele. — Pode fingir. Mas eu conheço esse seu olhar. Tá presa nessa merda tanto quanto eu.

Os olhos dela marejaram por um instante, mas ela virou o rosto, engolindo o orgulho.

— Se é tão esperto assim... então prova.

Jack arqueou a sobrancelha.

— Provar como?

Ela o encarou de novo, o olhar desafiador.

— Me mostra que não é só fala. Que você realmente quer ficar... e não só porque viu outro homem comigo.

Ele sorriu. Aquele sorriso torto, meio animalesco, meio homem, meio lobo.

— Se eu provar... você vai parar de fugir?

Ela hesitou.

— Talvez.

— Então se prepara.

E antes que ela pudesse reagir, Jack a puxou com brutalidade controlada, selando o que eles vinham evitando há tempo demais. O beijo foi mais uma luta do que um gesto carinhoso — dentes, suspiros presos, mãos agarrando roupas, como se ambos estivessem tentando vencer uma batalha invisível.

Não era romântico.

Era necessário.

Baki ImaginesOnde histórias criam vida. Descubra agora