XII

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Oi, pessoal o/
Como estão? Senti falta de vocês nesse tempinho, mas agora devo voltar mais rápido porque tudo vai caminhar melhor agora.
Tá liberado sonhar porque vem conversa importante ai!!!
Adoro vocês, obrigada pelos comentários super engraçados e favoritos!!!

Boa leitura!!!

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“Por todo o ar que está em seus pulmões
Por toda a alegria que ainda está por vir
Por todas as coisas que você está vivo para sentir
Apenas deixe a dor lembrar que corações podem ser curados
Oh, como você saberia?”

— Hate to see your heart break, Paramore

Quando Donna dormiu, Ava pegou algumas poucas coisas que tinha e foi embora. Ravena estava melhor quando Donna a deixou na porta de Ava pelo tardar e Ava não esqueceu de colocar o corvo pelos ombros para caminhar com ela pelo caminho de volta a casa. Tudo estava calmo. O silêncio da noite era paz em muito tempo. Nem as árvores estavam perturbadas pelo vento. Ela agradeceu quando notou que Lorde Heisenberg havia mantido a promessa em pouco tempo, a casa estava quase pronta. Parecia com a estrutura mais firme, cada buraco havia desaparecido e alguns móveis da casa foram substituídos por alguns seminovos. Era um lugar decente para ficar agora.

Ela não se importou com o alvo nas costas dela agora que Mãe Miranda a conhecia um pouco mais, ainda que com a mentira no meio da história. Deitar na própria cama por pelo menos um dia sem o medo de falhar com alguém foi libertador. Sentiu que ela e Donna precisavam disso e não pular etapas de uma só vez porque Donna sentiu necessidade de proteger ela de algo que escapava das mãos dela na maioria das vezes.

Não suportaria ver o olhar decepcionado de Donna mais uma vez.

— Vamos ficar bem. — Ava prometeu para Ravena, passando os dedos pelas penas do corvo que ainda estava meio encolhido e cansado. — Sinto muito por ter te colocado nisso tudo, você fez muito por mim.

O corvo fechou os olhos exausto, a pequena cabeça encostou na madeira da cabeceira e Ava ficou observando o sono do pássaro, com medo que ele partisse durante o restante da madrugada.

O sol começou a aparecer pelas frestas da janela de madeira e Ava levantou, grata por Ravena ter superado a noite. Fez chá com algumas ervas e se olhou no espelho, notando como a ferida estava praticamente curada. Ser um dos estudos de Miranda pareceu ser algo bom pela primeira vez, era quase um alívio a diminuição da dor, por mais que ainda estivesse ali. Tomou um banho gelado para se livrar do icor seco ao redor da ferida e colocou uma roupa mais grossa dessa vez, um vestido maior e comprido. Estava apresentável.

Escutou batidas na porta quando voltava para a cozinha e a abriu devagar, apenas para dar de cara com Lorde Heisenberg.

— Bem, aqui está a covarde do ano — ele a cumprimentou, parecendo muito mal-humorado e infeliz por estar ali. — Você deveria me agradecer por ser eu aqui e não a Alcina, por mais que eu também queira chutar sua bunda.

— Foi melhor assim. Vocês não entenderiam, de qualquer forma — Ava respondeu com um suspiro e deu espaço para que Karl pudesse entrar.

Ele foi direto até o fogão, serviu-se do chá já preparado e colocou uma sacola com alguns pães sobre a mesa. Não precisou de convite para se sentar e começar a comer um dos pães, encarando Ava com desdém.

— Sabe o que eu entendo? Seu egoísmo de merda, a minha irmã chorando pela manhã, dizendo que não serve pra nada e destruiu tudo de novo — Karl disse de boca cheia, e então levantou a mão, fazendo um martelo muito grande passar raspando pelo braço de Ava até parar na sua mão erguida, que ele usou para apontar para ela. — Então, você me deve alguma explicação antes que eu decida destruir você e essa merda de casa, ou muquifo, chame do que quiser.

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