XVII.

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Oi (^-^)/ feliz ano novo pessoal?
Como estamos?
Esse capítulo me pegou um pouco para escrever porque o jogo falhou muito para explicar a lore da Donna e eu tive que criar uma se baseando no que o jogo fornece e no plot sobre morte e almas da história. Mas resultou em algo que eu gostei muito.
Estamos caminhando para o final. Os últimos plots grandes começam agora.

Obrigada por cada comentário de vocês!!! E por lerem essa história.
Até breve!! (* >ω<)
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“Estou esperando, guardando meu tempo precioso
Perdendo a luz, sinto falta de como éramos
Antes de descobrirmos nossa verdade tarde demais
Resignados ao destino, desaparecendo”

– Hold Me While You Wait, Lewis Capaldi.

Mãe Miranda não recuou quando sentiu as mãos da mulher nas costas dela, ao invés disso, relaxou e se deixou respirar um pouco. Estava com o controle novamente. As coisas funcionariam, tinha certeza. O beijinho delicado na nuca a fez se sentir estranha. Talvez estivesse permissiva demais. Ou a mente a traindo para afastá-la do propósito maior.

— Você deveria ter ido embora, Aurora. — Mãe Miranda disse ao se levantar da cama, deixando a mulher nua sozinha, jogada contra os lençóis. — Não posso ter distrações.

— Eu não te vejo a semanas, Miranda. — Aurora, respondeu inclinando o corpo nós travesseiros. — E eu fui sincera, estava com dores.

— Eu te avisei sobre não fazer muito esforço, por não usar as pernas você sobrecarrega a coluna. — Miranda explicou novamente com um suspiro angustiado. Quase ficou estressada ao ver o sorriso no rosto de Aurora.

— Por isso vim ser cuidada por você. Sabe, eu sinto sua falta. — Ela deu umas batidinhas na cama, chamando Miranda novamente, mas ela negou com a cabeça. — Miranda…

— Não posso me permitir isso em uma situação como essa.

— Cuidar de mim? — Aurora perguntou e Miranda a encarou como se não estivesse acreditando na pergunta.

— Você sabe que não é isso. — Miranda retrucou firme, o olhar mais duro e voz mais rígida. — Mesmo com sua teimosia, nunca me arrependi do cuidado.

— Está tudo bem se permitir ser feliz também. — Aurora disse suavemente, estendendo a mão para Miranda que aceitou dessa vez. — Não é um erro se permitir ter coisas boas.

— Estou traindo Eva fazendo isso. — a resposta foi a mais sincera de todas, a alma dela doendo apenas por deixar as palavras escapar da boca. — Minha filha se foi e o que eu faço? Sigo em frente? Isso não está acontecendo, não permitirei isso.

— Não é seguir em frente, é aprender a conviver com o presente e a nova realidade. — Aurora puxou gentilmente Miranda de volta para cama e segurou o rosto da mulher com as mãos. — Eva iria querer sua felicidade.

— Você não a conheceu. Não fale por ela.

— Eu gostaria de ter a conhecido.

Miranda suspirou e deitou nas pernas de Aurora, deixando a mulher ruiva acariciar os cabelos dela mais uma vez pelo menos por essa manhã. Ela tocou nas pernas sabendo que Aurora não sentiria o toque, mas o carinho era suficiente para ela mesma, um retorno por conseguir falar sobre Eva com alguém que não estava tão envolvida na situação, mas que conhecia o peso das perdas da vida assim como ela.

— Eu sempre vou continuar tentando. — Miranda afirmou com a voz mais baixa.

Aurora reprimiu um suspiro cansado, não se deixou mostrar a frustração. Sentia muito pelos filhos de Miranda, pelo vilarejo e por si mesma, nada seria mais importante que a ressurreição fracassada. Mas amava a mulher deitada no colo dela.

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