Oi, oi ;) voltei rápido, hein?
Obrigada pelos comentários no último capítulo, fico feliz que estejam gostando.
Agora, Donna e Ava ficarão ainda mais presentes na vida da outra, podem começar a sofrer e torcer ainda mais para elas 🤍
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“Olá, meu velho coração
Já faz tanto tempo
Desde que eu te entreguei
E todos os dias eu acrescento outra pedra
Às paredes que construí ao seu redor
Para manter você em segurança
Oh, não me deixe aqui sozinho
Porque nada dura para sempre
Algumas coisas não estão destinadas a acontecer
Mas você nunca encontrará as respostas
Até que liberte seu velho coração”
— Hello My Old Heart, The Oh Hellos
Donna ajustou a postura e acenou rapidamente com as mãos, ordenando que as bonecas voltassem às suas devidas posições. Angie saiu apressada da cozinha e pegou o véu de Donna, que o colocou sobre a cabeça antes de ir até a porta e abri-la para receber Mãe Miranda. As mãos dela tremiam, tomadas pela antecipação do medo, então as juntou firmemente contra o corpo.
— Finalmente estou te vendo, Donna Beneviento. — Miranda a cumprimentou, a voz carregada de reprovação pelos dias em que fora evitada. — É decepcionante ver o quanto você tem desprezado tudo isso, enquanto eu só quero o seu melhor.
— Desculpe, Mãe Miranda. Não me senti disposta. — Donna respondeu rapidamente, a voz muito baixa, enquanto dava espaço para Miranda entrar.
Ela conseguiu ver Karl e Alcina mais atrás, acompanhados de Moreau. As filhas de Alcina, em forma de moscas, esvoaçavam por perto, enquanto a própria Alcina olhava discretamente para a floresta e acenava para elas de maneira quase imperceptível. Donna soube na hora que se tratava do cheiro de Ava. Mesmo sendo semelhante ao deles, Ava ainda mantinha um aroma distinto, resultado de seu próprio perfume e do contato com Elena. Alcina estava ordenando silenciosamente que as filhas mascarassem o cheiro. Sangue animal ou de algum homem no caminho faria o trabalho.
— A casa está uma bagunça. — Miranda comentou com desgosto, passando o dedo sobre um dos móveis de madeira. Ele ficou coberto de poeira. — Você deveria aceitar empregados na colheita. Sua casa ficaria impecável como o Castelo Dimitrescu se tivesse pulso firme para domar algumas mulheres.
— Não consigo aceitar, não depois...
— Foi um acidente, Donna. E, mesmo que não fosse, você é um dos lordes do vilarejo. É seu direito demonstrar firmeza e punir aqueles que falham. — Miranda suspirou e se aproximou de Donna, enquanto os outros entravam. — Arrume uma virgem, uma mulher jovem. A companhia pode ser bem-vinda.
— Eu agradeço, mas não é necessário, Mãe.
— Às vezes me frustra quando vocês agem como se todos os meus presentes fossem um castigo a ser carregado. Talvez eu devesse simplesmente empurrá-los até vocês. — Miranda respondeu com desdém. Karl bufou e se jogou na poltrona onde Ava estava deitada, também acobertando qualquer cheiro dela com o próprio, o cheiro de licano e metal nas roupas dele suficientes para esconder rapidamente qualquer outro. — O Duque tem um novo brinquedo. Uma costureira.
Donna estremeceu, e Alcina a olhou disfarçadamente. Não, isso não poderia acontecer agora.
— A costureira? Ela tem a proteção do Castelo Dimitrescu, Mãe Miranda. É quem provê roupas para mim e minhas filhas, levando em conta a dificuldade que temos para encontrar alguém disposto. — Alcina ofereceu a informação a Miranda em uma tentativa de proteger Ava. Conhecia a Mãe bem o suficiente para saber que essa informação não havia sido mencionada à toa.
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Crowsong
RomanceAo acordar em um chão gélido no meio da floresta, tudo o que sobra para Ava é se reerguer e pensar em que fazer para reconhecer o presente e também a si mesma. Perdendo tudo o que conhecia e amava, tudo o que lhe resta é a amizade e companheirismo d...
