XI

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VOLTEI <3 Bem no meu aniversário ainda haha
Ser adulto é uma porcaria, né? Espero que todos vocês estejam bem e gostem desse capítulo porque é oficialmente hora da Ava deixar de ser babaca.
Boa leitura e comentem suas teorias.
Se cuidem!!!
Obrigada pelo carinho, comentários e likes na fic.
Xoxo

"E se vocês ainda estiverem sangrando, vocês são sortudos
Porque a maioria dos nossos sentimentos morreram, eles nos deixaram
Nós incendiamos nossos interiores por diversão
Colecionando imagens da inundação que destruiu nossa casa
Foi uma inundação que destruiu esta casa."

— Youth, Daughter.

O dia após todos os eventos das últimas horas foi surpreendentemente calmo. Ava evitou Donna o máximo possível, focando nos afazeres da casa. Donna, por sua vez, também evitou Ava o quanto pôde, trancando-se por horas e mais horas no ateliê. A verdade é que nenhuma das duas sabia como lidar com todas as coisas que lhes haviam sido jogadas nos braços de uma só vez, especialmente aquelas que decidiram continuar, mesmo sem saber como isso afetaria o futuro e, consequentemente, a rotina diária delas dentro da mansão.

Angie resmungava toda vez que ouvia algo caindo no andar de cima, consequência da faxina desastrada de Ava. Donna contou exatamente três vasos quebrados. Por sorte, ela não se importava com muita coisa na mansão para ligar, e as outras bonecas estavam se certificando de que nada de valor emocional fosse afetado pela falta de atenção de Ava.

— Isso foi uma péssima ideia — Angie sussurrou baixinho, mesmo sabendo que Ava não conseguia ouvi-las.

Mas, Ravena voava por todos os cantos com as janelas abertas, pairando sobre Ava como um guardião estranho e elas estavam tentando não correr riscos se fosse um dos espiões de Miranda.

— Você poderia ter guardado essas mãos gigantes para você. Pouparia muito trabalho e vasos. — Angie continuou.

Donna corou, nunca tendo compartilhado essas coisas com Angie antes. Claro, a conexão que elas tinham não permitia esconder muito da boneca. Mas ela não queria compartilhar… aquilo. Ter se certificado de que Angie estava completamente dormindo e desligada a afastou de algumas conversas desconfortáveis.

— Estamos bem, Angie. Foi só uma distração boba que ela precisava. Não vai acontecer novamente — Donna respondeu no mesmo tom, virando o rosto para o outro lado na tentativa de esconder a vergonha. Ela deu uma risada forçada antes de continuar. — Como se ela fosse me querer novamente...

— Ah, eu não sei muitas coisas, mas os seus pensamentos estão acabando comigo o dia inteiro — Angie bufou e apontou para a própria cabeça, em desgosto. — Eu sei muito bem o quanto ela te quis. Na verdade, vocês duas quiseram até demais.

— Angie,  pelos deuses, deixa isso pra lá — Donna quase implorou, afastando a boneca recém-esculpida da mesa para esconder o rosto entre as mãos. — Eu não quero falar sobre isso.

— Nós deveríamos totalmente! Ela mora aqui, e você enfiou as mãos debaixo da saia dela, e agora tudo está estranho! — A boneca rebateu, com nojo e um pouco de irritação. — Deveríamos mandá-la pra Alcina!

— Ela irá continuar aqui. Tudo vai se ajustar, só precisamos de um tempo.  Donna garantiu, mesmo que não tivesse certeza alguma. Ela estava apenas jogando no ar para acalmar um pouco a boneca. — E eu não vou fazer isso novamente.

— Sei. — A boneca resmungou e cruzou os braços, se sentando em um dos bancos ao lado de Donna. — Foi pelo menos legal?

— Sim... — Donna suspirou ao confirmar e voltou a atenção para a boneca que estava esculpindo o dia inteiro. — Foi muito legal.

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