Volteiiii \(^-^)/
Como vocês estão? Espero que todos estejam bem.
Nesse capitulo, temos as respostas para as perguntas. E eu não vou julgar ninguém que simpatizar um pouco com a Miranda, ok?
Espero que gostem, a partir daqui caminhamos para a construção final de relacionamento delas e a resolução disso tudo, então eu chuto mais uns 6 capítulos da fanfic.
Boa leitura e até mais!!!
(* >ω<)
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E na noite passada eu desmaiei no meu carro
E acordei na minha cama de infância
Desejando que eu fosse outra pessoa, sentido pena de mim mesma
Quando me lembrei que o filho de alguém está morto
- Funeral, Phoebe Bridgers
Donna pode ver o exato momento que uma engrenagem moveu na mente de Elena e a fez relembrar do porquê tinha tanto rancor deles, tomando as dores do passado de Ava. Alcina explicou as coisas muito rapidamente enquanto Ava dormia, sem ter conseguido aguentar por muito tempo as dores e o incômodo que a primeira mutação causava, mas foi o suficiente para Elena não achar um bom plano e ficar em frente à Ava, as mãos posicionadas sobre o corpo dela, como se pudesse protegê-la se algo acontecesse. Donna a invejou um pouco, pela inocência do ato e por não saber que as opções estavam cada vez melhores. Ela queria estar no lugar, segurando Ava e dizendo para todos com grosseria que nada disso iria acontecer, mas ela sabia a verdade. O tempo estava passando rápido de mais e a melhoria nunca os encontrava.
Alcina havia ligado para Karl e ele voltou para o castelo assim que o sol se pos. Assim que ficou claro que Ava não acordaria até o dia seguinte, Donna se recolheu para a sala de estar com Alcina e Karl para discutir o que seria feito, enquanto as meninas Dimitrescu permaneciam no quarto de hóspedes com Elena e Angie, se certificando que Ava estaria bem amparada caso algo acontecesse durante o sono complicado.
- Eu sei que ela ainda tem altos e baixos com todos nós, mas seja lá o que aconteceu, Ava foi a única que chegou mais perto de conseguir uma reação dessas. - Karl foi o primeiro a começar a falar, sentando-se em frente a lareira, acendendo um charuto, sabendo que Alcina não reclamaria, pois não achava o cheiro tão incômodo quanto o de cigarro. - O melhor a ser feito é poder aproveitar disso.
- E você acha que ela toparia em fazer algo por nós? Donna conquistou o carinho dela, mas quando o luto a lembrar o que tiramos dela, a situação vai se mostrar difícil mais uma vez. - Alcina rebateu com uma careta, já exausta de ter que ficar revisando situações hipotéticas que nunca chegavam em lugar algum.
- É a primeira mutação dela, talvez tenha sido pela intensidade e algo isolado. - Donna disse, um blefe ruim demais para não ficar preocupada porque sabia que era mais.
- Donna... - Alcina olhou para irmã e depois suspirou, a mão estendida para tocar o ombro dela. - A mutação dela é mais aproximada de Miranda que qualquer um daqui e ela nem tem a mesma dose do megamiceto. Ela ficou morta por mais tempo que nós, mas algo está em branco entrelinhas. Eu preciso achar os relatórios ainda, mas isso não foi isolado. Até Mãe Miranda já deve saber, ela recolheu todos os corvos do vilarejo.
- E o que vamos fazer? Demoramos anos para ter controle dos poderes e saber como administrar as mutações. Não temos essa sorte agora. - Donna se encolheu com o toque e Alcina entendeu, tirando a mão do ombro dela.
- Fazê-la sofrer. - Karl explicou como se não fosse nada. Ele deu uma longa tragada no charuto e depois a soltou, sem esboçar uma reação.
- O que? - Donna riu desacreditada, já negando com a cabeça. - Você está maluco?
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Crowsong
Storie d'amoreAo acordar em um chão gélido no meio da floresta, tudo o que sobra para Ava é se reerguer e pensar em que fazer para reconhecer o presente e também a si mesma. Perdendo tudo o que conhecia e amava, tudo o que lhe resta é a amizade e companheirismo d...
