Oi, pessoal. Como vocês estão?
Quem diria que passar raiva com meu TCC me faria escrever a atualização inteira em um dia?
Te(n)são está de volta entre Donna e Ava que pode forçar as duas em encontrar um meio termo para evitar o pior. Vamos esperar pelo melhor hehe
Obrigada pelos comentários e favoritos. Falo com vocês em breve <3 fiquem bem!
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Por que você me deu falsas esperanças?
Por que passou sal nas minhas feridas?
Foi embora e me deixou sangrando
Por que sussurrou no escuro
Só pra me deixar na noite?
Agora, o seu silêncio me faz gritar
— Say Don't Go, Taylor Swift
Ava olhou-se novamente no espelho. Estava bonita vestindo roupas melhores do que as que tinha. Eram um pouco mais largas, mas ainda assim caíam bem em seu corpo. Angie as trouxera uma hora atrás, dizendo que ela deveria se preparar para ir ao castelo Dimitrescu.
Ava conseguiu dormir por algumas horas depois de ficar no telhado com Donna, o que tomou a maior parte do dia delas, mas, de certa forma, sentia-se um pouco melhor. As dores eram um lembrete de que havia um problema a ser resolvido o mais rápido possível, mas, ao mesmo tempo, parecia estar mais leve.
Desceu as escadas e encontrou Lady Beneviento, com o rosto coberto pelo véu, terminando de arrumar Angie e guardando algumas coisas na bolsa. Ava chegou a tempo de ver que eram muitas flores.
— Estou pronta. — Ava anunciou ao chegar à sala de estar, fazendo Donna erguer o olhar para ela. Era quase decepcionante não poder enxergar o rosto de Donna por trás do tecido.
— Estou embrulhando algumas flores com o mofo a pedido de Alcina. Alguma coisa deve estar dando trabalho no castelo. — Donna respondeu, levantando-se com Angie ao lado. As duas abriram a porta, e Ava caminhou atrás delas.
Ravena voou até elas e pousou no ombro de Ava, encostando o rosto de penas negras em sua bochecha e fechando os olhos com o contato. Donna tentou manter a calma diante do corvo, percebendo que as duas tinham uma forte familiaridade e que, até o momento, o animal não apresentava risco algum. Ainda assim, ficava receosa, com medo de que fosse um dos espiões de Miranda.
Enquanto caminhavam em silêncio pela mata mais alta, conseguiam ouvir uma cantiga ao longe, um louvor a Mãe Miranda, cantado aos gritos, enquanto uma grande fogueira queimava. No caminho, Donna estendeu a mão para Ava e a segurou com força, entrelaçando os dedos. Apertava tanto que Ava sentia um pouco de dor, mas não disse nada. Entendia o medo de Donna. Compreendia um pouco mais o que Miranda representava. Ela mesma estava assustada, ciente de que o perigo sempre estava a um passo de distância e que ninguém estava totalmente a salvo, não importava o quão seguros pensassem estar ou o quão poderosos fossem. Suas preocupações dobraram ao perceber que até os próprios filhos de Miranda a temiam.
— Sei que você conhece Alcina e as meninas, mas devo alertá-la da mesma forma que alertei Elena. As coisas estão complicadas desde a última aparição de Mãe Miranda… Ela consegue nos provocar e mexer com a nossa cabeça como ninguém mais conseguiria. As meninas estão um pouco afetadas e mais rígidas com a presença de outras pessoas, mas não lhe farão mal algum. — Donna disse baixinho, parando um pouco antes do castelo para poder falar. Com a mão livre, ergueu o braço e tocou a bochecha de Ava, que se encolheu com o toque, fazendo-a recuar. — Você tem a proteção do Duque e a minha. Ninguém pode te tocar. Eu prometo.
Ava não respondeu, apenas assentiu para confirmar que entendeu.
No castelo, Elena as recebeu, abrindo a enorme porta com um sorriso tímido. Ava suspirou aliviada, soltou a mão de Donna e avançou para abraçar a melhor amiga com força. Ravena voou de seu ombro e pousou no telhado do castelo.
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Crowsong
RomanceAo acordar em um chão gélido no meio da floresta, tudo o que sobra para Ava é se reerguer e pensar em que fazer para reconhecer o presente e também a si mesma. Perdendo tudo o que conhecia e amava, tudo o que lhe resta é a amizade e companheirismo d...
