Capítulo 18: Fogo e Sombra

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O silêncio da casa de campo era quase absoluto, exceto pelo som de nossas respirações pesadas e o bater acelerado de nossos corações. A cozinha, iluminada apenas pela luz prateada da lua, parecia um santuário, onde cada movimento, cada toque, tinha um significado único.

Harvey ainda me segurava no balcão, os braços firmes envolvendo minha cintura, o corpo colado ao meu de uma maneira que me fazia esquecer de tudo — menos dele. Senti seu calor penetrando em mim, fazendo cada nervo arder, e não pude evitar soltar um suspiro baixo que se perdeu entre nossos lábios.

— Você sabe que eu poderia ficar aqui a noite inteira, apenas assim — murmurei, entre beijos, sentindo suas mãos percorrerem minha pele com cuidado e intensidade.

— Eu sei, Mike. — respondeu ele, a voz rouca e carregada de desejo. — E eu vou ficar. Não há nada que me tire daqui, nada além de você.

Ele inclinou-me levemente, e nossos olhares se encontraram, tão próximos que eu podia ver cada nuance de sua alma nos olhos azuis profundos. Um sorriso travesso se formou nos lábios dele, e o ar ao nosso redor parecia vibrar.

— Você é impossível — disse, mas era apenas um sussurro, cheio de ternura e fogo ao mesmo tempo.

— E você me deixa assim — respondi, com um sorriso, sentindo cada centímetro do seu toque.

Então, Harvey baixou os lábios para meu pescoço, beijando e mordiscando suavemente, provocando arrepios que subiam pela minha espinha. Cada gesto dele era calculado, mas cheio de paixão, como se estivesse gravando nosso vínculo em cada célula do meu corpo.

Decidi me perder nele, e minhas mãos correram por seus ombros, descendo pelas costas até sentir a firmeza de seus músculos, a tensão da pele sob meus dedos. Harvey suspirou, curvando-se ainda mais para mim, segurando-me com força, mas com uma delicadeza que contradizia a intensidade de nossos corpos colados.

— Meu luce mio — sussurrou de repente, essa combinação de carinho e posse que me fez tremer. — Eu nunca vou deixar que nada te machuque. Nem o mundo, nem os inimigos, nem eu mesmo.

Aquelas palavras me cortaram fundo. Respirei fundo, tentando absorver cada sílaba, cada promessa. E, sem perceber, respondi num sussurro quase inaudível:

— E eu vou te deixar me proteger, Harvey. Sempre. Até o fim.

Ele sorriu, e então o beijo recomeçou, dessa vez mais lento, explorando cada curva, cada linha do meu rosto, cada sombra e luz do meu corpo. Era uma dança íntima, perfeita, e eu não queria que terminasse.

Após alguns minutos, Harvey me carregou até a sala de estar, e nos sentamos no sofá. O toque continuou, menos urgente, mas não menos intenso. Nossos corpos se entrelaçaram, mãos explorando, bocas se encontrando com desejo contido, sussurros misturados a risos baixos.

— Mike, você sente isso? — ele perguntou, a testa encostada na minha. — Esse fogo entre nós?

— Sim — respondi, segurando seu rosto entre minhas mãos. — E quero que ele nunca se apague.

Harvey sorriu de forma quase predatória, e eu senti uma nova onda de desejo. Nossos corpos se moveram novamente, mais próximos, cada toque carregado de promessa e paixão. Não era apenas sexo, era entrega completa, conexão de almas.

Depois de algum tempo, sentados lado a lado, exaustos, mas ainda conectados, começamos a conversar, quase sussurrando, como se cada palavra fosse preciosa:

— Lembra quando nos conhecemos quase um mês atrás? — perguntei, ainda acariciando seus cabelos. — Eu não imaginava que nossa ligação seria tão rápida, tão intensa...

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