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AUTORA'S point of view

No dia 31 de Dezembro, exatamente às vinte e três horas e cinquenta minutos, todos os hóspedes se juntaram para apreciar a queima de fogos que havia começado na beira de fora. Havia pessoas de todos os cantos do mundo reunidos no mesmo lugar, para celebrar a vinda do novo ano que se aproximava. 

O dia foi lindo para os amigos que planejaram a viagem por meses, mas foi muito mais importante para Any e Josh. Eles passaram a vida inteira comemorando essa data juntos, dois anos sem realizar essa tradição, parecia anos e anos, quase dez anos para ser exata. Ali, no meio de tanta gente desconhecida, a comemoração era diferente, mas ao mesmo tempo, uma comemoração quase privada. 

Essa sensação todos os seus amigos sentiam, era um momento quase íntimo para cada casal ali, todos se abraçavam, e trocavam palavras e promessas lindas um para o outro. De fato, poderia ser uma cena de filme, uma cena onde cada pessoa estava em seu próprio mundo, onde ninguém se importava com quem estava ao redor. Era lindo de se ver, era lindo parar para ver a vida simplesmente acontecendo. 

A areia ainda estava morna do sol do dia, e a brisa salgada soprava suave, carregando consigo o som das ondas que quebravam ritmadas sob a luz prateada da lua. Pés descalços na areia, copos erguidos, corações acelerados.

O céu acima era um espetáculo à parte: limpo, pontilhado de estrelas como diamantes. As luzes suaves penduradas em varais de ponta a ponta davam ao cenário um tom dourado, aconchegante, como se o tempo tivesse desacelerado só para aquele momento.

As meninas riam próximas à água, ainda com os vestidos leves que usaram para o jantar, segurando garrafas de espumante e tirando fotos. A música ao vivo, suave, preenchia o ambiente com uma melodia doce e promissora. Hina e Sina dançavam uma coreografia improvisada, tropeçando uma na outra e fazendo todos gargalharem. Lamar tentava abrir mais uma garrafa de espumante e quase foi atingido pela rolha, arrancando gargalhadas de todos.

Any estava de mãos dadas com Josh, os dois levemente afastados do grupo, mas ainda bem próximos. Ele a observava como se o mundo todo tivesse se calado para aquele momento. Ela usava um vestido branco simples, mas com o cabelo bagunçado pelo vento e o sorriso de quem finalmente estava onde deveria estar.

— Não acredito que a gente sobreviveu a esse ano — ela disse, rindo baixinho.

— E ainda de pé, ilesos e apaixonados — ele respondeu com um tom dramático, colocando a mão no peito. — Um milagre.

Ela riu, se inclinando para encostar a testa na dele. O barulho ao redor foi crescendo. Any se aninhou no peito de Josh, como se fosse um refúgio deles contra o mundo. Os olhos dela brilhavam tanto quanto os fogos que ainda estavam por vir. Ele a observava como se o tempo estivesse congelado.

Ao lado deles, Sabina e Noah eram pura animação. Os dois trocavam sorrisos exageradamente cúmplices, trocando cochichos e risadinhas abafadas. Sabina apertava a mão de Noah com força e seus olhos estavam marejados de alegria.

— Vocês tão bem? — perguntou Sarah, desconfiada, franzindo os olhos.

— Bem? — Sabina mordeu o lábio, tentando esconder o sorriso largo. — A gente tá... ótimo.

— Felizes demais pro meu gosto — brincou Lamar, recebendo uma cotovelada de Hina.

— Eles estão escondendo alguma coisa — murmurou Alex, olhando para Nour, que apenas deu de ombros.

Noah piscou, levando a taça aos lábios.

— Relaxem. É só um bom pressentimento pra esse ano.

CRUEL SUMMER - BEAUANYHistórias para pegar e não largar. Descubra agora