O mundo de Seoul, sob as luzes de neon e as sombras dos grandes conglomerados, era um teatro de percepções erradas. E Jeon Jungkook era o mestre em encenar o papel principal.
Quem o via cruzar os salões de mármore das festas corporativas ou os corredores úmidos das dungeons discretas do submundo, via apenas o "Aço". Ombros largos que pareciam carregar o peso de um império sem vacilar, uma expressão permanentemente fechada e um olhar tão afiado que era capaz de silenciar conversas inteiras apenas com sua presença. Ele era o executor, o homem de frente, o símbolo máximo de controle e força bruta. Para o mundo, Jungkook era o ápice da dominância.
Do outro lado do espectro, Min Yoongi era frequentemente subestimado. Com traços delicados, uma pele pálida que parecia nunca ter tocado o sol e uma voz que saía em um tom baixo, quase preguiçoso, ele era visto como o intelectual, o observador passivo. Alguém que preferia o silêncio de uma biblioteca ou o isolamento de um escritório ao caos do comando.
O erro do mundo era confundir barulho com poder e silêncio com fraqueza.
A noite estava fria quando Jungkook estacionou o carro. Ele sentia o peso do dia nos ombros, mas não era o cansaço físico que o incomodava, era a necessidade. A necessidade de deixar de ser o "Aço". Ele subiu o elevador do prédio privativo no distrito de Hannam, cada andar o aproximando do único lugar onde a máscara poderia cair.
Ao digitar a senha e entrar, o perfume de sândalo e couro o atingiu. O apartamento era minimalista, banhado por uma luz âmbar baixa que projetava sombras longas nas paredes. No centro da sala, sentado em uma poltrona de couro escuro, estava Yoongi. Ele não se moveu. Apenas o brilho de seus olhos felinos acompanhou o movimento de Jungkook.
— Você está atrasado cinco minutos. — A voz de Yoongi cortou o silêncio. Não havia raiva, apenas uma constatação factual que fez o estômago de Jungkook dar um solavanco.
— O trânsito, senhor... — Jungkook começou, mas parou ao ver o leve erguer de sobrancelha de Yoongi. Desculpas eram ruídos desnecessários.
— Tire o casaco.
A ordem veio calma, quase gentil. Yoongi estava com as pernas cruzadas, usando luvas finas de pelica que cobriam suas mãos pálidas. Jungkook obedeceu. O sobretudo caro caiu no chão com um som seco, uma representação visual de sua armadura sendo descartada. Ele permaneceu ali, imóvel, sentindo o ar condicionado tocar sua pele, mas era o olhar de Yoongi que realmente o despia.
— Olhe para mim. — Disse Yoongi, a voz baixando um oitava.
Jungkook ergueu o olhar devagar. Seus olhos escuros, que intimidavam os homens mais poderosos da cidade, agora estavam fixos em Yoongi com uma mistura de reverência e antecipação. O silêncio se esticou entre os dois, um fio de aço invisível envolto em veludo.
— Sabe o que pensam de você lá fora, Jungkook? — Yoongi perguntou, inclinando levemente a cabeça para o lado, observando a postura rígida do homem à sua frente.
— Não me importa, senhor.
Um leve sorriso apareceu nos lábios de Yoongi. Pequeno. Perigoso. Ele se levantou, seus passos silenciosos contra o chão de madeira escura. Ele começou a circular Jungkook, como um predador avaliando uma presa que se entregou voluntariamente.
— Pensam que você é o controle. A força. A ameaça. Dizem que ninguém consegue dobrar Jeon Jungkook. — Yoongi parou atrás dele, sua respiração roçando a nuca de Jungkook, fazendo os pelos do pescoço do mais novo se arrepiarem. — Mal sabem que você treme quando eu apenas uso a voz certa. Que você implora para que eu tire de você o fardo de decidir qualquer coisa.
Yoongi voltou para a frente dele. Estava próximo o bastante para que Jungkook sentisse o calor de seu corpo, mas distante o suficiente para manter a agonia da provocação.
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HOT'S BTS
FanfictionSerá publicado regularmente uma oneshot contando uma estória de qualquer shipp BTS, seja romance, comédia, drama, fantasia, abo, não importa o tema, os shipps serão sempre diversificados, sendo assim teremos desde os shipps convencionais até os que...
