O letreiro de neon azul do Midnight Oil piscava com um chiado elétrico intermitente, projetando sombras longas sobre o balcão de madeira escura. Para Park Jimin, aquele brilho era parte da sua rotina, o cenário de suas noites servindo doses e ouvindo lamentações alheias. Mas hoje, a perspectiva era diferente. Ele não estava atrás do balcão, estava do outro lado, afundado em uma mesa de canto, com os dedos pequenos circulando a borda de um copo de uísque que já estava no terceiro refil.
Ele estava usando uma camisa de seda preta, aberta o suficiente para revelar a linha delicada de suas clavículas, e uma calça de couro que parecia esculpida em seu corpo. Ele se vestira para ser visto, para ser adorado. Mas o assento à sua frente estava vazio há duas horas. O namorado, agora ex-namorado na mente embriagada de Jimin, nem sequer se dera ao trabalho de enviar uma mensagem.
Jimin soltou um riso amargo, a cabeça tombando para trás. O álcool começava a entorpecer a dor da rejeição, substituindo-a por um calor latente e uma audácia perigosa.
A poucos metros dali, encostado em uma coluna na penumbra, Min Yoongi o observava.
Yoongi era um frequentador assíduo, o tipo de cliente que tinha seu lugar cativo e uma conta aberta que nunca questionava. Ele era um homem de poucas palavras, mas de olhos atentos. Ele conhecia cada movimento de Jimin, o jeito como ele prendia o cabelo atrás da orelha quando estava ocupado, a curva exata do seu sorriso de "boa noite" e, principalmente, a fome mal disfarçada que o garoto carregava nos olhos.
Ver Jimin ali, vulnerável e visivelmente frustrado, era uma tentação que Yoongi não estava mais disposto a ignorar.
Yoongi se moveu com a calma de um predador que sabe que a presa não tem para onde ir. Ele parou ao lado da mesa de Jimin, o cheiro de seu perfume amadeirado cortando o aroma de álcool e fumaça.
— Ele não vem, Jimin. — A voz de Yoongi era um barítono baixo, vibrando na base da coluna do menor.
Jimin levantou o olhar, as pálpebras pesadas. Um sorriso lento e úmido brincou em seus lábios. — Olá, Yoongi-ssi. Veio assistir ao meu funeral social?
— Vim impedir que você desperdice esse visual com esse copo barato. — Yoongi puxou a cadeira oposta e sentou-se, cruzando as pernas com uma elegância despojada. — Você está cheirando a álcool e autopiedade. Não combina com você.
— E o que combina comigo? — Jimin inclinou-se para frente, os cotovelos na mesa, desafiando-o. O decote da camisa se abriu mais, revelando a pele pálida e macia.
Yoongi inclinou a cabeça, os olhos percorrendo o rosto de Jimin com uma intensidade que fez o garoto prender a respiração. — O que combina com você é ser apreciado. De perto. Sem pressa.
O ar entre eles mudou. A música baixa do bar parecia ter sumido, restando apenas o som da respiração de Jimin, que se tornara curta. Ele sabia o que Yoongi queria. Ele queria isso há meses, sentia nos olhares que trocavam por cima do balcão.
— Eu tomei um bolo, Yoongi. — Jimin sussurrou, a voz carregada de uma carência agressiva. — Eu estou irritado. Eu estou com calor. E eu não quero ir para casa sozinho.
— Então não vá. — Yoongi estendeu a mão, seus dedos roçando levemente o pulso de Jimin, onde a pulsação batia frenética. — Vamos sair daqui. Meu apartamento é logo acima.
O loft de Yoongi era o reflexo de seu dono, minimalista, escuro e caro. Assim que a porta se fechou, Jimin não esperou. Ele se jogou contra o peito de Yoongi, as mãos subindo para o pescoço do homem, puxando-o para baixo.
O beijo foi uma colisão de dentes e urgência. Tinha gosto de uísque e desejo reprimido. Yoongi soltou um rosnado baixo, prensando Jimin contra a porta de madeira. Suas mãos, grandes e firmes, desceram para as coxas de Jimin, apertando o couro da calça e levantando-o. Jimin entrelaçou as pernas na cintura de Yoongi, soltando um gemido abafado contra a boca dele.
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HOT'S BTS
FanfictionSerá publicado regularmente uma oneshot contando uma estória de qualquer shipp BTS, seja romance, comédia, drama, fantasia, abo, não importa o tema, os shipps serão sempre diversificados, sendo assim teremos desde os shipps convencionais até os que...
