Ninguém no reino de Ouroboros ousava comparar o Rei Namjoon a um dragão em voz alta. Era uma heresia que poderia custar a língua do imprudente, mas era um pensamento que ecoava em cada mente. O castelo de pedra negra, encravado no pico mais alto da montanha, parecia estremecer sob o peso de sua mera presença. Namjoon não era um monarca de gritos ou histeria, ele era um homem de gravidade absoluta. Seu silêncio era uma pressão atmosférica que dobrava joelhos, esmagava rebeliões e silenciava exércitos inteiros antes mesmo que a primeira espada fosse sacada.
Naquela noite, a tempestade de verão chicoteava as janelas altas de vitrais, lavando as pedras antigas com uma fúria que parecia tentar, em vão, esfriar o clima que fervia dentro dos aposentos reais.
Seokjin caminhava pelos corredores desertos, o tecido de sua túnica de seda branca arrastando suavemente pelo mármore frio, produzindo um som quase imperceptível. Ele se lembrava da pergunta provocativa de um dos guardas mais cedo: "O que é mais assustador, milorde? Enfrentar um dragão cuspidor de fogo ou o Rei quando ele decide que o mundo está em dívida com ele?"
Seokjin apenas sorrira, um brilho enigmático e perigoso nos olhos. "Não vejo diferença entre os dois. Ambos exigem devoção absoluta, e ambos devoram o que amam."
Ao empurrar as pesadas portas de carvalho maciço, Seokjin percebeu que, por mais que conhecesse o homem por trás da coroa de espinhos, a aura de Namjoon naquela noite era visceral. Era crua. Era predatória.
O Rei estava de pé diante da lareira colossal. A coroa de ouro negro, símbolo de um poder incontestável, estava jogada displicentemente sobre uma mesa, como se fosse um fardo temporariamente descartado. Sua camisa de linho fino estava aberta até o diafragma, as mangas arregaçadas revelando os antebraços robustos e flexionados, marcados por cicatrizes de guerra que brilhavam sob a luz das chamas. O rosto esculpido, com o maxilar tão tenso que parecia pedra, projetava sombras ameaçadoras na parede.
— Dizem que você anda espalhando audácias pelos corredores, Seokjin. — Namjoon disse, sem se virar, mas sua voz, um barítono profundo e cavernoso, fez o ar vibrar no peito de Seokjin. — Dizem que você não tem medo de mim. Nem do monstro que eu tranco sob esta pele.
Seokjin não recuou. Ele caminhou até o centro do quarto, o movimento de seus quadris fluido e confiante, sustentando o olhar de ouro derretido que Namjoon agora lançava sobre ele ao se virar.
— O medo é para os que não compreendem a natureza do fogo, Namjoon. — Respondeu Seokjin, a voz aveludada, mas carregada de desafio. — Eu prefiro entender o perigo para saber exatamente como abraçá-lo sem ser cinzas.
Um canto da boca do Rei se ergueu, um meio sorriso que era mais uma promessa de destruição do que um gesto de afeto. Ele se aproximou. Cada passo de Namjoon era uma tomada de território, uma invasão sensorial. O ar ficava mais denso, saturado pelo cheiro de sândalo, chuva e a testosterona potente do Rei. Quando parou, o calor que emanava dele era superior ao da lareira, era o calor de um vulcão prestes a entrar em erupção.
— Cuidado, meu brilho. — Namjoon murmurou, a mão subindo com uma lentidão torturante para agarrar o queixo de Seokjin. Os dedos eram firmes, calosos pela espada, obrigando o consorte a encarar o abismo sem fundo de seus olhos. — Dragões queimam o que desejam possuir. Eles não sabem ser gentis.
— E os Reis? — Seokjin provocou, inclinando o corpo para frente, sentindo o pulsar violento do próprio coração contra as costelas, uma música de guerra e luxúria.
— Reis tomam o que lhes pertence por direito divino e não pedem desculpas pela possessão. — Namjoon respondeu, e antes que o último som saísse de seus lábios, ele selou a distância em um beijo que foi uma declaração de guerra.
O beijo não teve pressa, mas teve uma autoridade devastadora. Foi uma exploração territorial profunda, a língua de Namjoon reivindicando cada canto da boca de Seokjin com uma voracidade que o deixou sem fôlego. Namjoon o beijava como se estivesse gravando sua assinatura na alma do outro, testando os limites de quanto Seokjin poderia suportar antes de se desfazer em seus braços.
Com um movimento brusco e possessivo, Namjoon ergueu Seokjin, prensando-o contra a mesa de carvalho. O som dos objetos de prata caindo no chão foi abafado pelo gemido de surpresa e prazer de Seokjin. As mãos grandes do Rei desceram para as coxas do consorte, apertando a carne macia com uma força que deixaria marcas, levantando-o até que Seokjin envolvesse sua cintura com as pernas, prendendo-o em um abraço de ferro.
— Você acha que pode me domar, Jin? — Namjoon rosnou contra o pescoço dele, os dentes raspando de forma agressiva na pele sensível, logo acima da clavícula, onde o pulso de Seokjin saltava sob a língua do Rei.
— Eu não quero domá-lo, meu senhor. — Seokjin arfou, os dedos mergulhando fundo nos cabelos densos da nuca de Namjoon, puxando-o com força. — Eu quero que você perca o controle. Eu quero que você arda até não sobrar nada além de nós.
Aquelas palavras foram o estopim. Namjoon rasgou a seda de Seokjin com uma urgência bruta, expondo a pele pálida e impecável do marido à luz bruxuleante do fogo. Seus olhos devoravam Seokjin como se fosse a primeira, ou a última vez. Quando Namjoon finalmente se uniu a ele, o movimento foi um choque de poder e entrega. Ele entrou fundo, de uma vez só, fazendo Seokjin jogar a cabeça para trás em um grito silencioso de puro êxtase.
O ritmo que se seguiu foi primal, uma coreografia de suor e desejo proibido. Namjoon não queria apenas prazer; ele queria domínio. A cada estocada profunda e rítmica, o Rei reafirmava que aquele homem, o mais belo de todo o reino, era seu território sagrado. Os gemidos de Seokjin, agudos e melodiosos, misturavam-se aos rosnados guturais de Namjoon, criando uma sinfonia que abafava o trovão lá fora.
Namjoon segurava o rosto de Seokjin com uma possessividade feroz, forçando-o a manter os olhos abertos, querendo ver a consciência de Seokjin se perder no prazer que só ele poderia proporcionar. Beijava suas lágrimas de clímax com uma ternura que contrastava com a violência do ato, revelando a verdade nua, o dragão era, no final das contas, o escravo mais devoto de seu consorte.
— Você é meu. — Namjoon sussurrou contra os lábios de Seokjin, a voz quebrada e crua, enquanto o ápice os atingia como uma tempestade de fogo, iluminando a escuridão do quarto com a intensidade de uma estrela moribunda. — No trono, no campo de batalha ou nesta cama... você é a única coroa que eu jamais permitirei que tirem de mim.
Minutos depois, o silêncio retornou a Ouroboros, mas era um silêncio diferente, não era de medo, mas de saciedade. Namjoon permanecia sobre Seokjin, o corpo massivo servindo como um escudo contra o mundo, a testa encostada na dele. O suor brilhava em suas peles como ouro derretido, e o cheiro do desejo consumado pairava no ar.
— Agora você entende a diferença, Jin? — Namjoon perguntou, a voz ainda rouca, os olhos observando com adoração o rubor que cobria o corpo de seu parceiro.
Seokjin sorriu, uma expressão de triunfo absoluto e amor incondicional, enquanto suas unhas traçavam caminhos preguiçosos pelas costas musculosas do Rei.
— Entendo perfeitamente... — Sussurrou ele, puxando Namjoon para um selinho casto e doce. — O dragão só destrói o que toca por não saber lidar com a própria força. Mas o Rei... o Rei consome a alma para que possamos renascer juntos em cada noite.
Lá fora, o trovão deu seu último rugido distante, rendendo-se à calmaria. Dentro do quarto, o fogo da lareira era agora apenas brasa, mas a chama entre os dois monarcas permanecia acesa, uma promessa de que, enquanto houvesse noite em Ouroboros, o Rei teria seu refúgio e o dragão teria seu lar.
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HOT'S BTS
FanfictionSerá publicado regularmente uma oneshot contando uma estória de qualquer shipp BTS, seja romance, comédia, drama, fantasia, abo, não importa o tema, os shipps serão sempre diversificados, sendo assim teremos desde os shipps convencionais até os que...
