introdução...
Jimin e Jungkook se conheceram no pior momento da vida de ambos.
Jimin havia acabado de perder o irmão em um acidente, um trauma que o fez se afastar da família e mergulhar no vazio. Jungkook era um tatuador solitário, conhecido pela beleza e pela frieza, alguém que carregava no corpo as marcas de todas as pessoas que já o deixaram.
O primeiro encontro foi quase acidental: Jimin entra na pequena loja de tatuagens em uma noite chuvosa, só para fugir de uma tempestade. Jungkook o recebe com desinteresse, mas há algo nos olhos do ômega que o faz querer entender sua dor.
A partir dali, eles constroem algo que nunca deveria ter existido, um relacionamento intenso, impulsivo e doentio.
Jimin encontra em Jungkook uma forma de anestesiar o luto.
Jungkook encontra em Jimin a lembrança de tudo o que sempre tentou esquecer.
Mas quando dois corações partidos se tocam, nada floresce, apenas sangra.
Até que o amor se torna insustentável.
Um acidente, uma escolha errada, uma última mensagem não enviada.
E o que resta é apenas o eco do que eles foram, uma história marcada por arrependimentos e cicatrizes que nunca cicatrizam de verdade.
***
A chuva caía grossa sobre as calçadas encharcadas, como se o céu também estivesse exausto.
Jimin não lembrava o motivo de ter saído de casa naquela noite. Talvez porque o silêncio o matava aos poucos. Talvez porque o apartamento ainda cheirava a flores murchas e velas apagadas, lembranças do velório do seu irmão.
O guarda-chuva havia quebrado na esquina.
O casaco estava pesado, o corpo frio, e o coração... vazio.
Foi por acaso que ele viu a luz fraca da vitrine: "Jeon Ink". - Dizia a placa metálica, gotejando sob o neón vermelho. Uma loja de tatuagens ainda aberta depois da meia-noite. Ele entrou sem pensar, apenas para fugir da tempestade.
O cheiro de tinta e álcool queimou o ar.
O som baixo de uma música triste preencheu o espaço.
E atrás do balcão, um alfa.
Jungkook.
Ele estava sentado, luvas pretas ainda nas mãos, o olhar perdido num desenho inacabado sobre o balcão, uma rosa partida ao meio. O cabelo úmido caía sobre o rosto, o moletom preto manchado de tinta. Ele ergueu os olhos, lento, e o silêncio se esticou entre os dois.
— Fechou? — Jimin perguntou, voz rouca.
— Ainda não. — Jungkook respondeu, sem emoção. — Mas parece que o céu tá prestes a fechar tudo.
Jimin esboçou um sorriso sem força e olhou ao redor. O corpo inteiro tremia.
Jungkook percebeu, e por instinto, não o instinto de um alfa, mas de alguém que reconhece a dor, pegou uma toalha e jogou na direção dele.
— Vai pegar uma gripe, ômega.
Jimin hesitou antes de aceitar, mas o calor do tecido foi o primeiro toque humano em semanas.
— Obrigado... — Ele murmurou.
— Tá fugindo de alguma coisa? — Jungkook perguntou, meio cético.
Jimin riu baixo, sem humor. — De mim mesmo, talvez.
Aquela resposta, simples, ficou suspensa no ar como fumaça.
Jungkook o observou por mais tempo do que deveria.
O cheiro de Jimin era suave, doce, mas misturado à chuva e à tristeza, era um aroma quebrado.
E algo nele despertou, uma curiosidade perigosa.
— Quer se tatuar? — Perguntou, de repente.
Jimin piscou, confuso. — Agora?
— É o melhor momento. Quando a gente quer lembrar que ainda sente alguma coisa.
VOCÊ ESTÁ LENDO
HOT'S BTS
FanfictionSerá publicado regularmente uma oneshot contando uma estória de qualquer shipp BTS, seja romance, comédia, drama, fantasia, abo, não importa o tema, os shipps serão sempre diversificados, sendo assim teremos desde os shipps convencionais até os que...
