KISS ME - VMIN - ABO

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A noite caía lenta sobre a cidade, carregada de promessas e perigos. O ar tinha um cheiro de chuva antiga misturada a flor branca, ou talvez fosse apenas o perfume natural de Jimin, que invadia os sentidos de Taehyung como uma maldição.

Alfa e ômega. Mas não qualquer ômega. Jimin era comprometido com outro. Prometido. Propriedade de um acordo entre famílias. E Taehyung era a última pessoa que ele deveria desejar.

Mas ali estavam eles, sozinhos no ateliê de dança, onde o som dos passos ecoava como batidas do coração acelerado.

- Você deveria ir embora. - Disse Jimin, sem encará-lo, a voz trêmula.

Taehyung deu um passo à frente, os olhos queimando na penumbra.
- Diz isso... mas não se afasta.

Jimin recuou até sentir a parede fria em suas costas. Taehyung parou diante dele. Seu cheiro era quente, selvagem, envolvente. Era o tipo de aroma que prometia perigo e prazer em iguais medidas.

- Isso é errado. - Sussurrou o ômega, com os lábios entreabertos.
- Então por que está tremendo por mim?

Taehyung levou uma mão ao rosto de Jimin, devagar. Como se tocar fosse um pecado sagrado.

- Só um beijo. - Disse, rouco. - Só um.

Jimin hesitou.

Mas quando os lábios se encontraram, não houve mais dúvida.

Foi um beijo faminto, urgente. Os corpos colados, mãos apertando onde não deviam, suspiros abafados pela boca do outro. Taehyung pressionou Jimin contra a parede, sentindo o pequeno corpo se curvar, se abrir, como se tivesse sido feito para ele.

A língua de Taehyung invadiu a boca do ômega com fome, explorando, provocando. As mãos de Jimin agarraram os ombros fortes do alfa, gemendo baixinho — não de medo, mas de rendição.

O beijo era proibido. Mas parecia certo.

Porque ali, naquele toque molhado, havia verdade.

As mãos de Taehyung desceram pela cintura de Jimin, puxando-o pela base das costas, fazendo os quadris se encaixarem.

O ômega arfou, sentindo o calor crescer entre as pernas, o cio latente despertando sem aviso.

- Tae... - Ele gemeu, os olhos brilhando de desejo. - Isso vai me destruir.

- Então deixa que eu te reconstruo. - Respondeu o alfa, com a voz grave, encostando a testa na dele. - Do jeito que você merece.

Taehyung o ergueu no colo com facilidade, fazendo Jimin se prender em seus ombros e pernas. Carregou-o até o espelho do estúdio de dança, onde o colocou sentado, as pernas abertas, o corpo exposto pela camisa que agora estava desabotoada.

A boca do alfa desceu por sua clavícula, os dentes raspando devagar.

- Você é tão lindo assim... todo meu por alguns minutos.

- Eu sempre fui seu, Taehyung... só fingi que não.

O alfa gemeu baixo, beijando a curva do pescoço sensível, fazendo Jimin se contorcer sob cada toque.

E ali, entre suspiros e mãos apressadas, o mundo inteiro desapareceu.

Taehyung despiu Jimin com carinho e fome. Deitou-o sobre a superfície macia de um colchonete esquecido no canto, e os dois se entrelaçaram como faísca e pólvora.

Corpos suados. Beijos fundos. Gemidos abafados pela boca do outro.

Os movimentos foram lentos no começo, como se quisessem decorar cada segundo. Mas logo viraram frenéticos, intensos, quentes demais para serem parados.

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