JUNGKOOK EM: QUAL O PROBLEMA DE EU SER GAY (JiKook)

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O prédio 43 da Rua das Sakuras era conhecido por dois motivos: o elevador que vivia quebrando e Jungkook, o morador do 402, que transformava cada dia em um desfile de moda improvisado.

Naquela manhã de sábado, Jungkook estava, como sempre, atrasado para nada. Vestia um roupão de seda lilás, chinelos com penas e uma tiara que dizia "Drama Queen". Cantava "I Will Survive" enquanto passava glitter nos ombros.

— Jungkook, pelo amor de Deus! — Gritou Dona Marlene, a síndica, do corredor. — Você derramou lantejoula na escada de novo!

— Isso não é lantejoula, querida, é atmosfera! — Respondeu ele, abrindo a porta e posando dramaticamente. — O mundo precisa de brilho, Marlene.

Ela bufou e desceu, enquanto Jungkook ria alto. Foi quando percebeu algo novo: um rapaz carregando caixas, parado em frente ao apartamento ao lado.

Seus olhos logo analisaram o rapaz.

Camisa branca simples, calça jeans, rosto angelical e um olhar tímido.
Era o novo vizinho.
E Jungkook amava novidades.

— Oi, docinho! — Disse Jungkook, encostando-se à porta, teatral. — Bem-vindo ao edifício mais caótico de Seul. Eu sou Jungkook, o embaixador oficial do glamour por aqui.

O rapaz piscou, surpreso.
— Ah... oi. Eu sou Jimin. É, hã... bom te conhecer.

— "Bom te conhecer"? Amor, isso é o que as pessoas dizem pra garçons. — Jungkook riu, se aproximando. — Eu sou seu vizinho, seu novo melhor amigo, seu futuro motivo de risadas e talvez de terapia.

Jimin sorriu, sem jeito. — Acho que vou precisar das risadas, pelo menos.

— Então vai precisar de mim. — Disse Jungkook, estendendo a mão coberta de glitter.

No mesmo instante, um dos tapetes que ele estava lavando na varanda escorregou e caiu do varal — direto na cabeça de Jimin. Um tapete rosa choque, cheio de paetês.

Silêncio.
Jimin parado, com o tapete brilhante cobrindo o cabelo.
Jungkook arregalou os olhos.

— MEU TAPETE DE EVENTO!

E sem pensar, correu até o vizinho, tentando salvar o tecido como se fosse um bebê. Só que no processo, tropeçou nas caixas de mudança e caiu — em cima de Jimin.

Os dois no chão, brilhando, cobertos de glitter e rindo sem fôlego.

Dona Marlene apareceu de novo, horrorizada:
— O que é isso agora?!

Jungkook ergueu o dedo, ainda caído no chão.
— Marlene, querida... é o amor nascendo, provavelmente.

Jimin ficou vermelho como o tapete, mas não afastou o sorriso.

E assim começou uma amizade improvável, e uma atração que Jungkook, é claro, jurava que estava apenas "testando por curiosidade científica".

Mas ninguém acreditou.
Nem o tapete rosa.

Era segunda-feira de manhã, mas o prédio parecia uma novela mexicana.
Tudo porque alguém, provavelmente Dona Marlene, tinha espalhado a fofoca de que Jungkook e o novo vizinho "tinham passado o fim de semana juntos cobertos de glitter e amor".

E tudo por causa de um tapete.

No grupo do condomínio, as mensagens pipocavam:
Dona Marlene: "Eu vi com meus próprios olhos. Ele caiu EM CIMA do rapaz."
Seu Raimundo: "Ah, então era isso o barulho de sábado!"
Tia Néia: "Apoio o casal. O amor vence tudo, até o mau gosto daquele tapete rosa."

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