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O céu do fim de tarde tinha aquele tom dourado que deixava tudo mais lento. O vento bagunçava levemente as cortinas do quarto… e também os pensamentos de quem dividia aquele espaço com Floyd.
Você estava sentade na cama, lendo, tentando ignorar completamente a presença inquieta atrás de si.
— Neeee, camarãozinho~ — a voz dele veio arrastada, melodiosa e perigosamente próxima. — Você tá me ignorando?
Você não levantou os olhos do livro.
— Não. Só estou ocupade.
Silêncio.
Silêncio demais.
Você já conhecia aquele silêncio.
De repente, o colchão afundou atrás de você e dois braços longos envolveram sua cintura. O queixo de Floyd repousou no seu ombro.
— Você ficou sére demais ultimamente… — ele murmurou, quase manhoso. — Tá me traindo com esse livro?