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21. Ele terá um dragão

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Narrado por Rhaella Targaryen:

O sol da tarde já começava a se pôr quando finalmente fiquei a sós com meu filho. As criadas haviam trocado os lençóis ensanguentados por outros limpos e perfumados com lavanda. A parteira havia me ajudado a me lavar e vestir uma camisola mais confortável. E agora, eu estava deitada na cama, com Aerion aninhado contra meu peito.

Ele era tão pequeno. Tão frágil. Seus dedinhos se fechavam em torno do meu polegar com uma força que parecia impossível para um ser tão minúsculo. Seus olhos ainda não haviam decidido sua cor definitiva, ora pareciam azuis como os de Gwayne, ora prateados como os de minha família.

Mas seu cabelo era inconfundível. Loiro. Um loiro claro, quase prateado nas pontas, mas inegavelmente dourado nas raízes. Uma mistura perfeita de Hightower e Targaryen.

— Você é tão lindo - murmurei, passando o dedo suavemente por sua bochecha.
— Meu pequeno dragão.

Aerion bocejou, mostrando uma gengiva rosada, e eu senti meu coração transbordar de amor.

A porta se abriu silenciosamente, e Gwayne entrou, carregando uma bandeja com chá e pão. Seus olhos encontraram os meus e depois o bebê, e um sorriso enorme se espalhou por seu rosto.

— Achei que você pudesse estar com fome - disse ele, colocando a bandeja na mesa ao lado da cama.
— A parteira disse que você precisa recuperar as forças.

— Obrigada - respondi, com um sorriso cansado. — Mas acho que prefiro apenas olhar para ele.

Gwayne se sentou na borda da cama, seus dedos tocando suavemente a mãozinha de Aerion.

— Eu não consigo acreditar - murmurou ele.
— Que ele é nosso. Que nós fizemos isso.

— Eu também não consigo. - Senti as lágrimas ameaçarem cair novamente.
— Quando eu estava em trabalho de parto, tive tanto medo de não conseguir. De ser igual à minha mãe.

— Mas você conseguiu. - Ele apertou minha mão. — Você é a mulher mais forte que eu conheço, Rhaella. E eu te amo mais do que palavras podem dizer.

— Eu também te amo. - Inclinei a cabeça para beijar sua mão.
— E agora temos um filho para amar também.

Aerion começou a se mexer, seus lábios se movendo como se procurasse algo para mamar. Eu o ajustei em meus braços, trazendo-o mais perto do meu seio.

— Ele está com fome - comentei, rindo.
— Como o pai.

— Eu não estou com fome - protestou Gwayne, com um sorriso de canto.
— Bem, talvez um pouco.

— Vai comer depois. Agora, quero que você segure seu filho.

Ele hesitou, com uma expressão de pânico que eu nunca tinha visto em seu rosto.

— E se eu o derrubar? E se eu o machucar?

— Você não vai. - Estendi Aerion para ele.
— Apenas apoie a cabeça dele. Assim.

Gwayne pegou o bebê com mãos trêmulas, segurando-o como se fosse feito de vidro. Mas quando Aerion se aninhou contra seu peito, seus olhos se arregalaram de admiração.

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