Capítulo 40 - Tempo

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Capitulo 40 - Tempo

Escrevo-te estas mal traçadas linhas meu amor

Porque veio a saudade visitar meu coração

Espero que desculpes os meus erros por favor

Nas frases desta carta que é uma prova de afeição.

Talvez tu não a leias mas quem sabe até darás

Resposta imediata me chamando de "Meu Bem"

Porém o que me importa é confessar-te uma vez mais

Não sei amar na vida mais ninguém.

Tanto tempo faz, que li no teu olhar

A vida cor-de-rosa que eu sonhava

E guardo a impressão de que já vi passar

Um ano sem te ver, um ano sem te amar.

                                                                              (Renato Russo)

Théo

Chegamos ao tal lugar escondido cerca de vinte minutos depois. Terminamos o percurso em silêncio. Cada um preso em seus próprios pensamentos.

O lugar era estranho. Só tinha mato alto em volta e uma casa pequena e velha bem no meio do espaço. Fica estranho os carros parados ali, mas era bem longe da estrada principal. O lugar era esquecido e não tinha nenhum sinal de civilização por perto.

__ Vamos logo Théo, estamos seguros aqui. Este lugar é mais vigiado que a casa branca pode ter certeza. Se alguém se aproximar a vinte quilômetros de distancia seremos avisados.

Ricardo foi na frente e eu o segui com cara de paspalho. Ele realmente não estava pra brincadeiras. Entrei na pequena casa que por fora parecia desabar a qualquer momento, mas para minha surpresa por dentro ela era um verdadeiro centro de comando, com tudo de mais moderno que eu já havia visto.

No primeiro cômodo uma parede coberta de monitores que mostravam a cidade de Montes Claros inteira. Aeroporto, avenidas principais, a praça, bancos, absolutamente todos os pontos principais da cidade, inclusive as estradas que nos levaram até ali e o entrono da propriedade.

No segundo cômodo. Duas mesas estreitas e cumpridas ficavam dispostas paralelamente com computadores e aparelhos de telefone ao lado, com certeza eram aparelhos com sinal de satélite, pois não havia fiação exposta no entorno. Na parede contraria vários mapas pendurados, com marcações dos lugares em que eu e Mel passamos no último mês, quando voltamos do México.

No terceiro e ultimo cômodo da casa uma grande mesa ovalada com varias cadeiras dispostas em torno dela, era uma sala de reuniões. Nela alguns homens estavam sentados com papeis nas mãos discutindo sobre algo que eu não consegui saber de imediato o que era. Foi quando um homem se levantou vindo em nossa direção.

__ Ricardo olá já estávamos esperando por vocês.

__ Olá Allan. Este aqui é Théo o noivo da minha irmã. – Ricardo respondeu já me apresentando para seu amigo.

__ Olá Théo. – Ele disse me estendendo a mão e eu prontamente estendi a minha, nos cumprimentamos e ele pediu que nos sentássemos a mesa com eles.

Tomamos nossos assentos e então eu passei a ouvir tudo o que eles diziam. Na verdade eu não entendia nada de tudo aquilo. Planos e perseguições nunca me atraíram muito. Eu sou economista e as únicas estratégias que conheço são de investimento para aumentar lucros. A parte administrativa sempre foi organizada pelo meu pai e mesmo assim eu nunca me envolvi muito com ela. Exceto agora no ultimo ano, pois meu pai havia me convencido a assumir a vice presidência do grupo. Eu estava me ambientalizando com tudo ainda. Mas fiquei ouvindo tudo com total atenção e buscando compreender tudo da melhor maneira possível. Então vendo minha expressão Allan começou a me explicar de fato o que havia acontecido.

reencontrando o amorOnde histórias criam vida. Descubra agora