Viajei e dessa vez com os planos de ter uma resposta,mas como pensar com ele me enchendo de amor e me distraindo? Não reclamo,é ótimo. Cheguei à tarde e vim de surpresa,aproveitei que não havia conseguido avisar ele que viria e decidi fazer uma surpresa. Para ter certeza de que faria eu combinei com tia Ana para que ela não viajasse esse fim de semana pois eu queria surpreender Caio e ela aceitou. Cheguei na casa da minha avó mas sinceramente não prestei atenção em nada,estava com medo de que não funcionasse o plano.
Chegou a hora de ir para a casa de Caio e eu estava com o coração muito acelerado. Não desisti,fui assim mesmo,ele consegue me acalmar. Cheguei na frente de sua casa,peguei o celular e liguei para sua mãe. Ela atendeu e perguntou:
-Já ta pronto?
-Não, pode passar pra ele,vou assim mesmo.- nós rimos e ela passou pra ele.
-Alô?
-Oi
-Fabinho? Que bom que você ligou. Porque não logou no jogo hoje?
-Eu tô de castigo- menti.
-Porra...nem vamos jogar esse fim de semana?
-Acho que não.
Passamos um tempo em silêncio, ele havia ficado triste com a falsa notícia.
-Eu tô morrendo de saudades de você.- falei.
-Nem me fale,também estou.
-To muito sozinho aqui. Queria você aqui comigo.
-Eu também te queria aqui.
-Sério?
-Claro ué.
-Então abre a porta aqui por favor? Ta frio e tenho medo de ser assaltado.
-Que? Ta me zuando viado?- falou ele se irritando,pensou que era pegadinha.
-Vai,abre logo eu quero entrar.
-Não me faz levantar atoa,obrigado.
-Caralho você disse que me queria aí e agora não quer abrir a porta pra min? Bipolar detected- nós rimos.
- Se for zuera eu te mato e se não for também te mato cassete.
Eu ouvi seus passos pesados correndo em minha direção e ouvi sua euforia para abrir a porta e quando ele me viu ele me deu aquele olhar...aquele olhar que só ele tem,o olhar de "finalmente" mas dessa vez eu notei lágrimas enchendo seus olhos. Deus,ele realmente me ama também.
Ele me beijou muito forte,com muita vontade e não fiquei por baixo,o beijei mais esforçadamente possível para ser um beijo perfeito,e foi. Seus dedos passavam em meu cabelo,minhas mãos acariciavam seu rosto com delicadeza e carinho,mesmo no meio da rua não nos preocupamos com o mundo ao nosso redor,foda-se! Ao me beijar ele me abraçou e lá com sua voz chorosa ele disse:
- Filho da mãe, não faz isso comigo.
Nós rimos e ficamos abraçados alguns segundos, aquilo estava muito bom,pena que acabou. Entramos juntos,sua mãe já estava a nossa espera,sabia que depois de tanto tempo precisavamos de um pouco de tempo para nós então ela não fez muita cerimônia e nos mandou pro quarto para "jogarmos". Fiquei com um pouco de receio pois seu pai estava em casa mas as meninas me encorajaram pelo celular e eu fui.
No quarto já não perdemos tempo, tempo,empurrei ele na cama e fui por cima. Nos beijamos como se fosse nossa primeira vez em anos,foi algo selvagem e carinhoso ao mesmo tempo,ou " seje" perfeito. Não ficamos por muito tempo,o pai dele o chamou em pouco tempo.
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Um lindo inferno
RomanceUm livro simples sobre a minha história, sou um desastre. Gay,depressivo,inútil porém descobri que mesmo tendo esses "problemas" eu ainda posso amar tão bem quanto qualquer um.
