XV

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Na reunião ocorreu tudo bem, alguns dos investidores perguntaram sobre o estado de saúde do meu pai, mas tentei tranquilizá-los explicando que ele estava em coma induzido por causa da cirurgia, mas o seu estado de saúde era considerado estável.

Após sair da reunião por volta das 19 horas, me dirigi direto para o hospital. Ao chegar encontrei a minha mãe conversando com o tio. Pelo semblante da mesma, ela aparentava estar um pouco mais feliz, o que me fez sorrir.

- Boa Noite. Mamãe, como está o meu pai? - perguntei olhando-a .

- Os médicos acabaram de falar que ele está reagindo bem aos remédios. - ela diz com um sorriso no rosto, que se desmancha quando ela completa a frase. - Mas ele ainda se encontra em coma. - ela disse já perto de mim, me abraçando.

- Tio, o senhor que falar comigo? - perguntei, me virando e fitando-o.

- Claro filho. Você sabe que eu sou um grande amigo do seu pai e também um dos investidores da empresa dele, e por isso acho que você deveria assumir a empresa até o seu pai se recuperar totalmente.

- É o que eu pretendo fazer, tio.

- Mas existe o estatuto da empresa, você pretende entrar com uma liminar para mudar isso?

- Não, acho que isso pode demorar muito tempo.

- Então, o que você vai fazer?

- Eu decidir me casar com aquela moça que vocês escolheram. Tio, me passa o endereço dela, vou conversar com ela amanhã mesmo.

Anne

Que cara imbecil, mal educado, playboy, mimado, antipático! Mas devo admitir que ele é muito bonito; ainda bem que não aceitei aquela proposta maluca e quis primeiro conhecer esse cara, mas me arrependo de não ter rejeitado ele antes. - pensei nisso entrando em casa por volta das 18:00 horas.

- Maria onde estão as crianças? - perguntei jogando minha bolsa no sofá.

- Acabei de coloca-los na cama. Tchau filha, já estou indo para casa.

- Não Maria, já está tarde.

- Anne eu preciso ir, não posso deixar minha filha sozinha. O esposo dela trabalha à noite e ela está gestante.

- Tudo bem Maria, mas vou te acompanhar até o ponto de ônibus.

- Não precisa filha, você não pode deixar as crianças sozinhas. Boa noite e durma bem. - ela disse depositando um beijo no alto da minha cabeça, o qual retribuí com um beijo na bochecha dela.

Após a saída dela decidi ir para o quarto sem fazer barulho para não acordar a Lúcia, procurei uma toalha limpa no guarda roupa e uma camisola, depois fui para o banheiro tomar um banho quente, coloquei meu pijama e fui dormir.

Acordei no outro dia por volta das 8 da manhã, tomei um banho e depois preparei o café e fui chamar as crianças que por incrível que pareça ainda estavam dormindo. Primeiro chamei o Heitor, que quando me ouviu dizer que iria acordar a Lúcia, saiu correndo do quarto dele e foi para o quarto que eu dividia com a Lúcia, para pular em cima dela. Fiquei observando aquela cena de longe rindo. Lúcia acordou assustada, mas quando percebeu que era o Heitor começou a rir e a pular com ele na cama.

Após alguns minutos pulando na cama eles cansaram.

- Anne, estou com fome - falou Heitor.

- Vocês dois vão tomar banho, pois já preparei o nosso café da manhã. - Heitor foi o primeiro a sair do quarto correndo em direção ao dele, tirando a roupa e indo direto para o banheiro.

Após alguns minutos ele saiu do quarto já tomado banho e vestido com uma camisa azul e uma calça branca.

- Anne já terminei, vamos estou morrendo de fome. - ele disse me puxando para a cozinha.

- Calma Heitor espera a Lúcia terminar. - disse eu o segurando.

- Luuuuuuuciiiiiiiiiiaaaaaaa termina logo! - gritou Heitor.

- Já estou terminando! - respondeu ela do quarto.

- Por que mulher tem que demorar tanto se arrumando? - ele resmungou mais para si que para mim. - Vai casar Lúcia?

- Já estou saindo, Heitor! - ela disse saindo do quarto e batendo a porta.

- Graças a Deus, achei que você iria se casar. - Heitor disse para Lúcia, que o olhou com olhar de desdém e foi andando até a mesa e sentando em uma das cadeiras. Heitor fez o mesmo e logo fui atrás.

Após o café da manhã, Lúcia e Heitor me ajudaram a tirar a tirar a mesa do café e a preparar o almoço, comemos e nos divertimos no restante do dia.

A semana decorreu muito rápida, pois ela se resumia em acordar cedo para ir à procura de um emprego, e ficar com meus irmãos à noite.

Na sexta feira, por volta das 20h, eu estava deitada no sofá procurando algo para assistir na TV aberta, e acabei parando em um jornal ao ouvir: "O Bilionário John Roberts continua em estado em coma induzido no hospital... Não sabemos mais informações, pois os familiares não autorizaram os médicos que estão cuidando do caso dele dessem nenhuma informação sobre o seu estado de saúde". A reportagem mostrava o Jordan saindo do hospital com alguns seguranças acompanhado de uma mulher um pouco parecida com ele, que eu supus ser a senhora Roberts.

O que aconteceu com o Pai do Jordan? - me perguntei. - Mesmo ele sendo um mimado, insuportável, antipático ele não merecia isso. Me perdi nos meus pensamento até ouvir umas batidas na porta e me perguntei quem poderia ser a uma hora dessas.

- Quem é? - perguntei já perto da porta.

- Sou eu, Anne, o Jordan. - ele respondeu, o que me deixou mais espantada ainda.

- O que você quer a uma hora dessas aqui na minha casa?

- Eu preciso conversar com você.

- Conversar o quê? Não tenho nada para falar com você, Jordan.

- Mas eu tenho que falar com você. Pode abrir a porta? Seus vizinhos estão me olhando aqui fora.

- Tudo bem Jordan, pode entrar.

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