Era 08:25, abri os olhos e não vi Felipe do meu lado, levantei, fui ao banheiro fiz minhas higienes matinais e fui para a sala, chegando na sala, não vi ninguém, fui na cozinha, e não vi ninguém, fui até o quarto de Bianca e ela também não estava lá, então fui até a cozinha novamente e tomei meu café, terminando de tomar café eu fui pra sala assistir alguma coisa, liguei a TV e sentei no sofá. Quando deu 11:30 chega Felipe e Bianca, de algum lugar, os dois entraram rindo e conversando, e nem notarão minha presença, foram direto pra cozinha, quando eu sinto um cheiro de comida fresca, do nada ouço barulhos de pratos, e parecia que eles estavam arrumando a mesa, então olhei para o relógio e já era 12:40, fui até a porta da cozinha e olhei de fininho, vi os dois almoçando e conversando, nossa parecia que eu estava invisível, esperei que os dois terminassem de comer e fui pra cozinha almoçar, quando fui colocar minha comida, parecia que ela já estáva dentro do meu estômago e estava se revirando dentro dele, larguei o prato na pia e fui correndo para o banheiro, cheguei lá me ajoelhei na frente da privada e comecei a vomitar, e quanto mais eu vomitava, mais vontade dava de vomitar, então eu ouvi alguém falando lá fora.
- Luana, você está aí? Você está bem?
Era Bianca, com uma voz de preocupação.
- Estou, vai embora. - Eu disse.
- Oque esta acontecendo? - disse ela.
Então eu comecei a vomitar denovo, recuperei o fôlego e disse:
- Nada, vai embora!
Então eu não ouvi mais nada, vomitei bastante, e depois que tive a certeza de que eu não iria mais vomitar, eu levantei, lavei a boca e abri a porta, quando abri a porta, vi que Bianca estava parada na frente dela, com os olhos esbugalhados.
- Você tá bem? - disse Bianca.
- Me deixa! - falei.
Eu a tratei com ignorância, mas eu estava muito chateada, por que eles chegaram não me deram nem um Bom dia, foram direto para a cozinha, parecia até que eles não me viam, isso me deixou bastante chateada, fui para o quarto e encontrei Felipe lá, ele se aproximou de mim e disse:
- Oi minha daminha.
Ele ia me dar um beijo, então eu recuei para trás e disse:
- Sai daqui!
- Oque? Por que? - disse ele confuso.
- Esquece idiota! - eu falei.
Eu sai de perto dele, entrei no banheiro do quarto e me tranquei. Eu sentei na tampa da privada, e comecei a chorar, eu odiava ser ignorada, principalmente pelas pessoas que eu mais gosto, eu estava triste, eles me trataram como se eu não fosse nada ali no meio daquela sala, depois de algum tempo dentro do banheiro eu resolvi sair, eu me olhei no espelho e pensei:
"Sou uma inútil"
Me joguei encima da cama, e fiquei lá, quando eu ouço a porta do quarto abrindo.
- Oque você tem? Por que me tratou daquele jeito? - disse Felipe.
- Por que vocês me trataram daquele jeito? - eu disse olhando pra ele.
- De que jeito? - ele perguntou.
- Como se eu fosse um nada. - eu respondi.
Ele ficou calado, e então eu continuei.
- Chegaram rindo e conversando, que nem ligarão pra trouxa aqui!
- Você acha que só você merece atenção? - falou Felipe. - Você é muito mimada. - continuou ele.
Eu olhei para ele com um jeito de incrédula e falei:
- Eu sou mimada é?
- Você não passa mais do que uma mimada Luana. - Felipe falou alto e bravo.
- Cala a boca seu idiota! - Eu falei. - Quem é você pra me chamar de mimada?. - continuei.
Ele então estava com uma expressão de raiva, se levantou da cama e disse:
- Não sou mais nada, nem seu namorado mais.
- Oque você quer, terminar? - eu falei me levantando da cama também.
- Acertou! - ele falou.
- Ótimo. - eu falei me sentando na cama.
- Ótimo. - Disse Felipe saindo do quarto.
Ele saiu e bateu a porta com força, peguei minhas coisa do guarda roupa e coloquei em uma mala, peguei minhas coisas da penteadeira e coloquei em uma bolsa, peguei tudo e sai do quarto indo pra sala, peguei algumas coisas minhas que estava espalhadas por lá, e abri a porta para ir embora.
- Pra onde você vai?
Era Bianca.
- Embora daqui! Você e Felipe tem um apartamento só pra vocês agora! - Eu falei saindo do apartamento.
Desci para o ponto de ônibus mais próximo do prédio e peguei o primeiro ônibus que vi passando em destino a casa da minha mãe... Cheguei em frente da casa da minha mãe, respirei fundo e gritei:
- Mãe?
Então ela abriu a porta com um sorriso de orelha a orelha e respondeu:
- Filha? Você aqui?
- Sim mãe, você me aceita devolta? - eu falei.
- Claro, entra filha. - ela falou pegando a minha bolsa.
Entrei e dei um abraço bem longo e amoroso nela.
- Mãe eu te amo! - eu disse ainda abraçada com ela.
- Eu também te amo muito minha filha. - Ela falou retribuindo o abraço.
Eu a soltei, dei um beijo em sua bochecha e subi para meu quarto, abri a porta do meu quarto e está do mesmo jeito que eu tinha deixado, mas por conta que só fazia 4 dias que eu tinha me mudado, arrumei minhas coisas devolta, e sentei na cama, então minha mãe entrou no quarto e falou:
- Filha e seu namorado?
- A mãe nos brigamos, e terminamos.. - eu disse olhando nos olhos dela.
Ela pegou a cadeira perto da penteadeira e colocou em minha frente falando:
- Nossa filha, por vocês brigarão?
- Mãe, ele hoje chegou de não sai aonde mais a Bianca e nem me notou, eu estava na sala, eles passarão tagarelando não sei oque, e tipo, fingiram que eu era um nada naquela sala, isso me deixo muito triste, e assim eu discuti com ele. - eu falei.
Então ela colocou a mão dela sobre a minha, e disse:
- Nossa filha eu entendo, desde pequena você é assim, odeia não recebe atenção.. Mas eu sinto muito.
Ela então soltou a minha não, passou as suas mãos em meus cabelos e me deu um beijo na testa.
- A mãe, é a vida. - eu falei olhando pra baixo.
- Pois é filha, eu vou terminar de fazer o café, qualquer coisa eu estou lá em baixo! - disse ela.
Então eu assenti e ela saiu do quarto, peguei meu celular no bolso da calça jeans e vi que tinha nove ligações perdidas de Felipe, eu então exclui os registros de chamadas e fui mexer na internet, quando a ligação de Felipe toma a tela do celular, eu apertei o botão de rejeitar chamada, e estava decidida a não atender a chamada, ele ligou denovo, eu rejeitei, na terceira vez eu já estava de saco cheio e então atendi.
- Alô Luana? - disse Felipe.
- Fala oque você quer! - eu falei grossa.
- Por que foi embora daqui? - disse ele.
- Felipe, eu não vou ficar em um apartamento com um ex, e uma amiga que finge que eu não sou nada. - eu falei meio que desabafando.
- Me desculpa. - Disse ele com uma voz arrependida.
Eu fiquei em silêncio alguns segundos e então falei:
- Desculpas? Tá achando oque? Você faz oque faz e depois vem com um mero pedido de desculpas!
- Eu estava com raiva, foi mal. - disse ele se explicando.
- Se toda vez que eu ficasse com raiva de você eu te chamasse de mimado, oque você iria fazer? - eu falei jogando tudo que ele falou na cara dele.
- Foi mal Luana. - Disse ele.
Eu então desliguei a ligação sem falar nada, desliguei o celular também e então deitei na cama, comecei a chorar, por que eu o amava, não seria fácil me acostumar sem os carinhos, as carícias, os beijos dele, mas aí eu sequei as lágrimas e falei:
- Anda Luana seja forte! Você não vai chorar por ele.
Então eu fiquei olhando pra parede, quando eu ouço o grito da minha mãe lá de baixo:
- Luana, vem atender o telefone.
- Quem é mãe?
- É a Bianca filha.
Então eu desci para a sala, e atendi o telefone.
- Oque você quer? - falei grossa.
- Calma! - falou Bianca.
- Tava me ignorando e agora tá me ligando? Vai se lascar Bianca. -eu disse batendo o telefone na cara dela.
Assim que desliguei o telefone ele tocou novamente então eu atendi.
- Olha Luana eu pos..
Eu vi que era ela e então bati o telefone outra vez, deixando ela falar sozinha do outro lado da linha.
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Caminhos Cruzados.
RomantiekCaminhos Cruzados, fala sobre uma garota chamada Luana, que havia perdido seu pai, a história começa quando ela desmaiou e sua mãe a levou para um hospital, e nesse hospital não havia muitos médicos, então o doutor havia mandado um estagiário para a...