Capítulo 38

14 0 0
                                    

Entrei no carro,e Felipe entrou também só que eu estava no banco de trás com Júlia deitada em meu colo, estava no lado na porta, pro lado esquerdo, ( Lado do motorista), Felipe sentou no banco do carona, fomos ate a metade do caminho em silêncio, até que Júlia falou:
- Mamãe eu te amo muito.
- Eu também te amo minha princesa. - Falei acariciando o seus cabelos.
Felipe olhou pra trás e sua expressão era amarga, triste e sombria, ele virou novamente pra frente, e minha mãe olhou pra ele e disse:
- Por que você está chorando Felipe?
- Nada dona Helena. - Falou ele com uma voz cabisbaixa.
- Ok então. - falou minha mãe.
Passamos em frente de um terminal de ônibus e ele falou:
- Dona Helena eu fico aqui, muito obrigada.
- Ok Felipe, até mais. - falou minha mãe.
Então ele saiu do carro, arrudiou, foi até aonde eu estava, abriu a porta, beijou a testa de Júlia e disse:
- Até alguns meses minha bebê.
Notei que uma lágrima rolou em seu rosto, ele olhou nos meus olhos, mas seu olhar era tão rancoroso, senti um aperto no coração, então ele desviou o olhar e fechou a porta, saiu e então minha mãe deu partida no carro, dessa vez ela foi de vagar, bem de vagar mesmo, então eu senti denovo um aperto no coração, eu senti que aquele olhar era um Adeus, isso me doeu, eu ainda gostava dele, mas como ele mesmo disse, tudo passa, algum dia vai ter que passar. [...]
Chegamos em casa e eu coloquei Júlia na cama, ela estava dormindo, fechei a porta e desci pra sala, sentei em um dos sofás e fiquei calada, com pouco tempo chega a minha mãe, então ela fala:
- Ela vai dar um pouco de trabalho amanhã, mas ok, se controlarmos o remédio ela não vai choramingar.
- Mãe, Não precisa ficar com ela mais.
- Por que não filha. - falou minha mãe confusa.
- Eu não vou ir trabalhar, eu vou cuidar da minha filha. - Falei.
- Não vai não, tô ficando velha mais ainda não desaprendi a cuidar de criança.
- Mãe..
- Sem mãe.. Você vai amanhã sim. - Falou minha mãe pegando na minha mão.
Fui pra cozinha almoçar, ainda tinha comida, esquentei e comi, fiz uma sopa pra Júlia, não queria dar uma coisa muito pesada pra ela, deixei no micro-ondas, e fui para o quarto, tomei um longo banho, tirei aquela roupa social, e peguei o colchão de ar, forrei ele e deitei, enquanto Júlia não melhorace eu iria dormir ali, tinha medo de deitar encima do braço dela... me cobri e dormi, eu estava cansada...
[...]
Acordei eram três da tarde, eu dormi bastante, acordei e não vi Júlia na cama, desci pra baixo e ela estava comendo junto com minha mãe.
- Uffa, - Falei encostando na porta.
- Acordou, aleluia. - falou minha mãe.
- Pois é.
Eu ia andando pra sala até que minha mãe falou:
- Filha, Bianca está aqui.
- Oque ela quer?
- Não sei ela está na sala. - falou minha mãe.
Apenas assenti e fui caminhando pra sala, cheguei Bianca estava com a cara vermelha, parecia que estava chorando, então eu perguntei:
- Oque houve?
- Preciso te falar uma coisa urgente... - disse ela com a voz rouca.
- Fala!. - disse agoniada.
- É que...

Caminhos Cruzados.Onde histórias criam vida. Descubra agora