Quarto Capítulo
P.O.V Leo
Saí do banho, vesti uns calções e uma camisola de manga cava e fui até à cozinha comer algo. O silêncio, pela primeira vez hoje, ocupava esta casa. Visto que eram quase 16:00 horas da tarde, decidi apenas comer uma maçã, sinceramente não estava com fome nenhuma. Fui até à sala e liguei a televisão para ver o que estava a dar mas, para variar, nada de jeito. Desliguei-a, voltei ao quarto, guardei o telemóvel no bolso dos calções, calçei uns ténis e saí. Precisava de arejar. Custava esconder este sofrimento atrás de um mero e simples sorriso todos os dias. Mas eu não podia desvanecer, por causa da Clary, não quero que ela pense que se nem eu consigo passar por cima deste obstáculo ela também nunca irá conseguir ser bem sucedida porque isso, não é verdade. Ela é a melhor pessoa que eu conheço, ela tem algo que nenhuma das miúdas deste mundo tem. Uma força inabalável, um sorriso iluminado de alegria mesmo com tudo o que está a acontecer-lhe. Sem ela se quer imaginar, consegue ser o meu exemplo e apoio todos os dias.
Andei por algum tempo sem rumo, acabando por chegar à praia. Caminhei até ao areal e sentei-me nele. Comecei a admirar as ondas a rebentar nas rochas, voltando de novo ao mar infinito. Tirei a T-shirt e o telemóvel do bolso e corri até à água, dando um mergulho. Voltei à tona e sacudi o cabelo, passando as mãos no mesmo de seguida. Fiquei por ali algum tempo...
__________________20:30_________________
Faltavam poucos metros para chegar a casa. De certo, que a minha paz iria acabar assim que abrisse aquela porta. Parei em frente à minha casa e respirei fundo, andei até à porta e lentamente a abri, mas... Nada! O silêncio ainda preenchia o meu lar. Decidi ligar à minha mãe a perguntar onde estava, mas ela não atendeu. Fiquei preocupado, como de todas as vezes que ela fazia isto, mas o que ela fazia da sua vida era ela que queria. Do meu pai, nem quero saber. Subi até ao meu quarto, fui para a casa de banho e tomei um duche bem longo. Ao sair, vesti o pijama e deitei-me. Amanhã seria um grande dia.
________13 de novembro (terça)________
Senti os raios de sol bater no meu rosto, fazendo-me tapar este com a mão. Olhei para o relógio na cabeceira e vi que já eram 7:36. Levantei-me num pulo da cama, fiz as minhas higienes e vesti uns calções pretos com uma T-shirt branca. Coloquei na mochila uns calções de banho e desci para comer qualquer coisa. Ao chegar à cozinha, vi um bilhete colado na mesa. Peguei nele e vi que era da minha mãe.' Bilhete '
Filho, como tu sabes eu e o teu pai não temos andado muito bem por isso, decidi viajar para Madrid durante algum tempo. Precisava de sair de casa, de Portugal. Preciso de ver novas caras, novos sítios. O teu pai fez o mesmo e foi para Cancun, logo, juízo. Ah, quase me esquecia, provavelmente o teu primo Nick vai passar aí umas semanas, não faço a mínima ideia porquê!
Beijos, mãeQuando acabei de ler o bilhete,fiquei estupefacto. Que raio de pais deixam um filho de 16 anos assim do nada para ir viajar? Ainda por cima, nem se despediram de mim. E para piorar, agora é que dizem que o Nick, provavelmente, vem cá? Rasguei o papel que ainda estava nas minhas mãos e pus no lixo. Peguei numa maçã e fui para a escola.
Pelo caminho, encontrei a Clary. Ela estava... Esta não é a Clary!
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Oi! O que quererá dizer o Leo com aquilo? Votem, comentem...
Beijos❤❤❤
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Ruivinha Dos Meus Olhos
Teen FictionClarissa, uma rapariga de 15 anos, apaixonada pela representação, sofre de bullying na escola. Para suportar a dor de ser desprezada por todos, esta refugia-se na sua grande paixão, a representação. O seu único e melhor amigo, Leo, apoia-a muito sen...