Taylor Caniff 🐍

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- Eu amo você! - gritei cambaleando de tão bêbada que estava. Taylor me olhava como se fosse meu pai, mas eu, definitivamente, não estava me importando.
  O relógio marcava duas e cinqüenta e quatro da manhã, mas a festa não estava nem perto de acabar. As pessoas ao meu redor bebiam, beijavam, dançavam, e eu apenas me jogava para cima do meu melhor amigo como uma verdadeira prostituta.
- Tay, vem cá, vamos curtir - falei mordendo os lábios e puxando a nuca dele de modo que seu rosto vinhesse de encontro com o meu, mas ele desviou, me fazendo beijar apenas sua bochecha.
- s/n, olha só, já está na hora de irmos - Taylor estava sério, o que era raro. Revirei meus olhos e bufei.
- Além de me dispensar, ainda quer mandar em mim - debochei.
- Você está bêbada - afirmou ele passando a mão pelos cabelos enquanto falava, eu amava quando ele fazia aquilo.
- Eu sei, mas eu quero - falei pegando na gola de sua blusa e a puxando. "Eu realmente daria uma bela de uma prostituta" pensei enquanto olhava para Taylor de um modo que eu considerava ser sexy.
- Eu não vou fazer isso com você, olha só o seu estado - ele apontou para mim.
- Vai dizer que você também não quer? - perguntei enquanto passava as mãos lentamente pelo seu peitoral.
- Sim, eu quero - ele passou a mão pelos cabelos outra vez, de modo que sua bandana azul fosse junto - mas, como eu já disse, você está bêbada. Provavelmente, quando estiver sóbria você vai dar na minha cara por te trazer aqui - ele olhou ao redor, e depois para mim - e com razão.
- Chato - sussurrei revirando os olhos e cruzando os braços.
- Vamos, eu te levo para o meu apartamento, lá você toma um banho e vai para a cama - ele passou o braço forte pela minha cintura para que pudesse me guiar até a saída.
- Com você? - perguntei fazendo Taylor parar no meio do caminho.
- O que? - perguntou ele com os olhos arregalados.
- Vou para a cama com você? - perguntei rindo de sua reação.
- Não s/n, eu durmo no sofá - ele respondeu voltando a guiar meus passos.
  Entramos no carro de Taylor depois de muito sacrifício, afinal, não é nada fácil entrar num carro quando se está bêbada e quer saber como se formam as estrelas enquanto está deitada na grama apontando para cada uma delas.
  Ele entrou no carro, tirou sua bandana do bolso onde havia guardado e a jogou no banco de trás. Respirou fundo e começou a dirigir. Por incrível que pareça, eu fui o caminho inteira em silêncio, assim como Taylor, que me encarava de cinco em cinco minutos, mas continuava calado.

- s/n, o banheiro não é aí - falou Taylor enquanto eu estava numa tentativa frustrada de abrir uma porta qualquer em seu apartamento.
- Toma banho comigo? - perguntei caindo em seu peitoral.
- Toma seu banho, depois a gente conversa - respondeu ele enquanto me fazia um cafuné. Ele deu um beijo na minha testa e me guiou até o banheiro.
  A água estava absurdamente gelada, eu poderia ter colocado-a no modo quente, mas ter um metro e cinqüenta e oito não me ajudou muito naquele momento.
  Enquanto tomava banho, me lembrava dos acontecimentos de horas atrás. Eu sabia ao certo se o efeito da bebida estava passando, mas estava começando a sentir vergonha de tudo o que havia feito.
  Minha cabeça pulsava de dor, provavelmente, era o que chamamos de ressaca. Meus olhos estavam pesados, e minhas bochechas estavam vermelhas, talvez pelo fato de lembrar que havia me jogado para cima do meu melhor amigo, e que o mesmo estava na sala assistindo TV e rindo da minha cara.
- Taylor, pode me dar uma toalha? - gritei quando desliguei o chuveiro com uma das mãos, enquanto segurava os seios com a outra.
- Aqui está - falou ele colocando apenas uma das mãos dentro do box do banheiro.
- Obrigada.
- Você está bem? - perguntou ele enquanto eu enxugava meus cabelos. "Merda" pensei, afinal, ainda tinha um pingo de esperança em mim dizendo que Taylor esqueceria de tudo o que eu tinha feito e falado, mas isso não aconteceu.
- Pode me dizer o que eu vou vestir? - perguntei tentando mudar radicalmente de assunto.
- Vou pegar alguma coisa - o nó que estava no meu estômago se desfez, apesar de saber que uma hora ou outra ele tocaria no assunto outra vez.
  Sai do banheiro e fui caminhando pelos corredores até chegar na sala de estar.
- Olha, acho que serve em... - Taylor parou e me olhou de cima a baixo boquiaberto, provavelmente, pelo fato do meu corpo estar coberto apenas por uma toalha.
- Taylor - chamei. Senti minhas bochechas ficarem avermelhadas.
- Desculpa, é que... - ele pensou um pouco, e depois balançou a cabeça em sinal de negação, como se estivesse desistindo do que queria falar - bom, achei essa blusa, vai ficar um vestido em você, mas é confortável - falou ele me entregando uma camiseta cujo nome estampado na frente era PER DIEM. Eu deu risada da blusa, afinal, aquela era a marca registrada de Taylor.
  Peguei a blusa de suas mãos e dei as costas sem falar absolutamente nada. Sentir os olhos de Taylor vidrados na minha bunda foi uma das sensações mais esquisitas da minha vida, mas não chegava a ser ruim.
- Espera - falou ele quando eu estava quase sumindo pelo corredor. Me virei lentamente até ficar frente à frente com ele.
- O que foi? - perguntei mesmo sabendo a resposta.
- Você se lembra de alguma coisa? - perguntou ele fazendo meu estômago revirar.
  Eu o amava, mas o medo de estragar a amizade era o grande vilão da história. "Agora é tudo ou nada" pensei engolindo em seco.
- Sim Taylor - suspirei - eu me lembro de tudo. Não é porque eu estava bêbada que tudo o que eu dizia era coisa com coisa. Eu realmente amo você, e apesar de você ser famoso, e eu saber que você pode ter qualquer garota aos seus pés à hora que quiser...
- S/N.
- Não me interrompe, me deixa terminar - falei quase enfiando a mão em sua cara - eu sei que eu não chego nem aos pés das garotas que...
- S/N.
- Taylor, cala a boca - abri a boca para começar a falar outra vez, mas ele me interrompeu novamente.
- S/N.
- O que é, seu demônio? - perguntei quase gritando.
- Eu amo você - falou ele rindo da minha cara.
  Automaticamente um grande sorriso tomou conta do meu rosto.
- Você o que? - perguntei apenas para ter o prazer de ouvir aquilo outra vez.
- Eu amo você, sou completamente apaixonado por você - respondeu ele se vindo em minha direção e olhando bem no fundo dos meus olhos.
  Ficamos tão perto um do outro que era possível sentir a sua respiração e, sinceramente, era uma sensação incomparável. Segundos depois, Taylor e eu estávamos nos beijando. Seus lábios eram macios, suas mãos de encontro à minha cintura me passava sensação de proteção e segurança.
  Fomos caminhando até o seu quarto. A blusa ainda estava em minhas mãos, e eu estava apenas de toalha, o que, provavelmente, ajudaria bastante.
- Tem certeza de que quer isso? - perguntei, afinal, como eu havia dito, Taylor podia ter qualquer garota aos seus pés.
- Nunca tive tanta certeza de algo em toda a minha vida - falou ele sorrindo largamente.
  Dei um empurrãozinho nele, de modo que ele caísse na cama bem atrás de si, e tirei lentamente a toalha que estava enrolada no meu corpo. Taylor mordeu os lábios e levantou a cabeça devagar, até seus olhos encontrarem os meus. Ele veio em minha direção e me abraçou.
- Você é linda.
- Não sou, não - Taylor abriu a boca para discutir comigo, mas eu o beijei, calando sua boca.
  Enquanto estávamos nos beijando, ele passava a mão por todo o meu corpo, me fazendo estremecer.
- Tenho direito a um strip? - perguntei arqueando uma das sobrancelhas.
  Taylor começou a tirar a roupa, fazendo uma dancinha que eu considerava ser engraçada, e então caímos na gargalhada como duas crianças doentes mentais.
  Segundos depois, Taylor e eu estávamos pele à pele, corpo à corpo, alma à alma. Era maravilhosa a sensação de suas mãos deslizando por todo o meu corpo.
  Ele foi aumentado a velocidade cada vez mais, e me deixando cada vez mais louca. Ele sussurrava palavras doces, e às vezes quente no meu ouvido, me fazendo estremecer.
  Estávamos suados, mas não cansados, na verdade, nem um pouco cansados. Eu não sabia ao certo até que horas iríamos, mas eu não me importava, queria apenas que cada segundo ao lado de Taylor se tornasse uma eternidade, e assim, eu estaria feliz.
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Imagine feito por Emilly Ruthy no grupo de Magcults.

Imagine | Old MagconHistórias para pegar e não largar. Descubra agora