Eu via tudo embaçado, minha barriga doía, meus braços doía, meu corpo todo doía. Com tudo sacrifício levantei meus olhos para cima e vi minha mãe e meu pai chorando, eles pareciam desesperados. Senti meus braços sendo pegos e agora me carregavam para dentro de um carro. Ouvi um grito de "não" da minha mãe e em seguida apaguei. Acordei e eu estava em um lugar totalmente diferente da minha casa. Eu parecia estar em um quarto escuro, que a única luz que havia ali era de uma fresta de janela. Tentei me mexer mas estava com as mãos presas, tentei mexer os pés, mas estava com os pés presos. Lutei para tentar levantar mas as cordas e as dores não foram ao meu favor e eu acabei caindo no chão. Fique lá parada e uma imensa vontade de chorar tomou conta do meu consciente. As lágrimas já desciam nas minhas bochechas, queria ir embora. A porta do quarto que eu estava foi aberta e um homem de seus trinta e poucos anos entrou, me procurou com os olhos e quando me achou abriu um sorriso maléfico. Ele pegou meu maxilar com as mãos e disse as seguintes palavras:- Pensei que a princesinha só fosse acordar três dias depois.
- O que você quer comigo ?
- Nada, só te sequestrei por diversão - Gargalhou
- Eu quero o dinheiro que seu pai está e devendo.
- Meu pai nunca se envolveria com gente do seu tipo. - Ele me largou.
- Está enganada meu amor. Ele me deve mais de quatro mil reais. - Se sentou na cadeira perto da cama. - Só vou soltar você quando seu pai me pagar.
- Mas porque eu?
- Porque você é a filhinha preferida, afinal, é a única. - Me encarou - Se seu pai não entregar meu dinheiro, você irá ver Deus mais cedo. - Bateu a porta com força. Eu tentava raciocinar o que tinha acabado de acontecer, mas era impossível. Eu já estava chorando de novo. Tentei me mexer mais uma vez e sem sucesso. Mais tarde depois ficar lá no silêncio só podendo ficar ouvindo as batidas do meu coração, um homem alto magro entrou no quarto com um prato de comida.
- Não podemos deixar você deplorável, para seu pai devolver o dinheiro precisamos de vocês bem. - Ele parou na minha frente - Prazer, Jeff.
Ele se sentou na cama do meu lado e sem que eu quisesse enfiou uma colherada de sopa na minha boca. Eu tive vontade de cuspir tudo na sua cara pois estava horrível, mas me contive. Depois de quinze colheradas forçadas, eu pedi para parar e ele atendeu meu pedido. Sem dizer nada ele saiu do quarto e fechou a porta, ouvi o trinco sendo trancado. Deitei minha cabeça no travesseiro e fechei os olhos, queria ir embora. Já fazia várias semanas que eu estava aqui nesse lugar imundo, fui agredida várias vezes e o único contato que tinha com meus pais eram quando eles ligavam dizendo que queriam o dinheiro e faziam eu falar com eles. Eu já estava cansada, pedia para ir para casa todos as noites. Mas eu muita falta dele. Taylor. Taylor é um amigo meu de infância, ele está viajando para a Carolina do Norte, provavelmente ele não sabe que fui sequestrada. Sinto tanto sua falta que seria incapaz de ser curada, a não ser com sua presença. Nesse momento, ouvi barulhos de tiros. Me escondi debaixo da cama e esperei tudo se acalmar, mas quando pensei que iria parar, a porta do quarto foi estraçalhada e quando olhei para cima pude ver Taylor, todo machucado.
- VAMOS, CORRE - Ele gritou.
Sai depressa debaixo daquela cama e depois comecei a correr o mais depressa possível. Olhei para trás e vi Taylor correndo também, atrás dele estavam três homens. Deu dois disparos e o meu coração congelou. Senti tudo em mim gelar e meus sentidos serem parados. Eu havia levado um tiro? De mansinho pude ouvir um grito de Taylor e mais de perto seu rosto perto do meu. Minhas mãos pararam de sentir as coisas e meus olhos ficaram pretos. Sem que eu queira, fui forçada a abrir os olhos. Tudo que eu podia ver era um clarão. Olhei para o lado e vi meus pais conversando com policiais, do outro estava sentado Taylor e minha tia. Eles foram os primeiros que me viram e vieram correndo. Não conseguia dizer nada, só podia ver eles conversando.
- Como vocês está meu amor? - Minha tia passou as mãos em meu cabelos.
- Ela está muito machucada - Ouvi a voz oscilante de Taylor.
- Taylor ?... - Minha primeira fala - Oi, eu estou aqui. - Ele tocou minha mão.
- O que aconteceu ? - Você levou um tiro, mas não tem risco.
- Quando eu vou embora?
- Quando os médicos mandarem querida. - Minha tia se entrometeu.
Depois de muitos exames e dias de aulas psicológicas, eu fui liberada para ir para casa. Meus pais foram me buscar e a nossa viajem foi totalmente em silêncio. Nesse silêncio a minha mente ficava me torturando, lembrando-me dos tapas, socos e insultos que recebi lá. Tentava me afastar disso mas era impossível. Chegamos na nossa casa e as luzes estavam acesas, meu pai abriu a porta e muitas pessoas saíram de lugares que eu não poça imaginar, dizendo "SURPRESA S/N", eu abri um grande sorriso e as pessoas vieram me abraçar. Quando cheguei no canto da porta, vi Taylor encostado nela. Cheguei perto dele e o abracei bem forte. Como eu sentia falta daquele cheiro gostoso. Senti as mãos de Taylor pousarem dentro do meu bolso e quando fui ver, ele tinha deixado um papel lá. Abri devagar e estava escrito as palavras que eu queria que ele dissesse à tempos: "QUER NAMORAR COMIGO?", o olhei incrédula e o abracei mais uma vez. O sussurrando um "sim" como resposta, beijando-o em seguida.
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Imagine | Old Magcon
FanfictionSão apenas alguns imagines, histórias curtas & mini imagines de todos os integrantes da Old Magcon. (Incluindo Sammy Wilk e Nate Maloley) ⚠ A MAIORIA DOS IMAGINES NÃO SÃO DE MINHA AUTORIA!! FORAM ENCONTRADOS NUM ANTIGO SITE DE FÃS DA MAGCON, OUTROS...
