Capítulo 12 - Segunda Temporada

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- Você é bem descarada em aparecer aqui, não é? - Luan ralhou comigo.

- Por que? Minha concunhada está dando uma festa e meu namorado - Dei ênfase na palavra namorado. - Me convidou pra vir. - Ele ia falar algo mas interrompi. - E se quer saber? Fui muito bem recebida pela Bruna.

- Você me da nojo Rafaela. - Ele fez uma cara desagradável.

- Não muito diferente do que sinto por você. - Sorri ironicamente, tendo a certeza que não era exatamente isso que eu sentia por ele.

Caio apareceu nessa hora trazendo consigo dois copos, entregou um a mim e num impulso eu passei um braço nas costas dele o agarrando.

- Ta tudo bem aqui? - Ele indagou desconfiado.

- Luan apenas veio me cumprimentar. - Sorri pro Luan.

- É cara. - Luan falou parecendo mais calmo. - Como você está?

- Bem e você? - Caio apertou a mão de Luan.

- Ótimo! Bom vou indo ali no pessoal, foi bom ver vocês. - Ele acenou e saiu.

Eu sorri vitoriosa, Luan saiu cabisbaixo e não que vê-lo assim me deixasse feliz, pelo contrário, mas gostava da ideia dele me ver bem, e com outro.

- Vocês são amigos? - Caio me perguntou com uma sobrancelha arqueada.

- Amigos é um exagero. - Respondi.

- Parecia que sim. Ele até veio te cumprimentar.

- Ah, Lindo. Luan e eu não brigamos, somente isso. - Menti.

- Ah, legal. - Ele sorriu.

Suspirei aliviada e continuamos conversando. Conforme o relógio andava mais animada a festa ficava, então Caio me convidou pra ir dançar.

Se tem uma coisa que eu gosto, essa coisa é dançar. Não que eu dance bem, mas é que se mexer ao som de uma música é algo incrível.

Eu me distraí um pouco enquanto dançava e parei de prestar atenção no Luan, me esqueci completamente da presença dele ali, da presença dele, do Caio e de todas as pessoas, era como se fosse somente eu e a música naquele momento. Mas de repente abri os olhos e vi a cena mais triste de todas: sob a nuvem de fumaça avistei Luan beijando outra menina. Era como se meu coração tivesse se partido, e nesse momento a música voltou a ecoar nos meus ouvidos, as outras pessoas voltaram também.

Meus olhos se encheram de lágrimas e eu praticamente ouvia meu coração pulsar. Mas o sangue ferveu quando ele soltou ela e sorriu pra mim. Ele estava fazendo isso pra me provocar, e eu não ia deixar barato. Puxei o Caio pra um beijo tão intenso quanto o que ele estava dando na menina.

- Ficou louca Rafaela? Eu vi, eu vi você olhando pro Luan. Sei que você ta fazendo isso somente pra afetar ele, eu vi... - Ele gritou me afastando dele.

- Caio não... - Pedi com os olhos marejados.

- Você não presta. - Ele disse por fim saindo do local da festa.

Eu fui atrás dele, óbvio. Eu não ficaria ali vendo alguém que gosta tanto de mim indo embora com o coração partido, mas quanto mais eu corria pra alcança-lo, mais ele se afastava de mim.

- Caio, por favor espera. - Tirei meus sapatos e joguei longe. - Porcaria de saltos.

- Esperar pra que? Pra você me dizer um monte de mentiras? - Ele gritou.

- Não. Deixa eu te explicar.

- Rafaela, na boa, - parou e virou pra mim.- me deixa em paz.

Eu não tive nem o que dizer, fiquei ali parada vendo ele se afastar de mim e de repente me senti vazia, triste, só e mais uma vez a culpa é do Luan e de tudo que ele me causa.

Voltei atrás e juntei meus sapatos caídos no chão, tentei coloca-los mas desequilibrei e quase cai no chão, então desisti e fui descalça pra casa mesmo.

Quando cheguei em casa atirei meus sapatos no chão e fui até a adega, peguei uma garrafa de whisky e um copo, me atirei no sofá e afoguei minhas lágrimas, e eram lágrimas de verdade. Sentia elas correrem quente pelo meu rosto e provavelmente estavam borrando minha maquiagem.

Peguei o celular e liguei pra Maria, seria bom desabafar com alguém agora. O celular tocou e rapidamente ela atendeu.

- Rafaela eu vou matar você. Tô na casa de um menino lindo e bem na hora boa você me liga? Eu to escondida dentro do banheiro e tudo é culpa sua. - Ela me xingava baixinho.

- Ah sim, claro. A culpa sempre é minha. - disse fungando.

- Você ta chorando? Aposto que bebendo também, né? Que merda você fez agora? - Ela falou num tom autoritário.

- Porque você acha que sou eu?

- Por que sempre que você faz alguma cagada você me procura e sempre chorando. - Ela disse e eu ri.

- O Luan. - Desabei chorando.

- O que ele fez agora? - Ela disse visivelmente incomodada.

- Fez eu brigar com o Caio! - Eu chorava como uma criança mimada.

- Tem certeza que ele fez isso?

- Ok, não. Não foi bem assim. - Cedi.

- Ta amiga. Entendi tudo. Amanhã você me liga, meu gatinho ta me esperando agora...

- Não, espera. - gritei. - Eu preciso desabafar.

- Ta, tá... - Ela aceitou.

- Ele tava na festa que eu fui, que era da irmã dele na verdade. Aí ele beijou outra menina. - A campainha tocou e eu fui atender. - Mas foi só pra me provocar, aí eu beijei o Caio também e ele ficou bravo e foi embora.

- Eu falei que não era legal brincar com os sentimentos dos outros, não falei? - Ela me advertiu.

- Eu sei, mas eu não podia ficar vendo ele se esfregar em qualquer uma pensando que pode me provocar. - Disse chegando perto da porta.

- E conseguiu né. Ele sempre consegue. Por que será né? Será que você não é apaixonada por ele?

- Ai bem menos né. Foi só um deslize. - Abri a porta e fiquei boquiaberta por quem encontrei ali. - Luan?

- Luan, sempre Luan. O quê? Luan está ai? Fica ai com ele e deixa eu curtir meu boy. E não me liga mais. - Ela cuspiu as palavras e desligou o celular.

Luan me olhava do batente da porta com uma expressão divertida. De repente minha respiração descompassou e as palavras fugiram da minha boca.

- Maria, Maria? - Chamei minha amiga mesmo sabendo que ela tinha desligado. - A Maria desligou o celular. - Disse com o celular na mão.

- Já ligou pra suas amigas pra falar mal de mim? - Indagou-me.

Contrato - Luan SantanaOnde histórias criam vida. Descubra agora