EPÍLOGO

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Um ano depois...

     Saí do banheiro secando os cabelos e me perguntei aonde estava o meu marido. Mas ao ouvir risadas vindas do banheiro eu sorri. Todas as noites naquele horário era aquilo.

     Na ponta dos pés eu entrei no banheiro do segundo andar e me deparei com um verdadeiro campo de batalha. Espuma pra todos os lados e Duda fazendo a maior bagunça na banheira. Agora a pergunta de cem milhões: Aonde estava o meu marido?

     Fazendo bagunça junto com ela.

     Acho que falei muito mal do meu irmão com Sarah porque Alex era a mesmíssima coisa com Gabe e Duda

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     Acho que falei muito mal do meu irmão com Sarah porque Alex era a mesmíssima coisa com Gabe e Duda. Eu tinha três crianças em casa, simples assim.

     Me encostei no batente da porta e cruzei os braços.

     -Que bonito senhor Alex. –Ambos pararam com a farra e me olharam. A carinha dos dois foi tão idêntica que tive que morder o lábio inferior pra não rir. –Acho que está claro quem vai limpar essa bagunça depois não é?

     -Se quiser começar agora a gente sai pra não atrapalhar. –Ele falou sorrindo de lado.

      Semicerrei os olhos.

     -Muito engraçado. Saímos em uma hora. –Apontei o indicador pra ele antes de sair. –Você tem uma hora.

      Naquele momento estávamos nos arrumando pra irmos buscar Gabe no aeroporto. Depois de adiar muito, pensar muito e roer muita unha eu finalmente deixei ele ir passar um verão em Miami na casa dos avós. Meus pais surtaram e como lá tinha mais crianças ele ficou feliz da vida. Nos falávamos todas as noites e eu quase morri de saudades. Três meses sem ver meu filho era dureza, mas eu tinha que admitir que ele estava crescendo. Não podia mantê-lo na minha asa pra sempre.

     Uma hora depois estávamos no aeroporto esperando por ele. Uma aeromoça se encarregou de vigia-lo durante toda a viagem e leva-lo diretamente a nós assim que eles desembarcassem do avião.

     Eu estava com Duda no colo quando escutei aquela voz que eu tanto amava.

     -Mamãããããe! –Gabe gritou abrindo caminho entre a multidão empurrando todos que via pela frente.

     Sorri e ainda sentada abri os braços para recebe-lo.

     -Oi amor! –Ele abraçou a mim e a irmã ao mesmo tempo. Enquanto envolvia os pequenos corpos no meu braço eu engoli o choro. Nossa como tinha sentido saudade.

     -Acho eu vou embora já que você só tem mãe e irmã. –Alex falou dramático.

     Rolei os olhos. Meu Deus que homem carente e ciumento.

     -Desculpa pai. –Gabe me soltou e deu um abraço apertado no pai.

     Meu coração perdeu o compasso ao ver a cena. Gabe sabia que Alex não era seu pai na genética mas nem ligava para aquilo. Eu ainda ria lembrando do dia que contamos a ele e ele soltou um sonoro “E daí? Ele ainda é meu pai né?”.

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