*Todos os direitos reservadíssimos áquela que vos fala (escreve😜)
No último spin-off vemos a história de Tami, gêmea de Thomas.
Existe um ditado que diz que uma única escolha errada pode mudar por completo o rumo da vida de uma pessoa.
...
Não sei quanto tempo se passou. Minutos, horas... eu estava jogada no chão ainda amarrada à cadeira (resultado das minhas sacudidas violentas tentando me soltar) quando a porta voltou a abrir e eu ouvi passos correndo na minha direção.
-Não amor...
-Não me chama de amor. –Falei com a voz rouca. Minha garganta ardia como se eu tivesse engolido ácido.
Senti a cadeira ser erguida e resmunguei. Sentia a lateral do corpo dolorida mas fiquei imediatamente em alerta quando as cordas que me atavam a cadeira afrouxaram até eu estar liberta. Antes que cogitasse fazer qualquer coisa Erick agarrou o meu pescoço e me forçou a levantar. Seu outro braço rodeou meu corpo e me imobilizou.
-Eu vou deixar você ver o moleque, mas só porque ele não para de chorar. –Rosnou me soltando abruptamente.
Virei o rosto e tentei empurrar para longe as lembranças ruins que me vinham a mente a cada vez que ele me tocava. Não precisava de um ataque histérico naquele momento. Precisava cuidar do meu filho.
-Mas... –Segurou meu rosto e me forçou a olha-lo. –Se fizer qualquer gracinha eu mato os dois e de quebra ainda termino o que eu comecei na sua casa.
Um arrepio passou pelo meu corpo ao lembrar do estado do meu pai. Não podia deixar ele fazer mal a mais ninguém por minha casa.
-Estamos entendidos amor?
-Sim senhor. –Rosnei.
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Agarrando meu braço ele me arrastou para fora do quarto em que estávamos e eu semicerrei os olhos quando a luz do dia bateu no meu rosto. Olhei pela janela tentando reconhecer alguma coisa mas só vi mato. Aparentemente estávamos na zona rural da cidade.
Minutos depois ele abriu uma porta e o choro de Gabe se fez ouvir por todo o corredor. Portas a prova de som. Pensei enquanto via Gabe ser sacudido por uma garota de cabelos curtos que tentava em vão acalma-lo. Corri até os dois e arranquei meu filho das mãos daquela cadela, escondendo o rosto do meu bebê no meu pescoço.
Lágrimas quentes escorreram pela minha bochecha enquanto eu sussurrava no seu ouvido e acalmava o seu choro. Sentei na cama e embalei Gabe nos meus braços, o escondendo da visão de Erick. Não queria que ele se aproximasse do meu filho.
-Shhh, a mamãe tá aqui. –Sussurrei entre lágrimas vendo o seu rostinho vermelho.
Depois de muito tempo ele dormiu completamente embalado nos meus braços e eu formava uma barreira protetora ao seu redor. Nem podia acreditar que o tinha nos meus braços. Ah os horrores que você deve ter passado aqui bebê.
-Já chega. –Erick murmurou.
Lancei um olhar ferino na sua direção e continuei embalando Gabe com o meu corpo. Ele era um fodido se pensava que eu ia há algum lugar. Meu lugar era ali com o meu filho.